domingo, 19 de outubro de 2025

A importância da verossimilhança na escrita

 

A importância da verossimilhança na escrita

Entre o possível e o poético

A verossimilhança é uma dessas palavras que parecem áridas, mas sustentam o alicerce emocional, afetivo, sutil de toda boa narrativa. É ela que convence o leitor de que algo inventado poderia, de algum modo, existir. Não se trata de verdade literal, mas de coerência simbólica. Mesmo o fantástico precisa obedecer a uma lógica: a lógica do seu próprio universo.

Um dragão pode chorar, desde que o autor tenha preparado o terreno para que o leitor sinta que, naquele mundo, as criaturas míticas também se comovem. Um diálogo pode ser improvável, mas jamais gratuito. A verossimilhança não exige que tudo seja real; exige apenas que tudo faça sentido.






Mitos e verdades sobre verossimilhança

Mito 1: “A verossimilhança limita a imaginação.”
Verdade: Ela é o que permite que a imaginação floresça com consistência. Sem ela, o leitor se perde no caos de ideias soltas. É o fio que mantém a fantasia ancorada ao solo da percepção humana.

Mito 2: “Verossimilhança é o mesmo que verdade.”
Verdade: A verdade pode ser factual; a verossimilhança é perceptiva. Um personagem pode mentir (e ainda assim ser verossímil) se a mentira condiz com quem ele é, com o que viveu e com o tom da história.

Mito 3: “Verossimilhança só importa na ficção realista.”
Verdade: Mesmo o surrealismo, o mito, o sonho ou o delírio têm suas regras internas. Um autor que compreende isso escreve mundos que, por mais estranhos que sejam, se entrelaçam, respiram; criam conexão real com o leitor/a.





Perguntas que todo escritor deveria se fazer

  • Isso que escrevi poderia acontecer dentro das leis do meu próprio universo narrativo?

  • O comportamento do personagem é coerente com o que ele já demonstrou?

  • O leitor compreenderá a emoção por trás da ação? Mesmo que não compreenda o enredo de imediato?

  • Há um elo entre o simbólico e o concreto, entre o gesto e o significado?

Essas perguntas não buscam a perfeição, mas o alinhamento entre o que se diz e o que se sustenta.






Paralelos que fazem sentido

Na literatura, o paralelismo é uma espécie de verossimilhança estética. A chuva que cai quando o personagem desaba não é coincidência, é uma analogia espelhada simbólica. O tempo que desacelera num momento de perda é o tempo psicológico, não o do relógio. Ainda falando em tempo, o relógio não anda "nunca" quando o personagem espera a pessoa amada.

Tudo o que possui ritmo, correspondência e proporção comunica. Um texto se torna verossímil quando a forma dialoga com o conteúdo, quando a emoção não é enunciada, mas sugerida; quando o leitor percebe que há uma lógica sutil, mesmo onde o caos impera.




A verossimilhança como pacto de confiança

Escrever é propor um pacto silencioso: “Acredite em mim, por algumas páginas.”
E o leitor, generoso, aceita — desde que o autor cumpra sua parte. O que quebra o encanto não é o improvável, mas o incoerente.

Por isso, o escritor precisa ser ao mesmo tempo arquiteto e poeta: construir a estrutura com precisão e adorná-la com alma. A verossimilhança é o ponto em que o possível e o poético se encontram; o instante em que o imaginário ganha densidade e o leitor suspende a descrença para mergulhar.






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Páginas Matinais: o exercício diário que desperta a escrita

Páginas Matinais: o ofício diário para deixar fluir o pensamento e aprimorar a escrita

Há gestos que, à primeira vista, parecem simples, mas contêm uma potência subterrânea, posso dizer até, estrutural. Escrever logo ao despertar é um desses gestos. As páginas matinais, introduzidas por Julia Cameron em O Caminho do Artista, são mais do que uma prática criativa: são uma disciplina para alcançar o tão desejado caos criativo. Três páginas manuscritas, sem retoque, sem pretensão estética, onde o pensamento se desenrola até reencontrar o próprio batimento cardíaco. Eu também aposto muito nas páginas noturnas, aqueles escritos antes de dormir – afinal, você carrega as experiências ocorridas no dia. 




A primeira claridade

Nas primeiras horas do dia, a mente ainda habita um território de transição. O raciocínio não se impôs, os filtros ainda dormem. Escrever nesse (entrelugar, quase crepúsculo, quase alvorada) é como capturar o instante em que o rio começa a correr as ideias ainda não estão polidas, mas têm uma verdade que se perde quando o dia amadurece.
Essa escrita inaugural não busca resultado: busca liberdade e densidade mental. Cada frase acrescenta substância à consciência, fortalece a musculatura simbólica e dá corpo ao que antes era apenas lampejos, percepções, intuições. As páginas matinais operam como ginástica da imaginação: elasticidade, ritmo e força.




Entre o sono e o despertar

Há também outro momento fértil: o intervalo que antecede o sono. A mente, ao se desprender da vigília, relaxa as fronteiras da lógica, e nesse espaço as ideias afloram com nitidez inusitada.
Por isso, manter um caderno de anotações ao lado da cama é mais do que um hábito: é uma estratégia de cultivo. O que se escreve nesse limiar entre o adormecer e o despertar costuma trazer intuições, expressões, associações brutas, faíscas que mais tarde se transformam em estrutura, argumento, personagem.




O olhar que observa atentamente e escuta

A escrita começa no modo como se observa o mundo. Escutar as pessoas com atenção genuína é um exercício de precisão: cada pausa, cada inflexão, cada escolha verbal revela modos de sentir.
As páginas matinais (ou noturnas) são o prolongamento desse olhar escutante. Um território onde a experiência é lembrada e se reorganiza, as impressões se depuram e o que antes era disperso adquire coerência.
Não se trata de confissão, mas de lapidação, algo poético. A escrita é uma arte de traduzir o vivido em linguagem estruturada de transformar fluxo em forma.


Como instaurar o rito

  • Momento: ao acordar ou antes de dormir, quando a mente está maleável.

  • Extensão: três páginas manuscritas, contínuas, sem releitura.

  • Instrumento: caneta ágil, caderno reservado, um lugar que favoreça o recolhimento.

  • Compromisso: escrever todos os dias, sem esperar inspiração.

  • Sentido: treinar o gesto, não a performance. É o hábito que edifica a escrita.




A constância como força criadora

Com o tempo, o escritor percebe que o próprio ato de escrever o transforma. As páginas diárias desenvolvem músculos de linguagem, ampliam o vocabulário, afinam o pensamento e instauram uma clareza que se transfere para toda a vida criativa.
Escrever passa a ser menos um esforço e mais um estado. A mão encontra o ritmo do raciocínio, e o raciocínio aprende a respirar.
O texto se torna uma extensão natural do corpo, não por milagre, mas por treino, atenção e persistência.

Comece no próximo amanhecer, ou antes de dormir, se preferir.
Três páginas. Apenas isso.
O suficiente para acordar o verbo e permitir que ele, enfim, encontre o seu caminho. Seu livro agradece :) 







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Mercúrio-Hermes - Mitologia e Astrologia Para Escritores/as Iniciantes

Hermes – o Dono do Dom da Palavra

Desde o nascimento, Hermes rompeu limites: mal abriu os olhos, já inventava e subvertia. Criou a lira a partir de uma tartaruga e roubou o rebanho de Apolo, apenas para, com engenho verbal, sair ileso e ainda ganhar o caduceu. Essa travessia entre a argumentação, negociação e a invenção revela a alma do escritor que, ao manipular signos, “furta” sentidos da realidade para traduzi-los em metáforas. Hermes é o arquétipo do autor que atravessa fronteiras entre mundos, quer seja entre o literal e o simbólico, entre o que pode e o que ousa ser dito. Sua astúcia não é válida, propõe liberdade criativa: a permissão divina para driblar a serviço da verdade. Na escrita criativa, Hermes ensina que toda narrativa é uma forma de travessura sagrada: uma reinvenção das leis da linguagem. Ele não traduz: transforma. Cada texto hermético, repleto de ambiguidades e ruídos, contém em si a semente de uma revelação. Assim como o deus negociou com Apolo trocando gado por música, o escritor negocia com o mundo: troca fatos por ritmo, memórias por imagens, confissão por ficção. Muitas vezes, eu mesma indico para os/as escritores iniciantes, reescreverem dentro do estilo de algum autor/a que eles/elas admirem, para exercício criativo. 


Hermes Trismegisto – o Mago da Palavra

Hermes-Mercúrio está relacionado a Thoth, o deus egípcio da escrita e do pensamento, tornando-se também Hermes Trismegisto – “três vezes máximo”, o patrono da alquimia. Nessa metamorfose, o mensageiro torna-se o mestre: aquele que compreende que escrever é transmutar o caos em logos. Hermes Trismegisto é o arquétipo do autor que percebe a palavra como poder criador: o verbo que organiza o invisível. Ele conduz tanto para a luz quanto para a sombra, porque a verdadeira escrita não é apenas inspiração, mas iniciação. Ao escritor hermético cabe dominar a arte de “conduzir almas”: transportar o leitor de um estado comum de consciência para outro mais elevado. Hermes, perito “em ambas as funções” (conduzir à luz e às trevas (e o contrário, idem), ensina que a palavra pode curar ou ferir, iluminar ou confundir. A escrita criativa, quando tocada por ele, é ato mágico: cada frase é um feitiço que reorganiza o mundo. Ser iniciado por Hermes é tornar-se, também, um viajante entre planos: alguém que escreve com as mãos, mas pensa com as asas.


Hermes e o Intelecto Criativo

O intelecto hermético é amoral, tal como Hermes, ele não obedece senão ao próprio movimento. No escritor, isso se manifesta como coragem de experimentar: desafiar formas, misturar registros, desconstruir a gramática da norma. A mente mercurial é uma tecelã de paradoxos: mente e instinto, razão e imaginação, técnica e intuição coexistem e se alternam no mesmo gesto. Escrever sob a influência de Hermes é aceitar o jogo de espelhos da linguagem, em que cada palavra reflete outra e nenhuma é definitiva. Ele convida o autor a pensar como viajante e a falar como tradutor: alguém que passa entre mundos e devolve em metáfora o que viu.


Hermes e o Ofício da Escrita

Para o escritor, Hermes-Mercúrio é mais do que um símbolo: é essencial, é um método, é a solução. Sua inteligência é errante, experimental e, por isso mesmo, reveladora. Ele ensina que escrever não é apenas comunicar, mas descobrir. Cada frase é uma estrada que se inventa enquanto se caminha. O texto mercurial nasce do diálogo com o imprevisto, com o erro e com o entremeio. A travessia hermética é, em última instância, a própria escrita criativa: um exercício de deslocamento constante, uma arte de mediação entre mundos. Escrever é tornar-se Hermes:  mensageiro, o trapaceiro sagrado, o psicopompo da palavra.



Explorando os Arquétipos de Mercúrio-Hermes

Mercúrio Jovem

O Mercúrio jovem é o escritor em pleno voo criativo — curioso, veloz, intuitivo. Ele não teme o erro, pois sabe que o erro é caminho. Escreve como quem respira: quer experimentar tudo, transformar tudo, misturar linguagens, estilos e tempos. É a mente que corre à frente da pena, que descobre o enredo enquanto o inventa. Em sua juventude simbólica, esse Mercúrio representa o impulso da criação que ainda não se preocupa com o resultado, apenas com o prazer da descoberta.




Mercúrio Criança

O Mercúrio criança é o sopro primordial da imaginação. Ele brinca com as palavras como se fossem brinquedos sagrados, combinando sons, ritmos e ideias com a inocência de quem não conhece fronteiras. O escritor tocado por esse arquétipo cria mundos inteiros a partir de um gesto simples, de uma curiosidade espontânea, de uma pergunta que ninguém ousou fazer. Sua escrita é fresca, surpreendente, livre de pretensão. Ele nos lembra que toda boa história começa com o espanto diante do mundo.




Íris – O Mercúrio Feminino

Íris é o aspecto feminino de Mercúrio, mensageira das pontes invisíveis. Ela traduz a linguagem das emoções, veste as palavras com beleza e ritmo, conecta céus e corações. A escritora guiada por Íris é diplomata entre o sensível e o racional — transforma o sentimento em imagem, o silêncio em cadência, o pensamento em cor. Sua escrita não fala apenas: ela encanta. Íris representa o dom da palavra que escuta antes de dizer, que constrói pontes em vez de muros, e faz da comunicação uma arte de harmonia.




Mercúrio Feminino Anciã

A Mercúrio anciã carrega o dom da entrelinha. Já não escreve para ser lida, mas para revelar o que o olhar comum não alcança. Em sua maturidade, a palavra se torna sopro, sabedoria e pausa. Essa versão do arquétipo compreende que o verdadeiro poder da linguagem está no que não se diz. O escritor ou escritora que encarna essa força escreve com o corpo inteiro, com a memória e com o tempo: cada frase é uma herança, cada silêncio, um espelho.




Hermes-Mercúrio Ancião

O Hermes ancião é o mestre da travessia final: aquele que já percorreu todos os mundos da palavra e agora conduz os outros. Sua escrita é síntese e revelação, o verbo que compreende o mistério da origem e o destino do sentido. Ele não escreve para provar, mas para libertar. Cada texto é um caduceu, símbolo do equilíbrio entre sabedoria e leveza, mente e espírito. O escritor hermético que o evoca transforma o ato de escrever em filosofia viva: uma ponte entre o humano e o divino.




Mercúrio Astrológico Para Escritores

Você pode estar pensando: “Como saber qual é o meu Mercúrio pessoal?” Pois bem, a astrologia pode sinalizar. E não são apenas 5, são mais de 12 possibilidades! WOW! 

Mercúrio, planeta da comunicação, rege a forma como pensamos, escrevemos, ouvimos e trocamos ideias. Ele é o deus interno da palavra, o Hermes que traduz o invisível, aquilo que ficou suspeito, em suspense; o pensamento em linguagem. 

Saber em que signo está seu Mercúrio é compreender como você estrutura o pensamento e qual é a natureza da sua voz interior: se mais intuitiva, lógica, poética, prática ou emocional. É como descobrir o timbre do seu instrumento mental: alguns tocam em ritmo de fogo, outros vibram em tom de ar, terra ou água.

Quem tem Mercúrio em Áries, escreve como quem acende um fósforo: rápido, direto, impulsivo, sem rodeios. Suas ideias explodem em frases curtas e assertivas, muitas vezes pioneiras, cheias de energia e urgência. 

Já o Mercúrio em Touro fala e escreve com cadência, preferindo palavras sólidas e imagens sensoriais; gosta de textos que se possam quase tocar. 

Mercúrio em Gêmeos é a própria multiplicidade: pensa e escreve em movimento, curioso, versátil, às vezes disperso, escrita/fala jovem mas sempre brilhante na conexão entre temas.

Com Mercúrio em Câncer, a escrita nasce da memória e do afeto: cada palavra é abrigo, cada frase um gesto de cuidado; é família, ancestralidade. 

Mercúrio em Leão é teatral, educativo, expressivo, escreve como quem narra uma epopeia pessoal, buscando estilo e brilho. 

Mercúrio em Virgem é o artesão do texto: atento à precisão, ao ritmo, ao detalhe.

Mercúrio em Libra escreve como quem dança: busca harmonia entre forma e conteúdo, beleza, poesia e diplomacia na escolha das palavras; bom para escrever sobre relacionamentos. 

Mercúrio em Escorpião mergulha na profundidade: sua escrita é intensa, investigativa, capaz de revelar o que se oculta nas sombras; adora escrever sobre magia e ocultismo. 

Mercúrio em Sagitário prefere a visão ampla: pensa em conceitos, crenças, viagens e significados universais, escrevendo com humor e esperança. 

Mercúrio em Capricórnio é disciplinado e estratégico: escreve para construir, planejar e ensinar. 

Mercúrio em Aquário inventa formas novas de expressão; é criador de ideias que rompem padrões, com mente livre e futurista.

Mercúrio em Peixes, por fim, escreve com a linguagem do sonho: imagética, intuitiva, simbólica. Suas palavras não descrevem: encantam.


A posição de Mercúrio no mapa é o mapa da sua escrita interior. E compreender seu signo é descobrir o modo como sua mente respira: entre a reclusão conexão, o verbo, a escrita e o voo.


Se você quer saber onde está o seu Mercúrio e como ele se manifesta na sua forma de pensar, escrever e se comunicar, fale comigo. 


Eu posso fazer o seu mapa astral focado nas habilidades de escrita — um mergulho simbólico e criativo que revela muito além do signo solar.

Nesse estudo, eu analiso o seu Mercúrio pessoal, mas também outros pontos do mapa que influenciam diretamente o processo criativo, como o asteroide Hermes (a inteligência em movimento), Íris (a sensibilidade estética e o dom da tradução poética), além das Casas 3, 5, 7 e 9, e a localização dos signos de Gêmeos e Sagitário, que falam da comunicação e da expressão expandida.

Você recebe um relatório personalizado com seus principais asteroides e aspectos astrológicos que fomentam a sua escrita criativa: uma leitura profunda que une astrologia, mitologia e narrativa, para que você compreenda como o seu pensamento se organiza, de onde vem a sua voz literária e quais forças simbólicas sustentam a sua imaginação.


Entre em contato comigo e descubra o seu mapa de escrita: a cartografia simbólica da força do seu verbo, a intensidade da sua palavra, da sua mente imaginativa e da sua arte.




Olá! Eu sou Clene Salles, Ghost Writer, Copydesk, Tradutora, Presto Serviços de Mentoria Literária para Escritores/as Iniciantes... E claro, também trabalho com a indicação de movimentos astrológicos e arquétipos. 

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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Pela Fresta Te Vi (Livro Impresso/e-Book), César de Mello Campos (autor)

 

Pela Fresta Te Vi – consciência escrita em movimento 

Há livros que não se oferecem à pressa.
Pela Fresta Te Vi, de Cesar de Mello Campos, é um deles. Não se apressa porque é feito de zonas de silêncio, de pensamentos que disparam vozes e de vozes que, não resistindo, se tornam escrita.




 

As palavras nascem de um atrito; cercado de múltiplos conflitos.

A escrita ultrapassa o descrever: torna visível o invisível que habita cada consciência.

Encarna o que arde dentro de cada personagem.


Cada conto é uma superfície onde fé, culpa, desejo e memória se entrelaçam em tensão constante, compondo um retrato sensível e inquieto da alma contemporânea.

Aqui, a ficção não se limita ao enredo: é uma forma de pensamento.


Os personagens falam como se algo neles precisasse atravessar a linguagem para existir. 

Não há narradores condescendentes, nem moralizações: há consciência em ebulição, vidas que se revelam sem filtro nem defesa.

A escrita de Campos tem precisão e vertigem.
Move-se entre o humano e o simbólico, entre o cotidiano e o psíquico. Nos detalhes (um gesto mínimo, um olhar distraído, uma frase suspensa) a narrativa se inscreve com força e permanência. Cada história parece conter outra, subterrânea, que não se deixa capturar por inteiro.

Não é um livro de respostas, mas de reverberações.
As vozes atravessam o/a leitor/a e continuam ecoando quando a página se encerra.


É literatura que expõe o que pulsa, sem perder a delicadeza.

Distribuição gratuita da versão impressa (por tempo limitado) reforça a proposta do autor: a literatura como experiência partilhada, aberta à leitura, à escuta e à ressonância interior.


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Crédito do vídeo: Abstrato – vídeos de arquivo por Vecteezy






quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Pela Fresta Te Vi (e-Book/Impresso), Cesar de Mello Campos (autor) – Uma Obra Que Registra O Movimento: Do Olhar, Do Tempo, Do Erro

 

Pela fresta te vi — quando a literatura descreve o silêncio do humano

Entre o adulto que se justifica e a criança que observa, Cesar de Mello Campos escreve um espelho em duas vozes: uma ficção que se lê como confissão e se sente como cicatriz.




Ver e ser visto não são atos neutros: revelam o poder, a fragilidade e o silêncio profundamente psíquico de quem observa; e de quem é observado. Entre o adulto que se defende e a criança que ainda não sabe nomear o mundo, Cesar de Mello Campos constrói uma narrativa que reflete o tempo: o que ele apaga e o que insiste em permanecer.

Há livros que vão muito além do comum: abordam verdades nuas e cruas; não denunciam nem absolvem, apenas revelam.


Pela fresta te vi, de Cesar de Mello Campos, é desses. A cada página, o autor abre um vão entre o mundo e a consciência, entre o que se diz e o que se cala, e não poupa palavras nesse processo.

O resultado é uma narrativa em dois tempos, mas de um mesmo ser que tenta se reconhecer: o homem que fala de si com lucidez brutal e a criança que ainda não entende o peso do que vê.


A primeira voz (quase um monólogo interior) exibe um personagem que acredita dominar a razão, a moral, a família e o próprio destino. Ele se diz reto, fiel, firme. Mas o leitor, pela fresta, enxerga o avesso: o medo travestido de orgulho, o controle disfarçado de virtude, a fé que serve apenas de espelho para o ego.


A segunda voz é outra: a da essência, da inocência da infância que descreve o mundo com uma ternura confusa, tentando entender o amor, o silêncio dos pais, o lugar que ocupa no olhar de quem o criou. São páginas de pureza e desamparo, em que o autor toca o coração do leitor sem precisar de sentimentalismo.


Entre uma parte e outra, há um fio invisível: a passagem do tempo como uma ferida que nunca cicatriza, apenas muda de forma. O adulto que narra poderia ter sido aquela criança; a criança, o esboço de quem um dia será esse homem. Não há resposta definitiva; apenas o reflexo de um olhar que tenta se entender antes que a vida se apague.


Uma literatura que revela sem acusar

Cesar de Mello Campos escreve com precisão cirúrgica, uma gramática impecável, mas sem frieza. Cada frase tem o peso de quem conhece o abismo humano e, mesmo assim, escolhe descrevê-lo com ternura, poesia e nuances filosóficas – no entanto, suas palavras são carregadas de humanidade. Ele não julga os personagens: os observa.


E talvez essa seja a força do livro: a recusa do maniqueísmo; o convite à empatia abrangente, que se deixa sussurrar em cada conto. .

Você conhece alguém que, em nome da retidão, esqueceu a delicadeza?
Alguém que, ao querer ensinar virtudes, acabou ferindo sem perceber?
O livro não aponta o dedo: apenas abre uma fresta para que a luz entre.

O leitor percebe, aos poucos, que há beleza também naquilo que dói, e que reconhecer a própria sombra é uma forma de salvação.


O tempo como espelho

Nas duas partes de Pela fresta te vi, o tempo não é linear.
Ele se dobra sobre si mesmo, ao mesmo tempo que desdobra, entra e sai de um labirinto,  como se o passado e o presente se observassem em silêncio.

A criança descreve o mundo como quem o inventa; o adulto o narra como quem tenta reescrevê-lo.


Entre ambos, o autor revela a mais filosófica das perguntas: o que resta de nós quando o tempo passa; e quando tudo o que fomos ainda respira dentro do que somos?

Essa indagação atravessa o texto com sutileza, sem discursos nem teorias. O livro fala de memória, culpa, desejo e esquecimento, mas com uma linguagem poética, de cadência lenta, que convida o leitor a contemplar.

Cesar escreve o invisível: o intervalo entre o pensamento e o gesto, entre a fala e o silêncio.
É ali, nesse espaço pequeno e essencial — nessa fresta — que nasce a literatura.


Pela fresta te vi não procura comover, mostra o abismo.
Ele observa o humano na contradição; e ali encontra a sua força.
Nenhum gesto é puro, nenhuma voz é inocente.
É dessa imperfeição que o livro extrai a sua beleza.

O humano é observado como um fenômeno, não um mero evento.

Cesar de Mello Campos escreve a partir da distância justa: aquela que permite ver, sem precisar julgar.


Em tempos de pressa e ruído, Pela fresta te vi é um livro que devolve ao leitor o direito de escutar e interpretar as entrelinhas, os gestos, os silêncios... Aquele instante curioso em que a lucidez se mistura à ternura. 


Uma obra que se inscreve na tradição da literatura brasileira contemporânea de introspecção, ao lado de nomes que exploram a interioridade sem medo do desconforto.

Ler Pela fresta te vi, de Cesar de Mello Campos, é observar o ser humano em sua complexidade: sem condenar, sem redimir, apenas ver (ou apenas assimilar pessoas com quem "esbarramos" por aí).


Pela fresta.









Distribuição gratuita da versão impressa (por tempo limitado)


São histórias que caminham entre fé, culpa e desejo: ecos de uma literatura brasileira contemporânea que não oferece atalhos, mas provoca e permanece.
Em Pela fresta te vi, cada conto traz a tensão dos contos psicológicos — heranças familiares, afetos imprevistos, dilemas sem resposta. É ficção literária que se inscreve no detalhe, no gesto mínimo capaz de transformar destinos.


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