segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Metalinguagem - 21 Ideias para Escritores Iniciantes

 Metalinguagem - 21 Ideias para Escritores/as Iniciantes 



O que é metalinguagem?

Imagine que você está brincando de desenhar e, em vez de desenhar um sol ou uma casa, você desenha alguém desenhando. É como se o desenho falasse sobre o próprio desenho!

Isso se chama metalinguagem: é quando o texto fala sobre como ele foi feito, sobre a própria escrita, ou até sobre o ato de escrever. Nos demais ramos artísticos, por exemplo, é um filme sobre o processo de fazer filmes, um espetáculo de dança onde os dançarinos precisam da colaboração do público que está assistindo para completar a coreografia, um museu que faz uma exposição sobre o seu próprio projeto arquitetônico, etc. 

Como ela pode ajudar escritores/as iniciantes?
Metalinguagem é uma ferramenta interessante porque faz você olhar para dentro da sua própria criatividade. Por exemplo:

  • Você pode escrever uma história sobre um personagem que está tentando escrever um livro e, enquanto isso, explorar as dificuldades e ideias que você mesmo enfrenta... Só que, escrevendo tudo isso!
  • Ou usar a metalinguagem para brincar com o leitor, explicando como está construindo a narrativa enquanto escreve.

Isso pode ajudar porque:

  1. Destrava o medo de errar: Falar sobre o processo de escrever pode tornar tudo mais leve e divertido e você pode, tranquilamente, escrever sobre seus próprios erros!
  2. Estimula a criatividade: É um jeito de brincar com palavras e ideias sem se preocupar tanto com regras.
  3. Ajuda a se entender como escritor: Ao escrever sobre o ato de escrever, você percebe o que funciona melhor para você. Como assim? Lembre-se, você é o primeiro leitor do seu texto, portanto, ao reler, revisar, você encontrará os movimentos nessa escrita que mais se encaixam com a sua personalidade como escritor.

É como usar um espelho para entender melhor como você se move — só que, no caso, o espelho são suas palavras! É uma forma divertidíssima para desenvolver a escrita criativa. 





21 Ideias para escritores/as iniciantes usando metalinguagem




1. Um/a escritor/a preso/a em seu próprio livro: Imagine um/a escritor/a que é magicamente transportado para o mundo que ele mesmo criou e tem que lidar com os personagens e eventos que escreveu.

 

2. O narrador cansado: Um narrador que resolve largar o trabalho no meio da história porque acha que os personagens estão sendo chatos demais.

 

3. Diálogo com o leitor: Crie um personagem que quebra constantemente a "quarta parede", conversando diretamente com o leitor e pedindo ajuda para resolver os conflitos da trama.

 

4. "Eu não sou uma ficção", gritou o personagem secundário: Escreva sobre um personagem (pode ser o protagonista, secundário, vilão - como queira) que descobre que é fictício. Ele fica furioso, se rebela, insufla uma rebelião entre os demais personagens. O caos é gerado. 






5. Manual fictício ou insira a ficha de personagem dentro da história: Inclua um manual, guia ou as fichas de personagens dentro da narrativa que explica como o mundo ou os personagens funcionam, enquanto os personagens discutem seu conteúdo.

 

6. A luta contra o bloqueio criativo: Transforme o bloqueio criativo em um vilão que o/a escritor/a precisa derrotar.

 

7. Discussão entre autor/a e personagem: Mostre diálogos entre o/a autor/a e seu protagonista, que questiona decisões narrativas, mudanças de personalidade ou o final da história.

 

8. Personagens disputando papéis na história: Imagine um grupo de personagens que discutem quem deve ser o protagonista ou como a história deve acabar.




 

9. As sobras de outras histórias: Narre a vida de personagens descartados de outras histórias, que se encontram em um "limbo criativo" e tentam convencer o/a autor a dar uma chance para eles.

 

10. Um livro dentro de outro livro: Inclua uma história fictícia dentro do enredo principal e mostre como ela influencia a trama ou os personagens entre um livro e outro dentro do próprio livro.

 

11. Um autor lendo críticas da sua história: Desenvolva uma trama onde o autor está lidando com críticas ou revisões de seu livro e como isso altera o que está sendo escrito.

 

12. Rascunho vivo: Um rascunho que ganha vida e começa a se rebelar contra as revisões do/a autor/a, tudo o que o/a autor/a corrige, o rascunho “descorrige”. E além disso, resmunga com o/a autor/a, porque ele está sendo prolixo, repetitivo, etc.

 




13. Uma história sobre títulos: Um conto onde o personagem principal está tentando encontrar o título perfeito para a própria aventura.

 

14. A história que se escreveu sozinha: Escreva sobre um livro que começa a escrever a si mesmo, sem a interferência do/a autor/a, tipo assim, um livro totalmente rebelde.

 

15. “Não quero que você me escreva!”, disse o final do livro: Mostre um/a autor/a lutando para finalizar seu livro porque o final parece não "cooperar".

 

16. A história que não queria ser escrita: escreva como a história tenta se esquivar, porque não quer ser escrita, seja por medo, vergonha, culpa, segredos inconfessáveis...




 

17. A busca pelo/a autor/a: Desenvolva um personagem (seria divertido se fosse o protagonista!) que percebe que tem um autor e parte em uma jornada para encontrá-lo... O que houve? O/a autor/a simplesmente fugiu!

 

18. Um conto que se desmonta: Construa uma história onde o texto começa a se desconstruir, com capítulos aparecendo fora de ordem, notas de rodapé invadindo a narrativa ou parágrafos se contradizendo.

 

19. O/a autor/a como personagem de outro/a autor/a: Imagine um escritor que descobre que ele mesmo é personagem em um livro escrito por outro autor.

 

20. O protagonista inacabado: Um personagem que reclama por ainda não ter um nome, aparência definida ou um propósito na história.


21. A ideia que fugiu: Narre a história de uma ideia que escapou da cabeça do escritor antes de ser escrita, o autor terá que iniciar sua aventura buscando o que esqueceu. 





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Creio que você irá se divertir, dará boas risadas escrevendo usando os exemplos de metalinguagem :) 
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Créditos das Imagens
Night Café



segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Dicas Para Escrever Biografias

Passo a Passo Para Escrever Uma Biografia 




Escrever uma biografia é como entrar no universo de outra pessoa e traduzir suas experiências, sentimentos e conquistas para o papel. Para os escritores iniciantes, essa pode parecer uma tarefa desafiadora, mas com algumas orientações práticas, segredos e insights, você pode criar um texto cativante que inspire seus leitores. Vamos às dicas:






1. Conheça profundamente o biografado

Antes de começar a escrever, mergulhe na vida da pessoa cuja história será contada. Faça entrevistas detalhadas, converse com familiares e amigos, pesquise documentos e materiais relevantes. Quanto mais informações você tiver, mais rica será a biografia.

Dica extra: Tente captar não apenas os fatos, mas também as emoções e motivações que guiaram o biografado ao longo de sua jornada.




2. Defina o foco da narrativa

Uma biografia não precisa ser uma lista exaustiva de eventos. Escolha os momentos mais significativos da vida do biografado que melhor representem sua essência e suas realizações.

Pergunte-se: Qual é a mensagem principal que essa biografia deve transmitir?





3. Dê voz à história

Uma biografia deve soar autêntica, como se o leitor pudesse ouvir a pessoa falando diretamente com ele. Use uma linguagem que combine com o estilo de vida e a personalidade do biografado.

Dica prática: Incorpore falas diretas, memórias e expressões próprias do biografado para aproximar o leitor da história; outra dica, faça um minidicionário do/a biografado/a das palavras e expressões mais usada por ele/ela e sempre que estiver escrevendo, recorra aos seus apontamentos.





4. Crie uma linha do tempo envolvente

Organize os eventos de forma lógica e fluida, mas não se prenda ao formato cronológico rígido. Você pode iniciar com um momento impactante e, depois, voltar no tempo para contar a origem da história.

Segredo dos escritores: Use o ritmo da narrativa para manter o interesse do leitor, alternando momentos de tensão e alívio. 






5. Humanize o biografado

Mostre as imperfeições, os erros e os desafios enfrentados pelo biografado. Isso cria uma conexão emocional com o leitor e torna a história mais realista e inspiradora.





6. Invista na ambientação

Contextualize os acontecimentos. Descreva a época, os cenários e as circunstâncias sociais que influenciaram a trajetória do biografado.

Insight especial: Detalhes vívidos ajudam o leitor a "viver" a história.






7. Revise e refine

Depois de concluir o rascunho, revise o texto com cuidado. Verifique a coerência, a precisão dos fatos e a fluidez da escrita. Se possível, peça feedback a alguém próximo ao biografado para garantir que a essência foi capturada.

Dica extra

Elabore o sumário, não somente por título de capítulo, mas também com algo que já prepare o/a leitor/a sobre o que encontrará na obra. 







Sobre Temas Irrelevantes

Um tema irrelevante em uma biografia é aquele que não contribui significativamente para a compreensão da vida, das ações ou do legado do indivíduo em questão. É importante lembrar que a relevância de um tema é relativa e pode variar dependendo do foco da biografia.


Exemplos de temas que podem ser considerados irrelevantes em determinadas biografias:

Detalhes excessivos sobre a rotina diária: A menos que esses detalhes revelem algo importante sobre a personalidade ou os hábitos de trabalho do indivíduo, eles podem ser considerados desnecessários.

Informações sobre parentes distantes: A família extensa pode ser mencionada, mas detalhar a vida de parentes que não tiveram um impacto significativo na vida do biografado pode desviar a atenção do foco principal.

Anedotas sem relevância: Histórias engraçadas ou curiosidades podem ser incluídas, mas apenas se elas contribuírem para a construção da personalidade do indivíduo ou se relacionarem com eventos importantes de sua vida.

Informações sobre hobbies ou interesses pessoais: A menos que esses hobbies ou interesses tenham tido um impacto significativo na vida ou na obra do indivíduo, eles podem ser considerados irrelevantes.


Por outro lado, temas que podem ser considerados relevantes incluem:

Infância e formação: Como a infância e a educação moldaram a personalidade e os valores do indivíduo?

Relações pessoais: Quais foram as relações mais importantes da vida do indivíduo e como elas o influenciaram?

Conquistas e desafios: Quais foram os maiores feitos do indivíduo e como ele superou os obstáculos?

Legado: Qual foi a contribuição do indivíduo para a sociedade e como ele é lembrado?


Para determinar se um tema é relevante ou não, pergunte-se:

Esse tema contribui para a compreensão da vida do indivíduo?

Esse tema revela algo importante sobre a personalidade ou os valores do indivíduo?

Esse tema conecta-se com outros eventos ou temas importantes da biografia?

Lembre-se: A relevância de um tema é uma decisão que o biógrafo deve tomar, com base em sua pesquisa e no objetivo da biografia. O que pode ser irrelevante para um biógrafo pode ser crucial para outro.





Transforme vidas em páginas inesquecíveis

Escrever uma biografia é uma forma de honrar histórias e inspirar outras pessoas. Com dedicação e sensibilidade, você pode dar voz a narrativas que ecoarão por gerações.

Gostou das dicas? Compartilhe suas dúvidas ou experiências nos comentários! Vamos juntos transformar histórias em livros inesquecíveis. ✍️✨









Olá! Eu sou Clene Salles, Ghost Writer, Copydesk e Tradutora, e ofereço Mentoria Literária para Escritores Iniciantes. 

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quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Etapas de Produção de um Livro

 

Etapas de Produção de um Livro 📚✍️

Produzir um livro é uma jornada tão desafiadora quanto recompensadora. Cada etapa é fundamental para garantir que o texto chegue ao público com qualidade e impacto. Vamos explorar o processo completo, desde a concepção até a divulgação. 🚀✨







1. Definição do Gênero Literário e Estrutura Inicial 📝

Antes de escrever, é essencial saber onde sua obra se encaixa:

  • Gênero Literário: Romance, contos, poesia, autobiografia, fantasia, etc.
  • Categorias e Subcategorias: Exemplo: Um romance pode ser histórico, policial, romântico, realista, psicológico, autocura, espírita, etc. 

Esse planejamento inicial ajuda a definir o tom, o público e o propósito da sua obra. Lembre-se sempre e sempre: leia muito, pesquise muito. 🎯






2. Revisão Pós-Escrita 🔍✍️

Depois de escrever o manuscrito, é hora de polir!

  • Revise a gramática, ortografia e fluidez do texto.
  • Identifique trechos que precisam de mais clareza ou coesão.




3. Leitura Beta e Leitura Crítica 👥📖

  • Leitura Beta: Compartilhe seu texto com leitores confiáveis para obter feedback inicial. Eles podem apontar lacunas na história ou incoerências.
  • Leitura Crítica: Um especialista avalia o texto profundamente, considerando estrutura, personagens, ritmo e narrativa.





4. Edição e Copydesk ✂️🖋️

  • Edição: Ajustes mais técnicos e estruturais, garantindo que o conteúdo seja claro e envolvente.
  • Copydesk: Refinamento do texto, trabalhando estilo, tom e escolhas de palavras.






5. Revisão Ortográfica e Gramatical ✅🔤

Uma etapa minuciosa para corrigir quaisquer erros remanescentes. Aqui, cada vírgula e acento são revisados com atenção.







6. Diagramação 📐📖

Organizar o texto para que ele fique visualmente atraente no formato do livro, seja ele impresso ou digital. Isso inclui margens, fontes e espaçamentos; dê preferência, se possível, a um profissional gabaritado. 





7. Revisão de Prova da Diagramação 🧐🖹

Após a diagramação, é necessário verificar se o texto não sofreu cortes, quebras de linha inadequadas ou outros problemas visuais.





8. Formatação da Capa 🎨📕

A capa é o cartão de visitas do seu livro! Trabalhe com um designer para criar algo que traduza a essência da obra e atraia o leitor.






9. Publicação e Pós-Publicação 🌟📢

Depois que o livro estiver pronto, começa outra etapa essencial:

  • Divulgação nas Redes Sociais: Use plataformas como Instagram, Facebook e TikTok para falar sobre sua obra.
  • Eventos de Lançamento: Faça Lives, sessões de autógrafos ou palestras.
  • Marketing Digital: Invista em anúncios, parcerias com influenciadores e resenhas.






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Eu aqui feliz em poder colaborar para que você tenha bem claro as Etapas de Produção de um Livro! Envie sua mensagem! Eu responderei o mais rápido possível :) 

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Indicações De Profissionais Que Valem Ouro

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Laura Bacellar, Tarô para Escritores e Consultoria sobre o Mercado Editorial
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Blog O Treco Certo

Marisa Moura, Agente Literária, Obras Sob Tutela
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Marisa.moura@zigurate.net.br

domingo, 17 de novembro de 2024

Conheça Aqui as Diferenças entre Livro de Memórias, Troca de Cartas, Diários...

 

Conheça aqui as diferenças entre livro de Memórias, Diário, Relatos, Cartas/Trocas de Correspondências, Autobiografia, Testemunhal, Ensaios Pessoais, Confissões.   





A biografia, bio=vida, grafia=escrita, é um gênero literário que tratará de uma narrativa da vida de uma pessoa (ou grupo) específico; a autobiografia é sobre a vida pessoal contada pelo próprio autor/a; e por sua vez, tanto a biografia como a autobiografia abarcam várias subcategorias. 


Explorando as Subcategorias 

Cada gênero e subcategoria possui características únicas que moldam a maneira como a história é contada, e se bem escrita, pode criar conexões emocionais profundas com o leitor. 

Vamos explorar aqui as principais subcategorias, incluindo suas particularidades. 


1. Livro de Memórias

Definição: Focado em eventos ou períodos específicos da vida do autor, organizados de forma temática ou cronológica parcial. Diferente da autobiografia, o livro de memórias não se preocupa em narrar a vida completa do autor.

Como o/a escritor/a pode narrar eventos de sua vida, focando em experiências particulares que considera importantes, pode oferecer algum charme extra, por exemplo, agregando sua visão e contrastes entre o tempo passado e como vê tudo aquilo no futuro e qual seria o impacto no futuro.

Características: 

Reflexões pessoais e interpretações sobre eventos significativos vividos pelo autor/a.

Uso de uma narrativa em prosa – talvez de forma poética – ou intimista, dependendo do estilo do autor.

Dica: Escolha um tema central que conecte os eventos narrados e permita que o leitor encontre sentido nas suas reflexões.






2. Diário

Definição: Uma série de entradas escritas regularmente, geralmente no mesmo dia ou próximo aos eventos narrados (caso você decida evidenciar e escrever sobre um acontecimento específico), oferecendo um registro íntimo e imediato das emoções, sentimentos, percepções e pensamentos do autor.

Para adicionar algo mais encantador (e que possa gerar mais conexão com o leitor/a), pode-se adicionar algo psicológico, citações, poesias curtas, fotos, ilustrações, etc.

Características: 

Estrutura cronológica com entradas datadas. Linguagem espontânea e reflexões pessoais diretas.

Dica: Mantenha a sinceridade e a espontaneidade, mas não hesite em revisitar suas entradas para garantir coesão e clareza ao transformar seu diário em um livro.

Diários: Registros pessoais e íntimos, geralmente são escritos em primeira pessoa. 






3. Livro de Relatos

Definição: Coleta de histórias específicas ou experiências marcantes, que podem ser pessoais ou relacionadas a eventos históricos.


Características: 

Narrativa factual, mas com espaço para reflexões ou análises. 

Foco em transmitir a importância ou impacto das experiências relatadas.


Dica: Estruture os relatos de maneira a criar um arco narrativo ou tema que unifique as histórias, mesmo que elas sejam independentes.





4. Livro de Cartas/Trocas de Correspondências 

Definição: Compilação de cartas trocadas entre pessoas, que pode incluir correspondências pessoais, profissionais ou intelectuais. 

O gênero destaca a interação entre os interlocutores e reflete pensamentos e sentimentos em momentos específicos.

Nos dias atuais, pode-se trabalhar também com troca de e-mails, “conversas” nas redes sociais, ou outros aplicativos usados pelo escritor/a.  

Características: 

Linguagem variada, dependendo do destinatário e do propósito da carta.

Contextualização histórica, cultural ou emocional do conteúdo das cartas.

Dica: Inclua notas explicativas ou introduções para fornecer contexto ao leitor sobre o momento e as circunstâncias das cartas, ajudando a construir uma narrativa mais ampla, lembre-se sempre de manter o arco narrativo. 







5. Autobiografia

Definição: Narração linear e cronológica da vida do autor, escrita por ele mesmo, cobrindo desde a infância até eventos mais recentes.

Características:

Ênfase em marcos significativos: infância, educação, carreira, conquistas, desafios, etc.

Tom reflexivo, mas frequentemente objetivo.

Dica: Estruture a narrativa em capítulos organizados por temas ou períodos, criando um ritmo envolvente para o/a leitor/a.




6. Livro Testemunhal

Definição: Registro de eventos vividos ou presenciados pelo autor, com foco em momentos históricos ou sociais de relevância. 

Muitas vezes, reflete uma experiência coletiva ou busca denunciar injustiças.

Características:

Narração detalhada e comprometida com a precisão histórica.
Tom sério e reflexivo, mas sempre humano.

Dica: Equilibre a objetividade dos fatos com um tom emocional que permita ao leitor se conectar com a experiência.





7. Ensaios Pessoais

Definição: Textos reflexivos que misturam histórias pessoais com temas universais, como filosofia, sociedade ou cultura.

Características:

Estrutura flexível, permitindo liberdade criativa.
Reflexões e análises profundas de questões cotidianas ou existenciais.

Dica: Use uma linguagem acessível e conecte experiências pessoais a temas que possam ressoar com os leitores; leia autores/as que tenham elaborado obras semelhantes e com os mesmos temas (ou correlatos) que você pretende escrever. 






8. Confissões

Definição: Texto introspectivo e emocional, em que o autor revela segredos, arrependimentos de eventos marcantes de sua vida.

Características:

Escrita catártica e honesta.

Foco em momentos de vulnerabilidade e crescimento.

Dica: Ao expor aspectos íntimos da sua vida, equilibre vulnerabilidade e universalidade, criando empatia sem se perder no excesso de detalhes.









Dicas Gerais para Narrativas Pessoais

1. Identifique o propósito do texto: Por que você deseja compartilhar essa história? Isso guiará suas escolhas narrativas.

2. Conheça seu público: Defina se está escrevendo para si mesmo, para familiares, um nicho ou para um público amplo. Isso impactará o estilo e a profundidade da narrativa.

3. Trabalhe na autenticidade: Seja verdadeiro com suas experiências, mas saiba adaptar o tom para criar uma conexão com o leitor.

4. Use detalhes sensoriais: Enriquecer a narrativa com descrições visuais, auditivas e táteis ajuda a transportar o leitor para dentro da experiência.

5. Contextualize o relato: Adicione detalhes históricos, sociais ou culturais que ajudem o leitor a se situar no momento narrado.

6. Personagens: Caso você venha citar pessoas (o que é inevitável), substitua o nome, para evitar problemas legais. Outra opção é pedir autorização por escrito (de preferência declaração firmada em cartório). 

7. Equilibre emoção e reflexão: Narrativas pessoais envolvem sentimentos, mas também exigem um grau de análise para transmitir significado. Considere que uma obra pode nos ajudar a nos entendermos melhor e também entender o mundo ao nosso redor. 

8. Imagens: A inclusão de imagens pode trazer uma melhor experiência para o/a leitor/a, mas certifique-se que sejam de boa qualidade. 

9. Invista na revisão: Narrativas pessoais são ricas, mas podem se tornar prolixas. Revise com atenção para garantir clareza e coesão. 

Procure profissionais gabaritados, na seguinte sequência: leitura crítica - fará um parecer daquilo que está faltando ou que está em excesso, edição corte de passagens que não estão funcionando, copydesk verificação de erros, coerência, plenasmos, etc., revisão gramatical e ortográfica (final). 

10. Publicação: seja digital ou impressa, contrate um profissional experiente, que trabalhe muito bem a capa e diagramação. 



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Arquétipo do Órfão - Dicas Para A Escrita Criativa E Considerações Para A Vida

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