quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Ansiedade, Tristeza Profunda e Dor: Frases Que Pioram, e Como Reescrever a Cena do Jeito Certo

Frases que pioram ansiedade, depressão e dor: o que dizer (e como escrever com verossimilhança)

Algumas frases “bem-intencionadas” viram crueldade quando alguém vive ansiedade, depressão ou dores, seja na vida real ou em narrativas. Veja o que evitar, o que dizer no lugar e como transformar isso em cenas verossímeis na escrita.



Quando uma frase vira desamparo com verniz de sabedoria

Dias atrás, li um original. A protagonista que se contorcia com dor teve que ouvir: “Lembre-se, a dor está dentro de você”. O coprotagonista quis dar um ar de sabedoria, místico, espiritual, transcendental ou sei lá o quê... e só conseguiu falta de presença, total desconexão. Em vez de acolher, essa frase empurrou a personagem para um lugar ainda mais solitário: o de “culpada” pela própria experiência. 

Em saúde e em narrativa, vale uma chave simples: dor não é debate, é um fenômeno que pede avaliação e tratamento. A IASP (International Association for the Study of Pain), referência internacional, define dor como uma experiência sensorial e emocional desagradável associada, ou semelhante àquela associada, a dano tecidual real ou à ameaça de dano. Isso explica por que a dor pode ser um alarme diante de risco imediato e, em alguns casos, persistir mesmo quando a lesão já cicatrizou, exigindo abordagem médica adequada.

Ou seja, “tem componente emocional” ou “é só psicológico”, além de clichê, é desumano. 

E aqui entra o ponto que muitas listas sobre ansiedade não abarcam por completo: ansiedade, depressão e dores (inclusive persistentes) costumam se enroscar na mesma corda. Quando alguém está fragilizado, uma sentença rápida pode virar gasolina em fogueira.


As frases que machucam, por que machucam, e o que dizer no lugar

Frases que minimizam (parecem leves, batem pesado)

Exemplos:

  • “Pense em outra coisa.”

  • “Você não tem força de vontade, se entrega fácil.”

  • “Não é tão grave assim.”

Por que pioram: elas desautorizam a experiência, como se o outro estivesse errado ao sentir o que sente. Em primeiros cuidados psicológicos, a orientação é evitar minimizar o sofrimento, e evitar conselhos rápidos ou frases prontas. 

Alternativas úteis:

  • “Eu acredito em você. Quer me dizer como está hoje?”

  • “O que piora, o que alivia um pouco?”

  • “Você quer companhia, silêncio, ou ajuda prática?”


Frases que viram sermão (e fabricam culpa)

Exemplos:

  • “Você precisa ser forte.”

  • “Isso é falta de fé.”

  • “Pense positivo.”

Por que pioram: tentam corrigir a emoção do outro, como se ele estivesse cometendo um erro moral. Em contextos de crise, recomenda-se não inventar garantias e não substituir escuta por discurso. 

Alternativas úteis:

  • “Eu não tenho uma solução pronta, mas posso ficar com você.”

  • “Quer que eu te ajude a organizar os próximos passos, um por vez?”


Frases “profundas” que parecem cura, mas soam como abandono

Exemplos:

  • “A dor está dentro de você.”

  • “Você atrai isso.”

  • “É só mudar a mentalidade.”

Por que pioram: deslocam a conversa do cuidado para a acusação disfarçada. Quem sofre sai do lugar de pessoa e vira “projeto de autoajuste”.

Alternativas úteis:

  • “Isso te pegou forte hoje. Quer que eu fique por perto?”

  • “Você prefere que eu pergunte menos e faça mais (água, comida, farmácia, carona)?”


Outras condições em que frases prontas costumam ser especialmente cruéis

Não é só ansiedade. A mesma imprudência verbal aparece quando alguém fala de:

  • depressão, PAS, luto, burnout, síndrome do pânico, TEPT

  • dor crônica, enxaqueca, fibromialgia, artrite, neuropatias, lombalgia, endometriose, aborto espontâneo

  • pós-operatório, doenças autoimunes, efeitos colaterais de medicações, reabilitação

O erro se repete: reduzir uma realidade complexa a um slogan. Dor, pela própria definição, envolve dimensão sensitiva e emocional, isso não autoriza ninguém a transformar o tema em sentença moral. 


Para quem chegou agora e quer aprender a não dizer/escrever absurdos

Um mini mapa de orientação (sem teatro de empatia)

  1. Troque explicações por perguntas.

  2. Troque “conselho” por presença.

  3. Se não souber, diga isso com honestidade: “não sei o que dizer, mas estou aqui”.

  4. Evite garantias falsas (“amanhã melhora”, “vai dar tudo certo”). 

  5. Ofereça apoio concreto, com opções simples.

  6. Respeite o tempo da pessoa, sem interrogatório – costumo muito ver esse "interrogatório sem noção", não apenas em livros, mas em filmes também. 



Para escritores/as: verossimilhança nasce quando o texto mostra intenção, impacto e reparo

A realidade é cheia de falas infelizes. Um personagem pode, sim, dizer “a dor está dentro de você”. Isso é plausível. O que dá densidade literária (e ética narrativa) é o texto não tratar aquilo como “verdade final”.


Parâmetros para construir uma cena verossímil

  1. Intenção de quem fala (quer ajudar, quer encerrar assunto, quer parecer sábio, está desconfortável).

  2. Impacto imediato no corpo do outro (respiração, olhar, postura, irritação, retraimento).

  3. Relação entre os dois (intimidade, hierarquia, confiança, histórico).

  4. Reparo dramático (alguém intervém, ou o próprio falante percebe e corrige).

  5. Consequência (aproximação, ruptura, pedido de desculpas, aprendizado, silêncio tenso).

Sugestão de leitura sobre Verossimilhança aqui.


Exemplo de microcena com reparo (sem humilhação)

Pessoa A: “Lembre-se, a dor está dentro de você.”
Pessoa B: não discute, só fica menor na cadeira, como quem procura um escudo protetor no ar.
Pessoa C: “Eu sei que você quis ajudar, mas isso pode soar como culpa. Melhor perguntar o que ela precisa agora.”
Pessoa A: “Você tem razão. Desculpa. Quer que eu fique aqui com você, ou prefere que eu resolva algo prático?”


Exercícios de escrita criativa (com exemplos)

Exercício 1: a mesma cena em três versões

Objetivo: treinar nuance, sem virar palestra.

Versão 1 (ferida):
“Isso é psicológico, você precisa mudar a mente.”

Versão 2 (reparo por terceiro):
“Talvez não seja a melhor abordagem. Antes de explicar, pergunta como a pessoa está.”

Versão 3 (reparo pelo próprio falante):
“Eu falei mal. Me diz o que você precisa agora, de verdade.”


Exercício 2: pense antes de "aconselhar"

Regra: nenhum personagem pode dar conselho inútil, aliás, pode, desde que lá na frente seja reparado.  

Perguntas honestas e ofertas concretas oferecem mais chão.

Exemplo:
“Você quer companhia, quer ficar só, ou quer que eu te ajude com algo importante do seu dia a dia?”
“Quer que eu marque consulta, ou quer apenas que eu fique aqui e a gente respire devagar?”


Exercício 3: subtexto do “conselheiro”

Pegue a frase ruim e escreva o subtexto (o que a pessoa está tentando encobrir). Depois reescreva a cena mostrando isso por gesto.

Frase: “A dor está dentro de você.”
Subtexto possível: “Eu me sinto impotente, isso me assusta, eu quero que pare.”
Reescrita: o personagem organiza objetos, evita olhar, fala depressa, tenta encerrar o assunto.


Exercício 4: termômetro de realidade (3 detalhes)

Inclua 1 detalhe físico, 1 detalhe do ambiente, 1 detalhe de tempo, e só então deixe o diálogo acontecer.

Exemplo:
Detalhe físico: a dor aumenta quando ela vira o pescoço.
Ambiente: o ventilador vibra como motor cansado.
Tempo: 2h17, a casa tem luz demais para quem queria dormir.
Agora escreva a conversa.


Pesquisa e responsabilidade: converse com profissionais para escrever melhor (e com mais segurança)

Se você vai narrar ansiedade, depressão, dor crônica ou qualquer condição de saúde, trate isso como parte do seu trabalho de apuração. Para ganhar verossimilhança e evitar caricaturas, vale conversar com profissionais da área médica e de saúde (médicos, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, especialistas em dor), além de ler materiais de orientação confiáveis. Em primeiros cuidados psicológicos, uma diretriz básica é simples e valiosa, tanto para a vida quanto para a escrita: diga apenas o que você sabe, não invente informações, não ofereça falsas garantias.

Isso também melhora o texto literariamente: quando você compreende limites, linguagem e contexto clínico, você evita diálogos “de internet” e cria cenas que respiram verdade.




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Ar, Terra, Água, Fogo, Éter, Tempo e Desconhecido — Exercícios Reflexivos Para Escrita Criativa

Um Elogio Aos Elementos 

Ensaio confessional sobre sete forças que atravessam a criação, com exercícios de escrita criativa para transformar percepção em linguagem.

Este ensaio nasceu de um rasgo de pensamento, de uma urgência sem explicação, apenas sensação. Nasceu de uma percepção sincera sobre a efemeridade da palavra dita (o Ar) e a necessidade de fixá-la no papel (a Terra), para que ganhe peso e credibilidade; do Tempo que é devorador de horas; da Água que transborda, invade... Enfim, essas sensações que oferecem forças para escrever sobre elas. 

Veio como convite: olhar o mundo não como palco de coisas prontas, e sim como orquestra de forças sutis, aquelas que nos compõem e também nos conduzem. É um elogio, sim, mas também um reconhecimento humilde: somos feitos da mesma matéria e do mesmo mistério. 

Para você, escritor iniciante, que sente a ideia voar antes de pousar, fica aqui um mapa: a matéria-prima da escrita mora em tudo, e a reflexão sobre os elementos talvez seja um dos pontos de partida mais antigos, e mais férteis, para criar. Ouse mergulhar. E para você que não é escritor/a, serve como um Pensamento-Semente para observar a vida de outra forma. 


O Ar e a Palavra

A semente do pensamento

O Ar costuma ser o primeiro a se manifestar nessa urgência. Ele simbolicamente é a palavra pensada, o conceito ainda sem corpo. Invisível, inodoro, carrega a capacidade de comprimir e dar elasticidade ao mundo. A ciência o descreve como mistura gasosa que sustenta a vida, o oxigênio que entra e sai. A filosofia antiga já o reconhecia como pneuma, o sopro vital, uma espécie de alma do mundo.

No Ar, a ideia nasce leve, quase sem gravidade, como a voz que se propaga. A palavra pensada e dita tem natureza efêmera, um sopro que se esvai. Ela muda a temperatura de uma sala, pode ser amável ou rude, mas, como o vento, passa e se perde e, dependendo da situação, tinge, densa, condensa o ambiente. 

A credibilidade, a força de lei, se consolidam quando encontram a Terra: a palavra-Ar ganha permanência ao virar escrita, registro, contrato. Sem materialização, vira rumor, promessa levada pelo clima do instante.



A Terra e o Registro

O corpo da ideia

Entra a Terra, o chão que não discute, o elemento da sustentação e da medida. Terra é papel, tela, arquivo. É o corpo de que o pensamento precisa para virar forma, para se consolidar. A física fala em gravidade e inércia, aquela força que nos mantém firmes. A filosofia recorda: matéria é a forma que o espírito assume.

Quando a palavra-Ar se fixa na Terra, ela ganha peso, ganha história, pode virar lei. 

Só que a Terra, por si, também resseca. 

Criação pede irrigação, precisa da Água (emoção e intuição), e do Fogo (vontade). Sem isso, a firmeza vira poeira, o registro vira letra morta, um corpo sem pulsação, sem compromisso.



A Água e a Emoção

A guardiã da vida

A Água é anômala, guardiã da vida. Dissolve, contorna, atravessa, sem perder a própria natureza. A ciência a descreve como base da vida biológica e solvente universal. A filosofia a vê como reino do inconsciente.

Por dentro, Água é emoção, sentimento, intuição. Não tem perfume próprio, mas carrega os sabores do recipiente. Assim funcionam os afetos: escorrem por dentro, inundam o que parecia firme, ensinam uma fala sem boca. A fluidez é sua assinatura, move, transforma, evapora e retorna, sem pedir licença. É o lugar da memória e da profundidade, o porão onde residem segredos.

Água impede a Terra de rachar, amolece a rigidez do Ar, devolve plasticidade ao que endureceu. Ainda assim, para não virar dilúvio paralisante, pede contorno da Terra,  imiscui no Ar, e proliferação do Fogo (por outro lado, o Fogo também, como a Água, é purificador). Ela reflete o céu, mas a própria profundidade guarda mistério.




O Fogo e o Impulso

A forja da vontade

Se Terra é corpo, Ar é mente, Água é alma, Fogo é espírito em ação, impulso, vontade. 

Ele ilumina e consome, move o sistema, acende coragem, forja desejo. A termodinâmica o descreve como rápida oxidação em processo exotérmico. Heráclito o via como princípio da transformação incessante.

Fogo cozinha o cru, também incinera o excesso. É vontade ardente que nos tira da inércia da Terra e da estagnação da Água. Sempre há algo em nós que causa combustão. 

Sem Fogo, a ideia do Ar não vira ação, a emoção da Água não vira paixão, o registro da Terra não vira legado. Ele transforma potencial em ato, dá calor à matéria.



O Éter

Um entrelaçamento sem nome

O Éter é o tecido fino entre as coisas, uma costura sem nome. Não é matéria como a entendemos, mas o espaço em que a matéria se manifesta. 

É o quinto elemento de Aristóteles, a substância sutil que preencheria o cosmos, e que, na física clássica, já foi postulada como meio para transportar a luz. 

No universo interior, ele é campo onde intuição, memória e sentido se encostam. 

É silêncio que não é vazio — aliás, dizem os cientistas que o vazio não existe. 

O ensaio aqui tenta modular e bordar a conexão que a astrologia com AstroEscrita busca entre céu e Terra, lembrando que há ligação até onde a vista não alcança. Quando tudo parece solto, essas percepções podem costurar.

Leitura Complementar: Quintessência e a Escrita




O Tempo

O engolidor de horas

O Tempo é o elemento mais complexo, com inúmeras faces, porém deixo aqui três delas. 

Chronos

Chronos é o engolidor de horas, senhor da medida que devora enquanto gera. É o tempo linear, implacável, a seta irreversível que a ciência trata como quarta dimensão. Ele não negocia, não cede, exige paciência como quem exige respiração. É o artesão que lapida, amadurece e corrói.

Kairós

Kairós é o momento oportuno, a fresta em que a eternidade se manifesta. É o tempo qualitativo, a pausa que Chronos oferece para a ação decisiva. É o instante em que a ideia (Ar) encontra a vontade (Fogo) e se materializa (Terra).

Aion

Aion é o tempo da eternidade, o ciclo sem começo nem fim, o tempo do cosmos. Ele lembra que, por mais que Chronos nos condicione, fazemos parte de algo maior, um ciclo de renovação constante. Sem essa trindade do Tempo, qualquer construção fica frágil, qualquer dor parece eterna, e a vida perde dimensão cósmica.





O Desconhecido

O altar sem nome

O Desconhecido é o território sem mapa, o oitavo lado do cristal do mundo do silício facetado... Ou será espelho? Não é Éter (que conecta), é o mistério em si, o incognoscível além da capacidade de cognição humana. É o espaço onde o controle perde a gravata o salto alto, e a existência recupera surpresa. Aliás, a Surpresa, até merecia um ensaio, porque ela é o "furacão" que nos remove da estagnação e nos torna humanos. 

Tradições antigas erguiam um altar para ele, como o Agnostos Theos de Atenas, reconhecendo que há uma força operando fora do nosso entendimento. O Desconhecido não promete conforto, oferece descoberta. Ele dá vertigem, também dá fôlego. Sem esse elemento, tudo vira repetição bem penteada, e a existência perde a maior promessa: ser sempre mais do que conseguimos prever.



No fundo, cada elemento é professor com método próprio. Juntos, sustentam a experiência e a História: corpo, mente, alma, destino, mistério. A beleza talvez more em aprender a ouvi-los todos. Quando Fogo, Terra, Ar, Água, Éter, Tempo e Desconhecido conversam, até o cotidiano ganha frescor, ritmo, entendimento. 

Sugestão de Leitura para Equilibrar Movimentos e Formas na Escrita: Yin-Yang na Escrita


Exercícios de escrita criativa

1) Sete entradas de diário

Escreva sete parágrafos curtos, um para cada elemento. Regra: cada parágrafo começa com “Hoje eu percebi…”. Não explique demais, mostre por cenas, sensações e objetos.

2) A palavra-Ar, o corpo-Terra

Escolha uma frase que alguém disse a você e que sumiu no ar. Transforme essa frase em “documento”: carta, bilhete, contrato, ata, juramento. Observe como o sentido muda ao ganhar registro.

3) A Água como narradora

Conte uma lembrança em que uma emoção manda mais do que o fato. Proibição: não use as palavras “triste”, “feliz”, “raiva”, “medo”. Faça a emoção aparecer por imagens, ritmo, escolhas e omissões.

4) Fogo sob controle

Escreva uma cena de decisão. Não diga “decidi”. Mostre o Fogo pelo entorno: calor, luz, pressa, impulso, gesto. Feche a cena com uma ação irreversível, pequena, mas definitiva.

5) Tempo triplo, uma mesma história

Escreva a mesma situação em três versões:
Chronos: relógio, prazo, desgaste.
Kairós: a chance, o clique, o instante decisivo.
Aion: o ciclo, o retorno, a repetição transformada.

6) Éter, o invisível que costura

Escreva sobre algo que “paira” entre duas pessoas: um segredo, uma promessa, uma lembrança, uma tensão. Não nomeie diretamente. Faça aparecer pelos silêncios, pelos ruídos mínimos, pelo que fica suspenso.

7) O Desconhecido como personagem

Crie um personagem que não tem nome, só presença. Ele entra numa cena comum (cozinha, ônibus, fila, escritório) e altera tudo, sem fazer nada “grandioso”. Finalize com uma pergunta que permaneça aberta.

Sugestão de Leitura Complementar: Dicas Para Criar Ficha de Personagens 








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sábado, 20 de dezembro de 2025

Quando a inspiração parece longe: a diferença entre bloqueio criativo e saturação sensorial

Quando a inspiração parece longe: a diferença entre bloqueio criativo e saturação sensorial




Há dias em que a escrita não some, ela apenas muda de lugar. Você senta, abre o arquivo, relê duas frases, apaga uma, mexe numa palavra, e ainda assim fica com a sensação de estar chamando alguém que não escuta do outro lado da porta. Em geral, nesse momento, a mente conclui com pressa: “bloqueio criativo”. Só que, muitas vezes, não é bloqueio. É saturação sensorial.

Se você está buscando como vencer o bloqueio criativo, criar uma rotina de escrita que funcione e entender por que a sensibilidade interfere tanto no processo, este texto é para você.



O que é bloqueio criativo

Bloqueio criativo costuma agir como uma trava de segurança. Você até tem energia e vontade, mas algo prende. Pode ser medo de errar, medo de ficar simples demais, medo de mexer em um tema íntimo, medo do julgamento, medo do tamanho do projeto. O bloqueio tem tensão, tem resistência, tem um “não” por trás. A pessoa se aproxima do texto e sente atrito, como se a mão ficasse pesada.

Sinais comuns de bloqueio criativo

  1. Você tem energia, mas foge do texto quando chega perto do núcleo da cena ou do tema.

  2. A mente cria justificativas sofisticadas para não começar: “preciso pesquisar mais”, “preciso planejar melhor”.

  3. Há crítica interna intensa, como se existisse um avaliador sentado ao seu lado.

  4. Quando escreve, mexe demais para “consertar” antes mesmo de existir.


O que é saturação sensorial

A saturação é outra criatura (que pensa que é indomável, mas não é!). Ela não diz “não”, ela diz “chega”. O corpo fica cheio, a mente começa a tropeçar em excesso de estímulos e tudo vira névoa: ruído mental, peso nos olhos, cansaço, irritação sem nome, uma vontade estranha de abandonar qualquer tarefa que exija profundidade. 

É como tentar ouvir música fina num quarto com televisão ligada, gente conversando, celular vibrando e luz branca no teto. A melodia existe, mas o ambiente não permite que ela seja percebida.

Para quem tem sensibilidade alta (muita gente se reconhece como Pessoa Altamente Sensível, PAS), isso aparece com mais frequência, não por fragilidade, mas por intensidade de captação. Há pessoas que absorvem o mundo como uma esponja e depois tentam escrever como se estivessem secas.

Sinais comuns de saturação sensorial

  1. Você quer escrever, mas não consegue sustentar atenção sem exaustão rápida.

  2. Qualquer estímulo incomoda: sons, luz, notificações, a própria presença do mundo.

  3. A frase não flui porque a mente está sobrecarregada, não porque falta ideia.

  4. Você sente aversão ao texto, como se ele fosse mais um peso.

Aliás, eu recomendo a leitura aqui no Blog: "Por que estamos tão cansados?"


Bloqueio criativo ou saturação: por que a confusão é tão comum

Quando a saturação é chamada de bloqueio, o escritor tenta resolver com força. Fica mais tempo sentado, abre mais abas, assiste a mais vídeos sobre técnica, insiste em “ser produtivo”. Resultado: o sistema nervoso entra em defesa, a mente fica mais dispersa, e a página parece ainda mais distante.

É como apertar o acelerador com o freio de mão puxado: o carro faz barulho, esquenta, mas não avança.


Como diferenciar bloqueio criativo de saturação sensorial

A pergunta que organiza tudo é simples: o seu sistema está dizendo “não” ou está dizendo “chega”? E em tempo: não importa se é pouco ou muito. 


Quando o sistema diz “não”: a lógica do bloqueio

O bloqueio pede coragem e estratégia. Em geral, ele está ligado a medo, vergonha, perfeccionismo ou autoexigência. A solução costuma passar por dar nome ao que assusta, e criar uma passagem lateral.


Quando o sistema diz “chega”: a lógica da saturação

A saturação pede limite e cuidado. Aqui, o melhor caminho é tirar ruído, reduzir estímulo, recuperar contorno. Você não precisa de força, precisa de drenagem.


Como vencer a saturação sensorial e voltar a escrever

A seguir, uma saída prática, curta e repetível. Ela não exige “inspiração”, ela cria condições.

Passo 1: limpeza de estímulo (3 minutos)

Feche abas. Desligue notificações. Diminua a luz. Se puder, escolha música sem letra ou silêncio intencional. Você não está criando clima, você está removendo ruído.

Passo 2: aterramento no concreto (2 minutos)

Escreva cinco itens concretos do seu ambiente: uma xícara, uma fresta de luz, o tecido da cadeira, o som do ventilador, o cheiro do café. O concreto acalma porque dá contorno. Saturação é excesso sem forma, o concreto devolve borda.

Passo 3: um parágrafo apenas (10 minutos)

Escolha uma única cena ou um único assunto e escreva um parágrafo com começo, meio e fim. Não é capítulo, não é “produção”. É um gesto. 

(Inclusive, como sugestão, pode  escrever sobre como você enxerga, vive, a diferença entre bloqueio criativo e saturação sensorial.)

Se você não sabe por onde começar, escreva a frase mais simples possível: “Hoje eu não o que escrever, mas sei que a cena começa aqui”. A frase simples abre a porta.

Sugestão de Leitura: Páginas Matinais

Passo 4: um corte consciente (2 minutos)

Volte ao parágrafo e corte uma frase. Só uma. O corte é uma forma elegante de retomar comando. Ele diz ao cérebro: “eu não estou à deriva”.

Como vencer o bloqueio criativo quando ele é medo, não cansaço

Se o que você tem é bloqueio, a saída costuma ser dar nome ao medo e criar um caminho indireto. Em vez de encarar o núcleo de frente, escreva ao redor dele: a cena anterior, a consequência, um diálogo paralelo, a descrição de um objeto que carrega o tema. O bloqueio cede quando percebe que você não está tentando provar nada, apenas continuar.

Um exercício rápido para destravar

Escreva por 7 minutos começando com: “Se eu fosse corajoso/a o suficiente, eu escreveria sobre…”.
Depois, escreva mais 7 minutos começando com: “O que eu realmente não quero que o leitor descubra é…”.

Não publique isso, não transforme em confissão. Use como mapa. 

Rotina de escrita para pessoas sensíveis: o que funciona melhor

Para pessoas sensíveis, a rotina não pode ser uma sentença. Ela precisa ser um acordo. Muitas vezes, funciona melhor uma rotina mínima, com frequência alta e duração baixa, do que maratonas que custam dias de recuperação.

Uma rotina mínima possível

  • 20 minutos por dia: 1 página

  • 2 minutos: 1 corte

  • 1 vez por semana: revisão do que já foi escrito

Essa rotina parece pequena, mas cria continuidade, e essa é a base que criará o seu livro. 





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Astrologia para escritores: o que é AstroEscrita e como aplicar na escrita

Astrologia para escritores: o que é AstroEscrita e como aplicar na escrita




Há quem chegue à escrita pela técnica, quem chegue pela urgência, e quem chegue porque uma história insiste em existir, mesmo quando o autor ainda não sabe como sustentar o peso dela. A AstroEscrita nasce nesse ponto de encontro: quando a imaginação pede forma, a forma pede método, e o método, por sua vez, precisa respeitar a pessoa que escreve.

AstroEscrita é astrologia aplicada à escrita, um modo de olhar para o mapa astral como um instrumento de leitura de padrões (mentais, emocionais e expressivos) que interferem diretamente na construção de voz, estrutura, personagens e ritmo narrativo. Não é um adorno esotérico sobre a página; é uma lente simbólica para quem quer compreender melhor como cria, como trava, como repete, como corta, como expande.

Ela serve para escritores iniciantes que ainda não encontraram um eixo, autores travados que sentem a escrita como atrito, e também para quem já escreve, mas deseja aprofundar consistência, estilo, fôlego e intenção. Serve, sobretudo, para quem quer trabalhar com mais fluxo, lucidez: menos autoacusação, mais leitura de processo.


O que AstroEscrita não é

AstroEscrita não é promessa mágica, nem determinismo travestido de poesia. Não é “seu signo manda você escrever assim”. Não é horóscopo do capítulo, nem um calendário de inspiração. O mapa não substitui o ofício, não dispensa reescrita, não resolve conflito narrativo por decreto.

Quando a astrologia vira sentença, ela empobrece a pessoa e endurece o texto. Aqui, ela entra de outro modo: como linguagem simbólica e mitológica, um repertório de imagens e tensões internas que podem ser traduzidas em escolhas narrativas. Em vez de carimbar destino, ela oferece perguntas melhores.


Como aplicar AstroEscrita na prática

A aplicação é simples de entender, e profunda de executar. Eu costumo organizar em três usos, que se combinam.

1) Personagens

O mapa ajuda a mapear contrastes: impulso e freio, desejo e medo, exposição e recuo. 

Essas tensões são matéria prima para personagem vivo, aquele que não fala como cartilha e não reage como boneco.
Na prática, AstroEscrita pode ajudar você a:

  • desenhar personagens com ambivalência (não apenas “bons” ou “maus”) e, nisso, a astrologia é excelente, porque ela entrega a informação dos traços fortes e dos aspectos que precisam ganhar maturidade, ou seja, os traços que precisam ser burilados 

  • criar motivações coerentes e contradições verossímeis

  • escolher o tipo de conflito que acende aquela determinada personalidade, seja protagonista, vilão, secundário...

  • evitar personagens que soam todos iguais, apenas trocando nomes (fala sério, hein? Isso é genial!).


2) Trama

Trama não é só sequência de eventos, é a engenharia de consequências. 

A lente astrológica pode iluminar o que a história tenta evitar e, por isso mesmo, precisa enfrentar.
Na prática, ela ajuda a:

  • entender o “tema oculto” que puxa o livro por baixo

  • construir arcos com começo, meio e fim que não pareçam colagem

  • decidir onde a história precisa apertar e onde precisa respirar

  • perceber repetições estruturais (capítulos que fazem a mesma coisa com roupas diferentes)


Por exemplo: 
Podemos trabalhar assim: além do mapa de cada personagem, crie um “mapa do livro”, como se a trama fosse um organismo com Ascendente (a promessa de leitura), Sol (a tese aparente), Lua (a necessidade íntima) e, principalmente, Casa 12 (o tema oculto que puxa a história por baixo), etc. 

As casas viram território narrativo: a Casa 4 guarda a raiz emocional e os segredos de origem, a Casa 7 concentra pactos e confrontos, a Casa 8 exige perdas e metamorfoses, a Casa 10 cobra consequência pública, a Casa 12 revela aquilo que ninguém quer nomear. 

A partir daí, os personagens entram em relação com esse mapa como função dramática: um antagonista “saturnino” encarna a regra e o preço, um aliado “mercurial” movimenta informação e versões, uma presença “plutoniana” força a virada sem retorno. O arco deixa de parecer colagem porque cada cena ativa uma casa e paga um custo, e a narrativa passa a respirar e apertar como um céu que muda, mas não perde o eixo.


3) Linguagem, voz e ritmo

Aqui mora uma das belezas mais úteis da AstroEscrita: ela revela a forma como a mente organiza o mundo em palavras. Há quem pense por imagens, há quem pense por conceitos; há quem escreva correndo e depois não consiga cortar, há quem corte tanto que o texto perde carne.
Na prática, ela ajuda a:

  • ajustar cadência, escolha verbal, densidade de frase

  • alinhar “voz” com intenção (o que o texto quer provocar)

  • reconhecer vícios de estilo sem humilhação (e corrigi-los com método)

  • criar um processo de revisão que preserve a sua assinatura

Por exemplo: 

A voz do livro também pode ser lida astrologicamente: o Ascendente define o contrato de linguagem (como a história se apresenta), Mercúrio governa a dicção e a inteligência da frase (se o texto pensa com precisão, rapidez, subtexto ou impulso), e a Lua determina a temperatura emocional, aquilo que vibra por baixo do enredo. 

O ritmo nasce do revezamento entre Marte e Saturno: Marte acelera, corta, obriga escolha; Saturno sustenta o peso, faz a consequência cair, dá densidade ao silêncio. 

Vênus cuida da elegância das imagens, enquanto Netuno cria atmosfera (com o risco de névoa) e Plutão adensa o indizível nos capítulos de virada. Assim, linguagem, voz e cadência deixam de ser “estilo solto” e viram engenharia narrativa.





Se você quer aplicar AstroEscrita no seu projeto com clareza e método (sem superstição, sem fórmulas prontas), eu posso orientar por meio de leitura direcionada e mentoria, com exercícios práticos e acompanhamento do seu texto. Uma coisa é certa: com a AstroEscrita nem tem como ter bloqueio criativo (risos). 


Como isso funciona no meu trabalho

Eu trabalho com projetos editoriais de diferentes naturezas (ghost writing, copydesk, tradução e mentoria literária). Dentro da AstroEscrita, o foco é usar o mapa como bússola de processo: entender como você escreve, onde você se perde, e como construir uma rotina e uma arquitetura textual que se sustentem.

Em geral, eu uno três frentes, conforme sua necessidade:

  1. Leitura aplicada: interpretação do mapa com foco em escrita, criatividade, bloqueios, estilo e escolhas narrativas

  2. Orientação e acompanhamento: exercícios, estruturação de capítulos, revisão de cenas, diagnóstico de ritmo e coerência

  3. Trabalho editorial: copydesk e lapidação do texto, preservando voz autoral, afinando cadência e retirando excesso sem “secar” a linguagem

O objetivo é o mesmo: transformar intuição em procedimento, e procedimento em liberdade.



FAQ: dúvidas comuns

1) AstroEscrita é astrologia tradicional ou aplicada à escrita?
É astrologia aplicada à escrita. Eu uso conceitos astrológicos, mitológicos como linguagem simbólica para ler padrões criativos e traduzi-los em ferramentas narrativas, rotina e método editorial.

2) Preciso saber astrologia para usar?
Não. Você não precisa decorar signos, aspectos ou casas. Eu conduzo a leitura de forma pedagógica, conectando símbolos a escolhas práticas no texto.

3) Funciona para não ficção e biografia?
Funciona, e muito. Em não ficção, ajuda a organizar voz, autoridade, recorte, tom e estrutura argumentativa. Em biografia, auxilia no desenho de narrativa, ritmo, recortes temporais e coerência de perspectiva.

4) Posso usar só signos ou preciso do mapa completo?
Signos ajudam como porta de entrada, mas o mapa completo é mais preciso. Ele mostra onde as forças se concentram, onde se contradizem, e como isso aparece no seu processo real de escrita.

5) Isso substitui técnica narrativa? 

Não. AstroEscrita soma, não troca. Ela oferece um mapa de funcionamento interno, mas a construção do texto continua exigindo técnica, leitura, reescrita, consistência e trabalho de linguagem.

6) É bom estudar mitologia?

Mais do que bom, é ótimo! Estude mitologia Greco-Romana pois vem dela a maioria dos arquétipos astrológicos. 








Olá, eu sou Clene Salles, Ghost Writer, Copydesk, Tradutora e Mentora Literária para Escritores/as Iniciantes.

Eu ajudo você a escrever o seu livro, com método, clareza e cuidado editorial.

Serviços: Ghost Writing, Copydesk, Tradução (espanhol e inglês, para português e vice-versa), Mentoria Literária, AstroEscrita (astrologia aplicada à escrita).

Entre em contato:
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