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domingo, 3 de agosto de 2025

Do Que São Feitas as Histórias?

 

Fundamentos da Narrativa e os Elementos que Dão Alma à Escrita


O que faz uma história prender nossa atenção, tocar nossa alma ou nos transformar silenciosamente?
A resposta vai muito além das palavras bem escolhidas.
Uma boa história tem estrutura, mas também tem chama, densidade, sopro, mistério.

Neste artigo, vamos explorar os fundamentos da narrativa — personagens, conflitos, desfecho — e relacioná-los aos elementos vitais que tornam a escrita viva, memorável e pulsante. Afinal, uma história não é apenas contada. Ela é sentida, pressentida, invocada. Ela carrega o invisível nas entrelinhas.

Você já tinha pensado que os Elementos presentes na nossa existência: Fogo, Terra, Ar, Água, Metal, Madeira, Tempo, Espaço, Desconhecido, Caos, Dia, Noite, Causa e Efeito, Paralelo, Ritmo, Vibração, Ciclos e Eterno Retorno, fazem parte da Estrutura Narrativa e conhecê-los pode ajudar na Escrita Criativa?

Lembrando sempre: é apenas uma sugestão, você é livre para pensar, elaborar, criar e escrever do seu jeito. 

1. Narrativa: o fio do tempo e da transformação

Toda história precisa de uma trama.
Mas mais do que uma sequência de fatos, uma narrativa é um fluxo que carrega intenção, Ritmo e sentido.

Narrar é tecer uma travessia.
É fazer (ou ter consciência de que) o Tempo escorrer por entre os dedos, e, ainda assim, não escapar, narrar uma história é tatuar os eventos. 

Relacionamento simbólico:

Narrar é lidar com o Tempo — mas também com o Espaço em que as coisas acontecem. Uma história bem narrada respeita o ciclo: começo, meio e fim. Ou subverte essa ordem, mas com consciência de por que o faz. Algumas narrativas dobram o tempo, silenciam o que parece essencial ou desconstroem a linearidade para revelar a profundidade.


2. Personagens: o desejo que move tudo

Histórias não vivem sem quem as habite.
Os personagens são os portadores do desejo.
Eles querem algo — e é essa vontade que movimenta tudo. Mesmo quando não sabem o que querem, isso já é um motor narrativo. O personagem é aquele que se desloca, nem sempre no mundo, mas dentro de si.

Relacionamento simbólico:

Um personagem carrega Fogo (desejo), Água (emoção), Ar (pensamento) e Terra (a condição concreta de sua existência). Em sua jornada, ele cresce como Madeira, se afia como Metal, mergulha no Desconhecido e se transforma. Não basta que ele aja: ele precisa reverberar.


3. Conflito: o atrito que acende sentido

Sem conflito, não há história — há relato.
O conflito é o ponto de tensão entre forças: internas ou externas. É ele que gera movimento, dilema, transformação. E mais: o conflito é o que nos aproxima do outro, o que nos permite identificar, sofrer, resistir, torcer.

Relacionamento simbólico:

O conflito é o campo do Caos, onde nada está resolvido. Pode ser um corte (Metal), uma paixão incontrolável (Fogo), um colapso (Vazio), a defesa de uma ideia (Ar), sobrevivência em risco (Terra) ou um confronto entre o que se sabe e o que não se pode controlar (Desconhecido). Ele não é um obstáculo qualquer: é a fenda por onde a mudança entra.


4. Transformação: a curva da jornada

Toda boa narrativa implica em mudança.
Um personagem que passa ileso por tudo não conta uma história — apenas transita por cenas.

Relacionamento simbólico:

A transformação acontece no Éter — o lugar onde as formas se desfazem e se refazem. A escrita que toca é aquela que acompanha a dissolução de uma certeza para o nascimento de algo novo. É alquimia emocional e simbólica. Transformar-se é, muitas vezes, atravessar o Desconhecido com olhos fechados.


5. Desfecho: o sopro final que reverbera

O final de uma história não precisa explicar tudo —
mas precisa ressoar.
Ele pode ser circular, ambíguo, trágico, libertador — contanto que seja verdadeiro com a história que veio antes. Não se trata de "resolver" a narrativa, mas de deixar algo vivo no leitor.


Relacionamento simbólico:

O Dia revela. A Noite encerra. Um bom desfecho pode ser luz ou sombra — mas nunca indiferença. Às vezes, é uma porta fechando devagar; outras, é um abismo com eco. O importante é que haja pulsação, mesmo depois do ponto final.


6. Atmosfera: o que vibra entre as linhas

Existe algo que não se escreve diretamente — mas se sente o tempo todo.
É o clima emocional da narrativa.
A atmosfera está nas entrelinhas, nas pausas, no ritmo interno, na escolha de uma imagem ou de uma ausência.

Relacionamento simbólico:

A atmosfera pertence ao campo do Éter, do Ar, do Vazio, do Silêncio que antecede a palavra. Ela não explica — ela sustenta. Uma história pode ter todos os elementos bem encaixados, mas se a atmosfera não vibra, tudo se torna raso. Atmosfera é aquilo que o leitor respira sem perceber que está respirando.


7. As Dinâmicas Invisíveis: Paralelo, Causa e Efeito, Ritmo, Vibração

Existem forças que não aparecem nos mapas da narrativa tradicional — mas estão ali, sustentando o invisível. São dinâmicas sutis que moldam a leitura por dentro, influenciando como o texto se move, reverbera e permanece.

Paralelo:

Histórias dialogam entre si. Cenas ecoam outras cenas. Um gesto esquecido no início pode encontrar sua rima simbólica no fim. Trabalhar com paralelismos é dar à narrativa uma arquitetura silenciosa — onde tudo conversa com tudo. É como uma espiral que volta ao ponto inicial, mas nunca da mesma forma.

Causa e Efeito:

Cada escolha narrativa tem uma consequência. E nem sempre essa consequência é lógica — às vezes é emocional, vibracional. O personagem se cala... e algo se rompe. A personagem grita... e algo se aproxima. A escrita opera como um campo de energia. Toda ação gera reverberação.

Ritmo:

O ritmo é o pulso da narrativa. Não é só sobre velocidade — é sobre cadência interna. Histórias precisam respirar. Pausar. Acelerar. Recuar. A alternância entre tensão e alívio, entre o dito e o não dito, entre o corte e o acolhimento — tudo isso constrói o compasso que guia o leitor.

Vibração:

A vibração é a qualidade energética de um texto. Há textos que vibram em tom grave, profundo. Outros tremem de leveza, ironia, fúria, sarcasmo, carinho, valorização/validação ou amor. Vibração é o tom interno da escrita, aquilo que escapa da técnica e entra no campo sensível. É como o som que resta depois do sino.

Essas quatro dinâmicas não se ensinam — mas se sentem. E uma narrativa viva é aquela que pulsa com elas, mesmo que o leitor não saiba nomear o que sentiu.


8. Ciclos e Eterno Retorno: o movimento espiralado da narrativa

Algumas histórias seguem uma linha. Outras, giram. Repetem-se com variação, voltam ao início com novos olhos, encerram-se abrindo — como quem dá uma volta inteira só para perceber que o começo já carregava o fim.

Ciclos:

Quase toda narrativa carrega repetições — de temas, de erros, de desejos. A cena que se repete, a pergunta que retorna, o gesto que ronda a história como um símbolo insistente. Escrever é reconhecer esses ciclos e permitir que eles se manifestem, não como repetição vazia, mas como reelaboração simbólica.

Eterno Retorno:

Inspirado na filosofia e nos mitos, o Eterno Retorno não significa contar a mesma história — mas vivê-la em camadas mais profundas. O personagem reencontra a dor, o amor, o enigma — mas já não é mais o mesmo. A narrativa em espiral transforma o que parece igual em revelação.

A espiral do Eterno Retorno é o oposto do círculo fechado. Ela volta, mas não estagna. Em cada retorno, há um degrau de consciência.

✍️ Uma história bem construída reconhece que o fim pode ser o início; e que o sentido muitas vezes só emerge na segunda volta da espiral.

 

Conclusão: histórias precisam de ossatura, Elementos e alma

Uma boa história exige estrutura narrativa — sim.
Mas também precisa de elementos vitais que a façam vibrar, ecoar, reverberar no outro.
A técnica constrói.
O simbólico transforma, dá significado, colore as entrelinhas.
O tempo organiza.
Mas é o movimento cíclico, o retorno com consciência, que muitas vezes revela a profundidade da experiência narrativa.

✍️ Se você escreve, pense nisso:
Está (apenas) contando uma sequência de fatos?
Ou está deixando que os
Elementos da existência atravessem sua escrita?

Histórias bem escritas têm enredo.
Mas histórias inesquecíveis têm vida.


E conte-me...

Qual sua opinião? Deixe seu comentário. 




Olá!

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domingo, 11 de maio de 2025

O que é Copydesk? Descubra por que seu texto precisa passar por essa etapa essencial





Você já se perguntou o que é copydesk e por que tantos textos passam por ele antes de irem ao ar ou para a gráfica? Pois bem, esse é um dos segredos dos conteúdos bem escritos que fluem com clareza, estilo e profissionalismo.

Se você é autor, blogueiro ou trabalha com comunicação, saber o papel do copydesk pode transformar a qualidade do seu texto – e o impacto que ele causa no leitor.

Neste artigo, vamos explicar de forma clara o que é o copydesk, como ele funciona, quando usar e por que essa etapa é indispensável no processo editorial. Vem comigo!


O que é copydesk, afinal?

De forma simples, o copydesk é a etapa de preparação do texto antes da publicação. Quem faz o copydesk é um profissional que atua como um “cirurgião do conteúdo”. Ele entra depois do autor para ajustar, lapidar, reorganizar e garantir que a mensagem seja clara, correta e envolvente.

Esse trabalho vai muito além da revisão ortográfica. Ele envolve análise de estrutura, lógica, coesão, consistência de estilo e adequação ao público-alvo.


Qual a diferença entre copydesk e revisão?

Essa é uma dúvida comum! Muita gente confunde os dois, mas existem diferenças importantes:

Copydesk

Revisão

Trabalha o conteúdo como um todo

Corrige erros gramaticais e ortográficos

Pode reestruturar frases e parágrafos

Foca na norma culta da língua

Melhora o estilo e fluidez do texto

Verifica se o texto está correto, não necessariamente se está bom de ler

Atua em fases iniciais da produção

Atua na fase final, com o texto já estruturado

Ambos são fundamentais. Mas se você ainda não passou seu texto por um copydesk, talvez esteja publicando algo que poderia ser muito melhor.


Por que o copydesk é tão importante?

Aqui vão alguns motivos pelos quais o copydesk pode ser o diferencial entre um texto comum e um texto memorável:

  1. Clareza de ideias
    O profissional reorganiza trechos confusos, melhora a coesão e garante que o leitor entenda a mensagem com facilidade.
  2. Padronização e consistência
    Ideal para textos longos ou escritos a várias mãos, o copydesk deixa tudo com o mesmo tom, voz e estilo.
  3. Ajuste de foco e público
    Um bom copydesk adapta o conteúdo ao público-alvo, seja ele técnico, informal, jovem ou acadêmico.
  4. Correção de deslizes que passam despercebidos
    Por estar distante emocionalmente do texto, o copydesker identifica problemas que o autor nem percebe mais.

Quando contratar um serviço de copydesk?

Sempre que o seu texto for importante. Pode ser um artigo, livro, ebook, newsletter, conteúdo para site, post em blog... Se você quer passar profissionalismo e credibilidade, precisa de um olhar técnico e apurado antes de publicar. 

O serviços de copydesk é realizado por mim, com muita atenção, carinho, técnica e anos de experiência no mercado – preciso confessar: estou há mais de 25 anos no mercado editorial!

Cada texto é tratado com respeito à voz do autor, mas com intervenções precisas para deixá-lo ainda mais impactante.


Quem faz o copydesk?

O copydesker é um profissional com formação em Letras, Jornalismo ou áreas afins, que domina a norma culta da língua portuguesa e entende de comunicação, leitura crítica e edição de textos. Ele atua de forma ética, sugerindo ajustes e sempre respeitando a essência do autor.

É como se fosse um editor de confiança que trabalha nos bastidores para que o seu conteúdo brilhe.



Copydesk é luxo? Não, é necessidade

Muita gente acha que só grandes editoras usam copydesk. Mas a verdade é que qualquer autor que valoriza seu texto deve investir nesse serviço.

Com tantos conteúdos sendo publicados todos os dias, quem passa por um copydesk sai na frente – seja nos resultados do Google, no impacto com leitores ou nas oportunidades profissionais que surgem a partir de um bom texto. 


E por falar em publicação (fazendo um parêntesis aqui!) saiba aqui quais são todas as etapas de produção de um livro. 


Conclusão: seu texto merece mais

Agora que você já sabe o que é copydesk e como ele pode elevar o nível da sua escrita, que tal dar esse passo com a gente?

Olá, eu sou Clene Salles, por aqui eu cuido do seu texto com profissionalismo e carinho. Entre em contato e descubra como posso deixar sua mensagem ainda mais clara, forte e marcante.

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Observação:





Antes de seguirmos em frente, com FAQ, vou compartilhar uma curiosidade sobre a origem da palavra Copydesk 

📚 Você sabia? — A origem da palavra Copydesk

O termo copydesk vem do inglês e combina dois elementos essenciais do mundo editorial:

Copy: do latim copia, que significa “texto”, “transcrição” ou “conteúdo a ser publicado”;

Desk: do inglês “mesa” — remetendo à mesa do editor, onde o texto é cuidadosamente trabalhado.

Na prática, “copydesk” significa literalmente: “a mesa onde o texto é lapidado antes de ganhar o mundo.”

O termo se originou no jornalismo anglo-americano, onde o “copy desk” era a estação dos editores de texto. Com o tempo, passou a designar também o trabalho refinado na lapidação de textos; na edição no mercado literário e editorial, como ocorre hoje no Brasil.





FAQ – Perguntas Frequentes sobre o Copydesk


🤖 1. Qualquer IA faz copydesk e custa R$ 120 por mês. Por que contratar um profissional humano?

Essa é uma dúvida muito comum — e importante.

Inteligências artificiais realmente ajudam em várias etapas da escrita. Elas corrigem ortografia, sugerem reescritas e até fazem análises de coesão. Mas atenção: isso não é copydesk, é apenas uma simulação superficial.

O copydesk profissional vai muito além da correção automática. Ele envolve interpretação humana, leitura crítica e sensibilidade linguística. Só um olhar experiente e treinado consegue (de verdade!):

  • Perceber contradições sutis no texto
  • Preservar a voz do autor e o estilo pessoal
  • Ajustar trechos para clareza e impacto real
  • Sugerir melhorias de conteúdo com base em anos de prática editorial

A IA é uma ferramenta. Mas quem transforma seu texto em algo vivo, coerente e pronto para encantar leitores — com inteligência emocional e domínio técnico.

Além disso, copydesk não é só forma: é conteúdo. E nenhum robô entende seu livro com o olhar humano. 


🙅💻 2. O copydesk muda o meu texto todo?

De forma alguma! O trabalho da Clene Salles é valorizar o que você escreveu, não reescrever do zero.

O foco é lapidar: reorganizar ideias quando necessário, ajustar trechos confusos, melhorar a fluidez da leitura e garantir que seu estilo continue ali — só que mais forte e mais claro.


📚 3. O copydesk é necessário mesmo se eu já revisei o texto sozinho?

Sim! Mesmo autores experientes deixam passar detalhes. Isso acontece porque, ao relermos algo que escrevemos, nosso cérebro já “preenche” o que está faltando — e não percebemos o que o leitor verá com olhos novos.

O copydesk oferece uma visão externa qualificada. É como ter um copiloto ajudando a guiar seu texto até o destino final: o leitor.


🧾 4. O serviço da Clene Salles inclui revisão e preparação para publicação também?

Sim! A Clene Salles oferece um serviço completo de preparação de texto. Além do copydesk literário, artigos ou newsletters, ela também pode cuidar da revisão gramatical final, deixar o texto pronto para diagramação, e até orientar autores independentes no caminho da publicação profissional.


🧾 5. Como funciona o orçamento?

Para orçar, basta me enviar o texto em Word (.docx). Antes de fechar o valor, faço uma leitura dinâmica do material — assim consigo avaliar a extensão e a complexidade do conteúdo e chegar a um preço justo para você.


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sexta-feira, 26 de abril de 2024

Palavra (Reflexões)

 



Palavra
Falada, Ouvida, Escrita
Uma reflexão sobre o nascimento e os desejos da linguagem

 

Num dado momento esquecido ou perdido, os pensamentos se avolumaram, se inflacionaram e não havia mais como suportar os chamados insistentes da coerência.

No ar se ajeitaram essas formas, pouco a pouco.

Talvez imitássemos os sons dos animais, lá no seu início... É apenas um talvez, uma ideia furtiva.

Na complexa humanidade das elaborações, característico do bicho Homem, as palavras começaram a soltar seus cheiros e gostos, inquietudes e soluções.

Os sumérios, cerca de 3.500 anos antes da nossa era, moldaram sua escrita cuneiforme, lá na Mesopotâmia (terra entre dois rios), onde hoje é o Iraque, em tabuletas de argila. Diz a lenda que fomos moldados pela argila úmida tocada pelos deuses e deusas, e curiosamente, a escrita também. Simultaneamente, os hieróglifos no Egito, talvez um pouco antes.

Tal como a argila que moldou o homem com suas características mutáveis, as palavras seguiram o mesmo caminho (até hoje). Tanto quanto o ser humano é inconstante, os pensamentos e palavras também são.

No começo, apenas apontavam coisas mundanas (fatores econômicos e administrativos), depois as leis “morais” advindas da religiosidade cultivada.

E desde quando as palavras foram usadas como condutoras da “magia” ou instrumento “medicinal”? Como saber? Talvez uns 500.000 anos?

Palavras são medicinais? Elas curam? Como qualquer remédio, tem efeitos colaterais? Elas informam (in-forma)? Caracterizam e indicam direções da realidade? Elas querem contexto?

Configuram.

Tenho uma dúvida, ou melhor, confesso que tenho várias.

Palavras amam e são amadas? São educadas, reconhecidas e recolocadas? Quais serão seus desejos ocultos? Elas ocupam, destinam e definem lugares e querem conforto em suas mais diversas formas?

Sinto que elas pedem tempo e espaço quando são lidas ou ouvidas. Por que é tão delicado e difícil dar tempo para a palavra por nós pronunciada? Por que será que temos tanta pressa para falar e responder?

Os interlocutores, em alguns momentos, mais parecem espadachins. O que acontece conosco quando nos comunicamos? Erguemos a espada em riste e o duelo estala e insistimos em vencer a disputa verbal.

Entretanto, as palavras sonhadas, idealizadas... querem ser encontradas, almejam disponibilidade, buscam por realização – mesmo sendo fiéis aos jogos do caleidoscópio e da multifacetação.

Mesmo que a bússola da palavra insista em não mostrar o norte verdadeiro, ela quer ser respeitada por seu aspecto randômico nascida do aleatório das letras. Sabe? Aí eu começo a pensar que a palavra tem uma fantástica autoestima…

Meneio a cabeça e giro o olhar para o lado esquerdo, vejo que algumas palavras confusas pedem repouso e descanso; precisam de algo de tempo para se libertar do medo e da vergonha.

Num momento de introspecção e durante contato com o Sagrado elas pedem que as mãos possam suportar sua leveza. Que voz seja expediente.

Afinal, elas são códigos instáveis da História.

O som dela é a Era da Origem.

A palavra se espreguiça na geração dos começos.

Ela se move livremente no Caos.

E a ordem dela é o Verbo?

Ela desconhece o tempo.

Por: Clene Salles






Olá, eu sou Clene Salles, Ghost Writer, Copydesk, Tradutora

Dou aulas particulares ou em grupo: "Eu quero escrever um livro... E agora?" - passos iniciais para escrever um livro; "Costurando fragmentos, escrevendo biografias" - sugestões para escrever biografias, autobiografias e autoficção; "Eros e Psiquê - o arquétipo do amor" - um ajuda para quem quer escrever um romance romântico ou como instrumento de autoconhecimento. 

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quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Copydesk - Editorial Clene Salles

COPYDESK

O que é COPYDESK?

Copydesk é o trabalho editorial que um profissional da área faz ao ler, reler e revisar o que foi escrito, formatar alterações, refinar o texto e otimizá-lo.


O que o COPYDESK pode fazer pelo seu texto?

📝 Melhora a legibilidade;
📝 Assegura a idoneidade da mensagem;
📝 Sugere a remoção de repetições desnecessárias;
📝 Traz clareza à leitura;
📝 Ordena passagens possivelmente desorganizadas;
📝 Identifica e corrige erros "invisíveis ou desapercebidos";
📝 Resolve problemas de cacofonias;
📝 Adequa o conteúdo e contexto;
📝 Indica lugares de conflito: elementos ofensivos, prejuízos, preconceitos, etc.;
📝 Pode melhorar a credibilidade do texto;
📝 Ajuda a fidelizar o leitor;
📝 Sugerir o acréscimo de conteúdos relevantes.


Alguma dúvida?
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  • GHOSTWRITER
  • TRADUÇÃO (Espanhol/Português - Inglês/Português)
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  • TRANSCRIÇÃO (Conversão de Áudio para Texto)
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A importância do mistério para escritores e para a vida

Por que a busca pelo desconhecido ou a conexão com o mistério ainda molda quem escreve, quem lê e quem vive, mesmo na era das respostas pron...