Mostrando postagens com marcador Autor Brasileiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Autor Brasileiro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Entrevista com Júlio A. Filho - do Mickey a Sherlock Holmes

A jornada de um autor que viveu o universo Disney e hoje cria seus próprios universos



Se você cresceu lendo revistas em quadrinhos da Disney no Brasil, entre as décadas de 1970 e 1990, é bem provável que já tenha embarcado em uma história criada ou editada por Júlio de Andrade Filho sem saber. Durante mais de duas décadas na Editora Abril, ele não só roteirizou as aventuras de Pato Donald, Mickey e Zé Carioca, como viveu a experiência dos sonhos de qualquer fã: um estágio nos Estúdios Disney, em Burbank, Califórnia, onde respirou a magia e conviveu com os lendários artistas e roteiristas que davam vida aos personagens mais amados do mundo.

Mas a história dele não para na porta da caixa-forte do Tio Patinhas. Ao sair da Abril, ele transportou sua habilidade de contar histórias para o universo corporativo, criando desde fascículos sobre bonsai até revistas de passatempos ensinando como usar o cartão de crédito. Depois, como tradutor, deu voz a dezenas de romances, biografias e obras de ficção científica, mergulhando ainda mais fundo nos mecanismos da boa literatura.

Hoje, Júlio reúne todo esse conhecimento em sua própria obra. Nesta entrevista, ele nos conta sobre a transição da “linha de criação” dos quadrinhos para a gênese de seus mundos particulares. E que mundos! Ele nos apresenta uma ratinha estrategista, um raposinho que encontra jacarés espaciais, uma gatinha super-heroína chamada Vingadora Noturna, um planeta onde os oceanos subiram e afogaram as cidades, até uma detetive de 22 anos, descendente de Sherlock Holmes, com Asperger e um QI de 160.

Prepare-se para uma conversa fascinante sobre criatividade, disciplina e o outro lado dos bichos (e dos livros).


1. Você passou mais de 20 anos dentro da “indústria” da criação, primeiro na Disney/Abril e depois no mercado corporativo. Como essa experiência de  produção de conteúdo para a “massa” influenciou a maneira como você escreve seus próprios livros hoje? Existe um lado artesanal que você sente falta?

Olha, foi uma escola e tanto. Na Abril, aprendi uma coisa que nenhum curso se preocupa em ensinar: entregar no prazo. E com qualidade. A redação era uma “linha de montagem criativa”, onde aprendi tudo na prática, com os mais talentosos artistas e jornalistas reunidos num só lugar. E tive a oportunidade de passar por todas as funções – fui roteirista, revisor, editor e, por fim, diretor. Isso me deu uma visão 360 graus do processo. Você aprende a olhar para um texto não apenas como autor, mas como quem vai ter que revisá-lo, diagramá-lo, desenhá-lo e depois apresentar pro leitor uma história que faça sentido.

O lado artesanal que sinto falta? Com certeza existe. Nos quadrinhos Disney, você está lidando com personagens que têm décadas de história. O Pato Donald já tem uma personalidade definida, você não pode simplesmente decidir que, dali em diante, ele vai virar um detetive durão para sempre. Existe um “molde” onde você precisa encaixar sua criatividade, e isso era o lado “artesanal”, o desafio de construir um bordado que se encaixasse naquele “tapete”. A mesma coisa na área corporativa, há manuais a seguir. Nas traduções, de certa forma a mesma coisa, embora aqui você tenha mais liberdade para criar o “bordado”, porque você precisa traduzir e adaptar os textos. Nos meus livros, eu mesmo construo esse molde. Posso fazer uma ratinha estrategista, um raposinho que encontra jacarés espaciais, uma gatinha justiceira... Não tem manual. É libertador e assustador, ao mesmo tempo.

Lembro que uma vez, nos estúdios Disney em Burbank, vi um storyboard sendo rabiscado e refeito umas cinco vezes na minha frente. Perguntei ao artista, Al Hubbard (o cara que criou o Peninha, primo doido do Donald), o que estava acontecendo e ele me respondeu: “Olha só, se eu mudar o olhar, a expressão dele muda completamente e a cena fica com outro sentido”. Hubbard me ensinou ali que contar história é uma “ciência” milimétrica. E isso carrego comigo até hoje, especialmente quando tento descrever uma cena ou um personagem.


2. Entre fascículos para a Schering, livretos para a Aché e revistas sobre cartão de crédito, o que o mercado corporativo te ensinou sobre contar histórias para quem “não tem tempo”?

Clareza e promessa cumprida. Texto institucional precisa explicar sem enrolar e respeitar quem está lendo no intervalo do trabalho. Isso me obrigou a transformar bula e manual em narrativa…  metáforas simples, exemplos do dia a dia, e sempre um “para que serve” logo de cara. Foi um treino ótimo para a tradução (romances, biografias, FC): ouvir a voz do autor e entregá-la limpa, no ritmo certo.


3. De onde saiu a ideia de misturar um raposinho faminto com… jacarés espaciais? Existe a preocupação de também agradar os pais que vão ler junto?

A coleção O Outro Lado dos Bichos nasceu de uma pergunta: e se os animais vissem o mundo pelo avesso? No primeiro livro, uma ratinha esperta apazigua uma confusão no sítio, porque ela entende que bagunça é, muitas vezes, falta de escuta. No segundo, o raposinho sai para “um almoço qualquer” e encontra uma invasão de jacarés espaciais. É meu jeito de falar de medo do desconhecido com humor: os “invasores” viram espelho das nossas próprias trapalhadas. E no terceiro, a Vingadora Noturna, uma gatinha, enfrenta pequenas injustiças… Ela tem algo do tipo: coragem em tamanho portátil.



Quanto a agradar aos pais, essa é famosa armadilha do “leitor duplo”. Quem escreve para criança sabe que quem compra o livro é o adulto, mas quem decide se gosta é a criança. E os dois precisam sair satisfeitos.

Minha abordagem sempre foi escrever histórias que eu gostaria de ter lido quando criança, mas com camadas que um adulto também pode apreciar. No primeiro livro, da ratinha é esperta, não é aquela esperteza malandra, é uma esperteza de organização, de liderança. A mensagem é sutil: você não precisa ser o maior ou mais forte para resolver problemas.

Já no segundo, dos jacarés espaciais, entrego de bandeja o absurdo. Um raposinho que só quer um almoço e dá de cara com uma nave cheia de jacarés? É uma porta de entrada para a ficção científica, mas pelo viés do humor. É meu lado mais '‘Disney’' falando alto...

E o terceiro, A Vingadora Noturna, é minha homenagem aos super-heróis, mas com um pé no real. A gatinha luta contra injustiças, mas são injustiças do cotidiano, na casa onde a gatinha vive.

Quando eu escrevia na Abril, aprendi uma máxima que corria por lá e vinha, de forma adaptada, do próprio Walt Disney: “Criança não é boba, ela sabe quando você está subestimando ela”. Quantas e quantas vezes meus mestres na Abril, os artistas mais experientes, viviam apontando uma incoerência num roteiro meu. Às vezes eram detalhes pequenos, mas eles sempre tinham razão. Nunca mais esqueci: respeito ao leitor é a base de tudo.

 

4. Depois de décadas editando personagens icônicos, você criou a Isabelle Holmes, uma detetive com Asperger e QI de 160. Como sua experiência traduzindo romances e biografias ajudou a moldar uma personagem tão complexa?

A tradução para mim foi a melhor escola para um escritor. Ao traduzir romances e biografias, você meio que “desmonta” o pensamento de outros autores.

A Isabelle, protagonista do livro Onde a verdade se esconde, nasceu de uma inquietação minha: o que acontece quando você herda um sobrenome pesado como Holmes, tem um cérebro privilegiado, mas o mundo não foi feito para pessoas como você? Eu queria alguém que tivesse a lógica de Sherlock, mas com as vulnerabilidades de uma jovem moderna. O Asperger dá a ela uma lente única sobre o mundo, ela vê padrões que nós ignoramos. E eu quis criar uma trama onde o mistério não é apenas '‘quem matou’', mas como a mente dela processava o trauma e a verdade.



Procurei evitar dois clichês comuns: o do '‘gênio excêntrico que todo mundo acha engraçadinho’' e o da '‘pessoa com Asperger que precisa ser consertada’'. A Isabelle não precisa ser consertada. O mundo é que é confuso demais para ela. O QI 160 dela faz com que interagir com as pessoas seja como tentar decifrar um código que muda o tempo todo.

E o trauma veio naturalmente. Alguém com uma mente tão analítica, que perdeu a mãe cedo e carrega o peso de um sobrenome mítico… como ela não teria traumas? O segredo foi tratá-la como uma pessoa real, não como um '‘caso interessante’'. Ela é forte porque sobrevive, não porque é indestrutível. É vulnerável porque sente, não porque é frágil.

Durante a pesquisa, eu me lembrei de um dos primeiros livros que traduzi, que era a biografia de uma pessoa que tinha essa condição, e conversei com pessoas no espectro autista para entender como descrever certas reações sensoriais. Uma delas me disse sobre a filha: '‘Você sabe quando entra num ambiente e a música está alta, mas você consegue ignorar e conversar? Minha filha diz que é como se aquela música estivesse dentro da cabeça o tempo todo, e não tem como desligar’'. Essa imagem me acompanhou durante toda a escrita. A Isabelle ouve o mundo num volume que ninguém mais ouve.


5. Como foi o processo de criar seus próprios universos e personagens do zero? Houve um momento de “eureca” ou foi um trabalho mais gradual?

Foi gradual, com pequenas '‘eurecas’' pelo caminho. Uma vez, fui para Goiânia de carro, a estrada era longa e, de repente, o horizonte aparecia. Foi assim, foram vários desses momentos de ver o horizonte.

O primeiro foi quando decidi escrever O Outro Lado dos Bichos. Eu pensei: '‘Se eu fosse um bicho, o que ninguém sabe sobre mim, como eu vivo, o que eu faço?” Daí surgiu a ideia de mostrar o '‘outro lado’' – o lado que não aparece no documentário, no desenho animado. O rato não é só uma praga, a raposa não é só esperta, o gato não é só independente. Eles têm dilemas, medos, ambições.

O segundo '‘eureca’' foi com Riquezas do Brasil. Ali era um trabalho mais encomendado, mas que me permitiu viajar sem sair de casa. Pesquisar sobre o frevo, os Lençóis Maranhenses, Ouro Preto… foi um mergulho no Brasil que eu não conhecia de verdade. Aprendi, por exemplo, que o frevo tem mais de 120 passos catalogados. Cento e vinte! Isso é coreografia para uma vida inteira.




O terceiro '‘eureca’', o maior deles, foi a Isabelle Holmes de Onde a Verdade se Esconde. Eu estava traduzindo um romance de ficção científica, e o protagonista tinha uma mente muito analítica. De repente, pensei do nada: '‘E se Sherlock Holmes tivesse uma herdeira? E se ela fosse mais brilhante que ele, mas carregasse o peso de viver num mundo que não foi feito para o jeito dela pensar?” Aí a ficha caiu: eu não estava criando só uma detetive, estava criando uma pessoa. E pessoas não cabem num único '‘eureca’', elas se revelam aos poucos.

Sobre Terra Líquida, foram duas as motivações principais: com o aquecimento global e os oceanos subindo de nível o tempo todo, o que vai acontecer? A outra motivação foi algo que sempre me intrigou, que é como a escassez revela quem somos. Em Terra Líquida, o oceano não é apenas um cenário, é um “divisor de águas” social. Criei esse mundo para questionar até onde vai a nossa empatia quando o privilégio é, literalmente, estar acima do nível do mar? É um romance sobre a verticalização da desigualdade, onde o trabalho sobe a montanha, mas a dignidade muitas vezes fica à deriva nas balsas...




6. Para quem está começando a escrever ou para os leitores que te acompanham desde a Disney: qual o segredo para uma história se tornar imortal?

A honestidade emocional. Não importa se você está escrevendo sobre um raposinho em busca de almoço ou sobre uma detetive com QI de 160 enfrentando criminosos. Se o leitor sentir que aquele medo ou aquele desejo do personagem é real, ele não abandona o livro.

Escrever, para mim, tem sido um exercício de empatia. Aos 73 anos, percebo que o que me move hoje é o mesmo que me movia lá atrás, ao criar HQs com os personagens Disney: a vontade de contar uma história que faça alguém, por um momento, ver o mundo com outros olhos.

7. O futuro: você já passeou pela vida real (Riquezas do Brasil), pelo absurdo (os jacarés espaciais), pela distopia (o mundo inundado) e pelo suspense (Isabelle Holmes). O que podemos esperar de Júlio de Andrade Filho no futuro? Existe um novo universo aí na sua cabeça esperando para sair?

Stephen King disse uma vez: ‘A coisa mais aterrorizante que eu temo? Minha imaginação’.

 Ao escrever Terra Líquida, entendi exatamente o porquê: imaginei um mundo onde a humanidade perdeu o chão, literalmente. Esse projeto me persegue há anos, porque eu não queria explorar o desastre, mas a adaptação a ele.

O que resta da arte, da memória e do amor quando as cidades viram ruínas submersas? É uma distopia com uma ponta de esperança… ou talvez não! Todo mundo diz que a história deve ter uma continuação, ainda estou decidindo.

Sobre continuação, a detetive Isabelle Holmes com certeza terá continuação. Onde a Verdade se Esconde é apenas o primeiro caso dela, e já estou trabalhando no segundo livro. Nele, veremos um lado mais vulnerável e, ao mesmo tempo, mais feroz dessa moça. Sinto que Isabelle tem muito mais a dizer e eu, muito a descobrir sobre ela.

E tenho muitas ideias, uma delas já em gestação avançada, não deve levar nove meses para vir à luz… Ah, ah, ah!

Lembro de algo que ouvi de um roteirista veterano e que me confidenciou, quando eu estava começando nesse trabalho (vou citar aqui, mas não lembro se foram exatamente essas palavras): “Você nunca termina uma história; apenas a abandona num ponto que parece certo a você”. Na época, achei que era filosofia barata, daquelas de livrinhos de frases que a gente comprava nas bancas de jornal – quando ainda existiam bancas de jornal. Até pode ser que ele tenha lido num desses livrinhos. Ou pode ter lido numa entrevista do George Lucas (criador de “StarWars” e que vivia sendo entrevistado porque o filme tinha sido lançado com muito sucesso): “Um filme nunca é terminado, apenas abandonado.”

Seja qual for a origem da frase, hoje eu entendo que as histórias continuam vivas na cabeça de quem lê. E que meu trabalho é dar a elas o melhor ponto de partida possível; o resto do mergulho é com o leitor.


8. Soube que um roteiro seu foi reprovado... E parece que deu maior bafafá. É verdade? Me conte. 


Sim. O roteiro que foi "rejeitado" pela matriz da Disney (O Casamento do Pato Donald) e o que tentei fazer para não obedecer e o que aprendi (eu tentei subverter o universo de Patópolis com "O Casamento do Pato Donald", trazendo um tom mais maduro – com humor, claro – e definitivo que a Disney, óbvio, barrou. No começo, vi isso como censura à minha criatividade; mais tarde, entendi que era a proteção de um legado. Aprendi que, ao trabalhar com ícones, somos "curadores" de arquétipos, não apenas autores. Levei para a vida a lição de que o verdadeiro desafio do roteirista não é quebrar as regras de um mundo pronto, mas encontrar a própria voz dentro das limitações, entendendo que o "não" geralmente protege a perenidade da obra, enquanto o autor passa. Aprendi o desapego, que a ideia não era "minha". Aprendi que as grandes marcas vendem a "eterna juventude", digamos assim, e mudanças drásticas rompem o contrato com o público infantil).



Sabe, uma das lições mais duras que aprendi sobre o mercado editorial veio de um impasse com a própria Disney. Eu escrevi um roteiro para uma HQ que, na minha cabeça, mudaria o status quo do universo dos Patos: foi o Casamento do Pato Donald.


Eu queria que fosse real. Queria que o Donald e a Margarida finalmente subissem ao altar, tivessem filhos e que o universo Disney evoluísse com eles. Afinal, por que os personagens precisam ficar congelados no tempo?



Mas a Disney é implacável com o seu "cânone". Foram semanas de briga criativa. A posição deles era clara: "O Donald não pode casar, ele é um eterno namorado". No fim, para a história não ser engavetada, tive que ceder. Refiz o roteiro inteiro com um artifício clássico, conforme eles ordenaram: no final da história, o Donald acorda. Tudo aquilo — o altar, as alianças, a vida de casado — tinha sido apenas um sonho.


Foi agridoce. Por um lado, vi a história ser publicada no Brasil e no mundo todo; por outro, ficou aquela sensação de que o Donald ainda me deve esse final feliz.

Esse episódio me ensinou muito sobre o equilíbrio entre a nossa paixão criativa e as regras do jogo. No começo, vi isso como censura à minha criatividade; mais tarde, entendi que era a proteção de um legado. Aprendi que, ao trabalhar com ícones, somos "curadores" de arquétipos, não apenas autores. Levei para a vida a lição de que o verdadeiro desafio do roteirista não é quebrar as regras de um mundo pronto, mas encontrar a própria voz dentro das limitações, entendendo que o "não" geralmente protege a perenidade da obra, enquanto o autor passa. Aprendi o desapego, que a ideia não era "minha". Aprendi que as grandes marcas vendem a "eterna juventude", digamos assim, e mudanças drásticas rompem o contrato com o público infantil.


9. Vi no seu portfólio que você aceitou O desafio de transformar “cartão de crédito” em algo divertido para uma revista de passatempos...

O desafio era fazer um jovem se interessar e entender a fatura do cartão de crédito tanto quanto se interessa por um game. Chegamos à conclusão que o segredo não era “ensinar”, mas '‘desafiar’'. Em vez de um manual, usamos na revista as páginas espelhadas: de um lado, o conteúdo; do outro, a cruzada ou caça-palavras. A mágica acontecia no meio: para preencher a grade, ele precisava '‘caçar’' a lógica no texto. Então, a educação bancária virou uma recompensa imediata. Entendi ali que a inteligência narrativa é a arte de esconder o aprendizado dentro do entretenimento, fazendo o leitor sentir que descobriu a solução sozinho.


10. É lenda urbana ou é verdade que o tradutor/escritor é solitário? 

Mais ou menos... Vamos lá! Ela acontece naquele silêncio, naquele vácuo, entre o que o autor sentiu ao escrever e o que o leitor brasileiro vai receber. São horas em busca de uma palavra, aquela que vai dar o tom exato de uma melancolia em um romance ou o peso técnico de uma descoberta, em uma ficção científica. É um trabalho invisível e solitário, onde você briga com o dicionário para não trair a intenção original, vasculha sem parar os sinônimos para não usar palavras repetidas. Foi quando assumi que o papel do tradutor não é apenas converter idiomas, mas ser uma ponte emocional. A solidão só acaba quando encontro a palavra ou expressão exatas e percebo que, embora o autor e o leitor jamais venham a se conhecer, eles finalmente estão falando a mesma língua, graças à minha escolha.


Quer conversar com o Júlio A. Filho?

Júlio de Andrade Filho – Tradutor Inglês/Português, Escritor, Roteirista de HQ, Blogueiro
📧 jandradefilho@gmail.com | 📲 WhatsApp: +55 11 99403-2617

Blog O Treco Certo  (Há muitos artigos super por lá! Vale maratonar!) 

Perfil do autor na Amazon.






Sobre mim :) 

Olá! Eu sou Clene Salles, Ghost Writer, Copydesk, Tradutora (Espanhol/Português), presto serviços de Mentoria Literária para Escritores/as Iniciantes.


Confesso que, de vez em quando, adoro entrevistar pessoas; e foi uma alegria e uma tremenda honra conversar com o Júlio de Andrade Filho, que aliás foi o meu grande mentor no setor editorial. Júlio, muito obrigada! 

(Como freelancer prestei serviços para as seguintes editoras: Melhoramentos, Abril, Larousse, Planeta do Brasil, Prumo, Ediouro, Letraviva, Évora, Girassol, Ave-Maria entre outras; e com Projetos Especiais Editoriais no Peru, até o momento, trabalhei em mais de 150 publicações.)

Fale comigo! 

WhatsApp: 11 97694-4114
E-mail: clenesalles@gmail.com

Facebook: @clenesalles @editorialclenesalles
Instagram: @editorial.clene.salles
LinkedIn: @clenesalles




 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Onde A Verdade Se Esconde, de Júlio A. Filho (Suspense Investigativo)

Resenha de "Onde A Verdade Se Esconde", de Júlio A. Filho



Se você procura um e-book de suspense investigativo que una raciocínio, tensão e escalada de risco sem atalhos fáceis, Onde A Verdade Se Esconde, de Júlio A. Filho, entrega exatamente isso. 

A leitura funciona como um mecanismo bem ajustado: cada detalhe tem peso, cada decisão altera o rumo, e a verdade não aparece como prêmio, ela é conquistada, às vezes à força.


Por que Onde A Verdade Se Esconde prende tanto

Há narrativas que tentam “segurar” o leitor com truques. Aqui, o que sustenta o interesse é outra coisa: coerência de investigação, atmosfera de pressão e um encadeamento de pistas que respeita a inteligência de quem lê. A história não depende de coincidências convenientes. Ela avança porque as peças se encaixam, e quando não encaixam, isso vira problema, não decoração.


Um suspense que cresce sem confundir

O enredo começa com um caso aparentemente encerrado, uma morte tratada como natural, mas marcada por elementos que não convencem. A partir desse ponto, o livro amplia o alcance da investigação com progressão clara: o que parecia uma dúvida específica se transforma num jogo maior, com camadas, interesses e silêncio organizado.


Isabelle Holmes: protagonista, método e coragem intelectual

Isabelle Holmes é uma protagonista jovem, direta, observadora, com um tipo de inteligência que incomoda porque não se satisfaz com “explicações prontas”. O talento dela não é pose, é método. Ela cruza sinais, testa versões, identifica contradições e insiste onde seria mais confortável recuar.


O que torna Isabelle diferente de outras detetives

Em vez de “brilhar” para o leitor, ela arregaça as mangas e vai em frente. Ela trabalha. E esse trabalho cria uma experiência rara: você lê com a sensação de que está acompanhando uma mente operando em tempo real, sem que o texto precise simplificar o raciocínio.


Trama, tensão e expansão: quando o caso vira tabuleiro

Sem entrar em spoilers, há um momento em que a investigação ganha outro patamar: surgem agentes, códigos, ameaças e um nome, “Rosa Negra”, que muda o clima da história. É como se o livro saísse do terreno do “mistério local” e revelasse uma estrutura maior, onde algumas verdades custam caro demais para serem ditas em voz alta.


Referências clássicas, sem dependência de nostalgia

O sobrenome Holmes, por si só, carrega um imaginário. O texto sabe disso, mas não se apoia nisso como muleta. As referências entram quando fazem sentido narrativo, fortalecendo o peso do conflito em vez de servir de enfeite.


Para quem este e-book é especialmente indicado

Se você gosta de:

  • suspense investigativo com protagonista ativa e inteligente, sem “sorte salvadora”

  • trama que amplia o alcance aos poucos, sem virar confusão

  • tensão constante, com sensação de ameaça concreta

  • mistério que exige atenção, mas recompensa com clareza

Então este livro tem grandes chances de funcionar para você.


Como ler: Kindle e Kindle Unlimited

Se você quer começar agora, aqui está o link direto do e-book:

Leia Onde A Verdade Se Esconde, de Júlio A. Filho (Kindle, incluindo Unlimited):
https://a.co/d/gftaFzV


Bastidores editoriais

Neste livro, eu fui editora (olha eu aqui pimpona, toda orgulhosa, yes!), e posso dizer com tranquilidade: há uma intenção nítida em construir uma história que respeite o leitor.

Júlio A. Filho se esmerou em cada mínimo detalhe, fez muitas pesquisas. Isso aparece no ritmo, na dosagem de informações e no cuidado com a progressão do mistério. A leitura não entrega facilidades, entrega uma experiência.


Perguntas frequentes 

Onde A Verdade Se Esconde é romance ou suspense?

É suspense investigativo, com investigação, tensão e camadas de conspiração; ótima leitura para o público jovem contemporâneo.

Quem é Isabelle Holmes?

É a protagonista, tetraneta do mesmíssimo Shelock Holmes, por parte do Mycroft (seu irmão). Isabelle Holmes é uma jovem extremamente observadora, lógica e persistente, que conduz a investigação a partir de um método próprio e de uma recusa firme a versões acomodadas. 


Dá para ler pelo Kindle Unlimited?

Sim. Você pode acessar pelo Kindle e ler no Unlimited pelo link: https://a.co/d/gftaFzV 


Sobre o Autor

Júlio A. Filho é Escritor, Jornalista, Tradutor Inglês/Português e Roteirista de HQ.
WhatsApp 11 99403-2617

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Pela Fresta Te Vi, de Cesar de Mello Campos (Poética Sincera do Cotidiano)

 "Pela Fresta Te Vi – Relatos em Dois Tempos", de Cesar de Mello Campos, é um livro que se abre como uma janela entreaberta: não revela tudo de uma vez, mas convida o leitor a espiar, a sentir o vento que entra pela fresta, a pressentir o que está além do visível (porém, está no psíquico). É uma obra que se constrói na tensão entre o dito e o não dito, entre o que se mostra e o que se esconde, entre o que somos e o que poderíamos ter sido.





A Fresta como Metáfora

A "fresta" do título não é apenas uma abertura física, mas um espaço de ambiguidade, de dúvida, de revelação parcial. Cada conto, cada personagem, é uma fresta por onde espreitamos a complexidade humana: a crueldade e a ternura, a arrogância e a fragilidade, a certeza e o desamparo. Os relatos são como retratos tirados de um ângulo inesperado, onde a luz incide de forma a revelar sombras que, muitas vezes, preferiríamos ignorar.

Dois Tempos, Uma Só Alma

A divisão em "dois tempos" não é apenas estrutural, mas existencial. Há o tempo da infância, da descoberta, da ingenuidade que se perde; e há o tempo da idade adulta, das máscaras, das escolhas, resultados que nos definem e nos aprisionam. Em "Não", o narrador se apresenta como um ser formado pela negação, pela rejeição ao outro, pela certeza de sua própria superioridade; uma armadura que, no fundo, esconde o medo de não ser suficiente. Em "Primeiros", a voz é a de uma criança que ainda não sabe que o mundo é feito de perdas, que o amor dos pais é finito, que o brinquedo favorito um dia desaparecerá.

E assim, entre um tempo e outro, o livro nos pergunta: o que perdemos ao crescer? Não apenas a inocência, mas a capacidade de nos surpreendermos, de nos permitirmos ser frágeis, de aceitarmos que a vida é feita de frestas, e não de portas largas e seguras.

A Poética do Cotidiano

Cesar de Mello Campos escreve com uma linguagem que oscila entre o lírico e o cru, entre o poético e o prosaico. Há uma beleza nas pequenas coisas: no cheiro do café da manhã, no vento que bate no rosto durante um passeio de bicicleta, no gesto de uma mãe que cuida do filho. Mas há também a dureza do cotidiano: a solidão que se disfarça de independência, a raiva que se veste de orgulho, a tristeza que se camufla em ironia.

Os personagens são anti-heróis modernos: pais que não sabem amar, filhos que não sabem ser amados, mulheres que se perdem na busca por um amor que as complete, homens que se afogam na própria rigidez. São pessoas que, como nós, tentam se salvar da própria humanidade.

Filosofia da Imperfeição

O livro é uma meditação sobre a imperfeição como condição humana. Não há redenção fácil, não há finais felizes garantidos. Há apenas a vida, com suas frestas, suas rachaduras, suas janelas entreabertas. A pergunta que fica é: o que fazemos com o que vemos pela fresta? Fechamos os olhos? Tentamos abrir a porta à força? Ou aprendemos a viver com a luz que entra, e com a sombra que ela projeta?

Em "Deus me perdoe", a personagem feminina é uma mulher que se debate entre o desejo de posse e a consciência de que nada (nem mesmo o amor) é eternamente seu. Em "Eu me perdi", o narrador é um homem que se pergunta se ainda existe fora das máscaras que vestiu ao longo da vida. São todos seres em trânsito, que não encontraram ainda (e talvez nunca encontrem) um lugar seguro para pousar.

Por Que Ler Este Livro?

"Pela Fresta Te Vi" não é um livro para quem busca respostas. É um livro para quem ousa fazer perguntas: sobre si mesmo, sobre os outros, sobre o amor, a solidão, a passagem do tempo. É uma obra que incomoda, porque nos mostra que, muitas vezes, somos tão cegos quanto os personagens, e que, como eles, também vivemos à beira de um abismo, fingindo não ver.

Ler este livro é como olhar pela fresta de uma porta: você não vê tudo, mas vê o suficiente para saber que há algo além. E isso, por si só, já é uma revelação.


Trecho que fica: "Eu me perdi, mas ainda estou aqui. E estar aqui, mesmo perdido, é já uma forma de resistência."


Para quem é este livro?

  • Para quem gosta de literatura que corta como uma faca — não pela violência, mas pela precisão.
  • Para quem busca retratos humanos sem retoques, sem romantismos fáceis.
  • Para quem acredita que a poesia está no cotidiano, mesmo quando o cotidiano é feio, difícil, contraditório.


Nota final: ★★★★ (5/5) — Um livro que exige coragem do leitor, porque não oferece consolo fácil. Mas é justamente por isso que vale a pena: porque, ao final, você se sente menos sozinho na sua própria fresta.




📌 Como receber o impresso gratuitamente
1️⃣ Siga o autor @cesardemellocampos no Instagram
2️⃣ Deixe seu like nas postagens do autor
3️⃣ Após a leitura, escolha uma postagem dele e escreva um único parágrafo contando qual conto mais impactou você
4️⃣ Envie um e-mail para cesardemellocampos@hotmail.com
solicitando seu exemplar impresso

💻 Versão digital (Amazon): https://a.co/d/g3ZvEz4

📱 Dúvidas (WhatsApp): 11 97694-4114

#PelaFrestaTeVi #CesarDeMelloCampos #LiteraturaBrasileira #Contos #FiccaoContemporanea #ContosPsicologicos #Narrativas #BookstagramBrasil #LeituraRecomendada #LivroGratis #DistribuicaoGratuita



quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Pela Fresta Te Vi (Livro Impresso/e-Book), César de Mello Campos (autor)

 

Pela Fresta Te Vi – consciência escrita em movimento 

Há livros que não se oferecem à pressa.
Pela Fresta Te Vi, de Cesar de Mello Campos, é um deles. Não se apressa porque é feito de zonas de silêncio, de pensamentos que disparam vozes e de vozes que, não resistindo, se tornam escrita.




 

As palavras nascem de um atrito; cercado de múltiplos conflitos.

A escrita ultrapassa o descrever: torna visível o invisível que habita cada consciência.

Encarna o que arde dentro de cada personagem.


Cada conto é uma superfície onde fé, culpa, desejo e memória se entrelaçam em tensão constante, compondo um retrato sensível e inquieto da alma contemporânea.

Aqui, a ficção não se limita ao enredo: é uma forma de pensamento.


Os personagens falam como se algo neles precisasse atravessar a linguagem para existir. 

Não há narradores condescendentes, nem moralizações: há consciência em ebulição, vidas que se revelam sem filtro nem defesa.

A escrita de Campos tem precisão e vertigem.
Move-se entre o humano e o simbólico, entre o cotidiano e o psíquico. Nos detalhes (um gesto mínimo, um olhar distraído, uma frase suspensa) a narrativa se inscreve com força e permanência. Cada história parece conter outra, subterrânea, que não se deixa capturar por inteiro.

Não é um livro de respostas, mas de reverberações.
As vozes atravessam o/a leitor/a e continuam ecoando quando a página se encerra.


É literatura que expõe o que pulsa, sem perder a delicadeza.

Distribuição gratuita da versão impressa (por tempo limitado) reforça a proposta do autor: a literatura como experiência partilhada, aberta à leitura, à escuta e à ressonância interior.


📖 Como receber o impresso gratuitamente

1️⃣ Siga o autor @cesardemellocampos
2️⃣ Interaja com suas publicações (curta, comente, compartilhe)
3️⃣ Após a leitura, escreva um parágrafo sobre o conto que mais o tocou
4️⃣ Envie para cesardemellocampos@hotmail.com solicitando seu exemplar impresso

💻 Versão digital (Amazon): https://a.co/d/a6pAq04
📱 Dúvidas: WhatsApp 11 97694-4114


Crédito do vídeo: Abstrato – vídeos de arquivo por Vecteezy






quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Pela Fresta Te Vi (e-Book/Impresso), Cesar de Mello Campos (autor) – Uma Obra Que Registra O Movimento: Do Olhar, Do Tempo, Do Erro

 

Pela fresta te vi — quando a literatura descreve o silêncio do humano

Entre o adulto que se justifica e a criança que observa, Cesar de Mello Campos escreve um espelho em duas vozes: uma ficção que se lê como confissão e se sente como cicatriz.




Ver e ser visto não são atos neutros: revelam o poder, a fragilidade e o silêncio profundamente psíquico de quem observa; e de quem é observado. Entre o adulto que se defende e a criança que ainda não sabe nomear o mundo, Cesar de Mello Campos constrói uma narrativa que reflete o tempo: o que ele apaga e o que insiste em permanecer.

Há livros que vão muito além do comum: abordam verdades nuas e cruas; não denunciam nem absolvem, apenas revelam.


Pela fresta te vi, de Cesar de Mello Campos, é desses. A cada página, o autor abre um vão entre o mundo e a consciência, entre o que se diz e o que se cala, e não poupa palavras nesse processo.

O resultado é uma narrativa em dois tempos, mas de um mesmo ser que tenta se reconhecer: o homem que fala de si com lucidez brutal e a criança que ainda não entende o peso do que vê.


A primeira voz (quase um monólogo interior) exibe um personagem que acredita dominar a razão, a moral, a família e o próprio destino. Ele se diz reto, fiel, firme. Mas o leitor, pela fresta, enxerga o avesso: o medo travestido de orgulho, o controle disfarçado de virtude, a fé que serve apenas de espelho para o ego.


A segunda voz é outra: a da essência, da inocência da infância que descreve o mundo com uma ternura confusa, tentando entender o amor, o silêncio dos pais, o lugar que ocupa no olhar de quem o criou. São páginas de pureza e desamparo, em que o autor toca o coração do leitor sem precisar de sentimentalismo.


Entre uma parte e outra, há um fio invisível: a passagem do tempo como uma ferida que nunca cicatriza, apenas muda de forma. O adulto que narra poderia ter sido aquela criança; a criança, o esboço de quem um dia será esse homem. Não há resposta definitiva; apenas o reflexo de um olhar que tenta se entender antes que a vida se apague.


Uma literatura que revela sem acusar

Cesar de Mello Campos escreve com precisão cirúrgica, uma gramática impecável, mas sem frieza. Cada frase tem o peso de quem conhece o abismo humano e, mesmo assim, escolhe descrevê-lo com ternura, poesia e nuances filosóficas – no entanto, suas palavras são carregadas de humanidade. Ele não julga os personagens: os observa.


E talvez essa seja a força do livro: a recusa do maniqueísmo; o convite à empatia abrangente, que se deixa sussurrar em cada conto. .

Você conhece alguém que, em nome da retidão, esqueceu a delicadeza?
Alguém que, ao querer ensinar virtudes, acabou ferindo sem perceber?
O livro não aponta o dedo: apenas abre uma fresta para que a luz entre.

O leitor percebe, aos poucos, que há beleza também naquilo que dói, e que reconhecer a própria sombra é uma forma de salvação.


O tempo como espelho

Nas duas partes de Pela fresta te vi, o tempo não é linear.
Ele se dobra sobre si mesmo, ao mesmo tempo que desdobra, entra e sai de um labirinto,  como se o passado e o presente se observassem em silêncio.

A criança descreve o mundo como quem o inventa; o adulto o narra como quem tenta reescrevê-lo.


Entre ambos, o autor revela a mais filosófica das perguntas: o que resta de nós quando o tempo passa; e quando tudo o que fomos ainda respira dentro do que somos?

Essa indagação atravessa o texto com sutileza, sem discursos nem teorias. O livro fala de memória, culpa, desejo e esquecimento, mas com uma linguagem poética, de cadência lenta, que convida o leitor a contemplar.

Cesar escreve o invisível: o intervalo entre o pensamento e o gesto, entre a fala e o silêncio.
É ali, nesse espaço pequeno e essencial — nessa fresta — que nasce a literatura.


Pela fresta te vi não procura comover, mostra o abismo.
Ele observa o humano na contradição; e ali encontra a sua força.
Nenhum gesto é puro, nenhuma voz é inocente.
É dessa imperfeição que o livro extrai a sua beleza.

O humano é observado como um fenômeno, não um mero evento.

Cesar de Mello Campos escreve a partir da distância justa: aquela que permite ver, sem precisar julgar.


Em tempos de pressa e ruído, Pela fresta te vi é um livro que devolve ao leitor o direito de escutar e interpretar as entrelinhas, os gestos, os silêncios... Aquele instante curioso em que a lucidez se mistura à ternura. 


Uma obra que se inscreve na tradição da literatura brasileira contemporânea de introspecção, ao lado de nomes que exploram a interioridade sem medo do desconforto.

Ler Pela fresta te vi, de Cesar de Mello Campos, é observar o ser humano em sua complexidade: sem condenar, sem redimir, apenas ver (ou apenas assimilar pessoas com quem "esbarramos" por aí).


Pela fresta.









Distribuição gratuita da versão impressa (por tempo limitado)


São histórias que caminham entre fé, culpa e desejo: ecos de uma literatura brasileira contemporânea que não oferece atalhos, mas provoca e permanece.
Em Pela fresta te vi, cada conto traz a tensão dos contos psicológicos — heranças familiares, afetos imprevistos, dilemas sem resposta. É ficção literária que se inscreve no detalhe, no gesto mínimo capaz de transformar destinos.


📌 Como receber o impresso gratuitamente

1️⃣ Siga o autor @cesardemellocampos (Instagram)
2️⃣ Deixe seu like nas postagens do autor
3️⃣ Após a leitura, escolha uma postagem dele e escreva um único parágrafo contando qual conto mais impactou você
4️⃣ Envie um e-mail para cesardemellocampos@hotmail.com
solicitando seu exemplar impresso

💻 Versão digital (Amazon): https://a.co/d/14LNhRP


📱 Dúvidas (WhatsApp): 11 97694-4114

#PelaFrestaTeVi #CesarDeMelloCampos #LiteraturaBrasileira #Contos #FiccaoContemporanea #ContosPsicologicos #Narrativas #LeituraRecomendada #LivroGratis #DistribuicaoGratuita 


A importância do mistério para escritores e para a vida

Por que a busca pelo desconhecido ou a conexão com o mistério ainda molda quem escreve, quem lê e quem vive, mesmo na era das respostas pron...