A jornada de um autor que viveu o universo Disney e hoje cria seus próprios universos
Se você cresceu lendo revistas em quadrinhos da Disney no Brasil, entre as décadas de 1970 e 1990, é bem provável que já tenha embarcado em uma história criada ou editada por Júlio de Andrade Filho sem saber. Durante mais de duas décadas na Editora Abril, ele não só roteirizou as aventuras de Pato Donald, Mickey e Zé Carioca, como viveu a experiência dos sonhos de qualquer fã: um estágio nos Estúdios Disney, em Burbank, Califórnia, onde respirou a magia e conviveu com os lendários artistas e roteiristas que davam vida aos personagens mais amados do mundo.
Mas a história dele não para na porta da caixa-forte do Tio
Patinhas. Ao sair da Abril, ele transportou sua habilidade de contar histórias
para o universo corporativo, criando desde fascículos sobre bonsai até revistas
de passatempos ensinando como usar o cartão de crédito. Depois, como tradutor,
deu voz a dezenas de romances, biografias e obras de ficção científica,
mergulhando ainda mais fundo nos mecanismos da boa literatura.
Hoje, Júlio reúne todo esse conhecimento em sua própria obra.
Nesta entrevista, ele nos conta sobre a transição da “linha de criação” dos
quadrinhos para a gênese de seus mundos particulares. E que mundos! Ele nos
apresenta uma ratinha estrategista, um raposinho que encontra jacarés
espaciais, uma gatinha super-heroína chamada Vingadora Noturna, um planeta onde
os oceanos subiram e afogaram as cidades, até uma detetive de 22 anos,
descendente de Sherlock Holmes, com Asperger e um QI de 160.
Prepare-se para uma conversa fascinante sobre criatividade,
disciplina e o outro lado dos bichos (e dos livros).
1. Você passou mais de 20 anos dentro da “indústria” da criação, primeiro na Disney/Abril e depois no mercado corporativo. Como essa experiência de produção de conteúdo para a “massa” influenciou a maneira como você escreve seus próprios livros hoje? Existe um lado artesanal que você sente falta?
Olha, foi uma escola e tanto. Na Abril, aprendi uma coisa que nenhum curso se preocupa em ensinar: entregar no prazo. E com qualidade. A redação era uma “linha de montagem criativa”, onde aprendi tudo na prática, com os mais talentosos artistas e jornalistas reunidos num só lugar. E tive a oportunidade de passar por todas as funções – fui roteirista, revisor, editor e, por fim, diretor. Isso me deu uma visão 360 graus do processo. Você aprende a olhar para um texto não apenas como autor, mas como quem vai ter que revisá-lo, diagramá-lo, desenhá-lo e depois apresentar pro leitor uma história que faça sentido.
O lado artesanal que sinto falta? Com certeza existe. Nos quadrinhos Disney, você está lidando com personagens que têm décadas de história. O Pato Donald já tem uma personalidade definida, você não pode simplesmente decidir que, dali em diante, ele vai virar um detetive durão para sempre. Existe um “molde” onde você precisa encaixar sua criatividade, e isso era o lado “artesanal”, o desafio de construir um bordado que se encaixasse naquele “tapete”. A mesma coisa na área corporativa, há manuais a seguir. Nas traduções, de certa forma a mesma coisa, embora aqui você tenha mais liberdade para criar o “bordado”, porque você precisa traduzir e adaptar os textos. Nos meus livros, eu mesmo construo esse molde. Posso fazer uma ratinha estrategista, um raposinho que encontra jacarés espaciais, uma gatinha justiceira... Não tem manual. É libertador e assustador, ao mesmo tempo.
Lembro que uma vez, nos estúdios Disney em Burbank, vi um storyboard sendo rabiscado e refeito umas cinco vezes na minha frente. Perguntei ao artista, Al Hubbard (o cara que criou o Peninha, primo doido do Donald), o que estava acontecendo e ele me respondeu: “Olha só, se eu mudar o olhar, a expressão dele muda completamente e a cena fica com outro sentido”. Hubbard me ensinou ali que contar história é uma “ciência” milimétrica. E isso carrego comigo até hoje, especialmente quando tento descrever uma cena ou um personagem.
2. Entre fascículos para a Schering, livretos para a Aché e revistas sobre cartão de crédito, o que o mercado corporativo te ensinou sobre contar histórias para quem “não tem tempo”?
Clareza e promessa cumprida. Texto institucional precisa explicar sem enrolar e respeitar quem está lendo no intervalo do trabalho. Isso me obrigou a transformar bula e manual em narrativa… metáforas simples, exemplos do dia a dia, e sempre um “para que serve” logo de cara. Foi um treino ótimo para a tradução (romances, biografias, FC): ouvir a voz do autor e entregá-la limpa, no ritmo certo.
3. De onde saiu a ideia de misturar um raposinho faminto com… jacarés espaciais? Existe a preocupação de também agradar os pais que vão ler junto?
A coleção O Outro Lado dos Bichos nasceu de uma pergunta: e se os animais vissem o mundo pelo avesso? No primeiro livro, uma ratinha esperta apazigua uma confusão no sítio, porque ela entende que bagunça é, muitas vezes, falta de escuta. No segundo, o raposinho sai para “um almoço qualquer” e encontra uma invasão de jacarés espaciais. É meu jeito de falar de medo do desconhecido com humor: os “invasores” viram espelho das nossas próprias trapalhadas. E no terceiro, a Vingadora Noturna, uma gatinha, enfrenta pequenas injustiças… Ela tem algo do tipo: coragem em tamanho portátil.
Quanto a agradar aos pais, essa é famosa armadilha do “leitor duplo”. Quem escreve para criança sabe que quem compra o livro é o adulto, mas quem decide se gosta é a criança. E os dois precisam sair satisfeitos.
Minha abordagem sempre foi escrever histórias que eu gostaria de ter lido quando criança, mas com camadas que um adulto também pode apreciar. No primeiro livro, da ratinha é esperta, não é aquela esperteza malandra, é uma esperteza de organização, de liderança. A mensagem é sutil: você não precisa ser o maior ou mais forte para resolver problemas.
Já no segundo, dos jacarés espaciais, entrego de bandeja o absurdo. Um raposinho que só quer um almoço e dá de cara com uma nave cheia de jacarés? É uma porta de entrada para a ficção científica, mas pelo viés do humor. É meu lado mais '‘Disney’' falando alto...
E o terceiro, A Vingadora Noturna, é minha homenagem aos super-heróis, mas com um pé no real. A gatinha luta contra injustiças, mas são injustiças do cotidiano, na casa onde a gatinha vive.
Quando eu escrevia na Abril, aprendi uma máxima que corria por lá e vinha, de forma adaptada, do próprio Walt Disney: “Criança não é boba, ela sabe quando você está subestimando ela”. Quantas e quantas vezes meus mestres na Abril, os artistas mais experientes, viviam apontando uma incoerência num roteiro meu. Às vezes eram detalhes pequenos, mas eles sempre tinham razão. Nunca mais esqueci: respeito ao leitor é a base de tudo.
4. Depois de décadas editando personagens icônicos, você criou a Isabelle Holmes, uma detetive com Asperger e QI de 160. Como sua experiência traduzindo romances e biografias ajudou a moldar uma personagem tão complexa?
A tradução para mim foi a melhor escola para um escritor. Ao traduzir romances e biografias, você meio que “desmonta” o pensamento de outros autores.
A Isabelle, protagonista do livro Onde a verdade se esconde, nasceu de uma inquietação minha: o que acontece quando você herda um sobrenome pesado como Holmes, tem um cérebro privilegiado, mas o mundo não foi feito para pessoas como você? Eu queria alguém que tivesse a lógica de Sherlock, mas com as vulnerabilidades de uma jovem moderna. O Asperger dá a ela uma lente única sobre o mundo, ela vê padrões que nós ignoramos. E eu quis criar uma trama onde o mistério não é apenas '‘quem matou’', mas como a mente dela processava o trauma e a verdade.
Procurei evitar dois clichês comuns: o do '‘gênio excêntrico que todo mundo acha engraçadinho’' e o da '‘pessoa com Asperger que precisa ser consertada’'. A Isabelle não precisa ser consertada. O mundo é que é confuso demais para ela. O QI 160 dela faz com que interagir com as pessoas seja como tentar decifrar um código que muda o tempo todo.
E o trauma veio naturalmente. Alguém com uma mente tão analítica, que perdeu a mãe cedo e carrega o peso de um sobrenome mítico… como ela não teria traumas? O segredo foi tratá-la como uma pessoa real, não como um '‘caso interessante’'. Ela é forte porque sobrevive, não porque é indestrutível. É vulnerável porque sente, não porque é frágil.
Durante a pesquisa, eu me lembrei de um dos primeiros livros que traduzi, que era a biografia de uma pessoa que tinha essa condição, e conversei com pessoas no espectro autista para entender como descrever certas reações sensoriais. Uma delas me disse sobre a filha: '‘Você sabe quando entra num ambiente e a música está alta, mas você consegue ignorar e conversar? Minha filha diz que é como se aquela música estivesse dentro da cabeça o tempo todo, e não tem como desligar’'. Essa imagem me acompanhou durante toda a escrita. A Isabelle ouve o mundo num volume que ninguém mais ouve.
5. Como foi o processo de criar seus próprios universos e personagens do zero? Houve um momento de “eureca” ou foi um trabalho mais gradual?
Foi gradual, com pequenas '‘eurecas’' pelo caminho. Uma vez, fui para Goiânia de carro, a estrada era longa e, de repente, o horizonte aparecia. Foi assim, foram vários desses momentos de ver o horizonte.
O primeiro foi quando decidi escrever O Outro Lado dos Bichos. Eu pensei: '‘Se eu fosse um bicho, o que ninguém sabe sobre mim, como eu vivo, o que eu faço?” Daí surgiu a ideia de mostrar o '‘outro lado’' – o lado que não aparece no documentário, no desenho animado. O rato não é só uma praga, a raposa não é só esperta, o gato não é só independente. Eles têm dilemas, medos, ambições.
O segundo '‘eureca’' foi com Riquezas do Brasil. Ali era um trabalho mais encomendado, mas que me permitiu viajar sem sair de casa. Pesquisar sobre o frevo, os Lençóis Maranhenses, Ouro Preto… foi um mergulho no Brasil que eu não conhecia de verdade. Aprendi, por exemplo, que o frevo tem mais de 120 passos catalogados. Cento e vinte! Isso é coreografia para uma vida inteira.
O terceiro '‘eureca’', o maior deles, foi a Isabelle Holmes de Onde a Verdade se Esconde. Eu estava traduzindo um romance de ficção científica, e o protagonista tinha uma mente muito analítica. De repente, pensei do nada: '‘E se Sherlock Holmes tivesse uma herdeira? E se ela fosse mais brilhante que ele, mas carregasse o peso de viver num mundo que não foi feito para o jeito dela pensar?” Aí a ficha caiu: eu não estava criando só uma detetive, estava criando uma pessoa. E pessoas não cabem num único '‘eureca’', elas se revelam aos poucos.
Sobre Terra Líquida, foram duas as motivações principais: com o aquecimento global e os oceanos subindo de nível o tempo todo, o que vai acontecer? A outra motivação foi algo que sempre me intrigou, que é como a escassez revela quem somos. Em Terra Líquida, o oceano não é apenas um cenário, é um “divisor de águas” social. Criei esse mundo para questionar até onde vai a nossa empatia quando o privilégio é, literalmente, estar acima do nível do mar? É um romance sobre a verticalização da desigualdade, onde o trabalho sobe a montanha, mas a dignidade muitas vezes fica à deriva nas balsas...
6. Para quem está começando a escrever ou para os leitores que te acompanham desde a Disney: qual o segredo para uma história se tornar imortal?
A honestidade emocional. Não importa se você está escrevendo sobre um raposinho em busca de almoço ou sobre uma detetive com QI de 160 enfrentando criminosos. Se o leitor sentir que aquele medo ou aquele desejo do personagem é real, ele não abandona o livro.
Escrever, para mim, tem sido um exercício de empatia. Aos 73 anos, percebo que o que me move hoje é o mesmo que me movia lá atrás, ao criar HQs com os personagens Disney: a vontade de contar uma história que faça alguém, por um momento, ver o mundo com outros olhos.
7. O futuro: você já passeou pela vida real (Riquezas do Brasil), pelo absurdo (os jacarés espaciais), pela distopia (o mundo inundado) e pelo suspense (Isabelle Holmes). O que podemos esperar de Júlio de Andrade Filho no futuro? Existe um novo universo aí na sua cabeça esperando para sair?
Stephen King disse uma vez: ‘A coisa mais aterrorizante que eu temo? Minha imaginação’.
Ao escrever Terra Líquida, entendi exatamente o porquê: imaginei um mundo onde a humanidade perdeu o chão, literalmente. Esse projeto me persegue há anos, porque eu não queria explorar o desastre, mas a adaptação a ele.
O que resta da arte, da memória e do amor quando as cidades viram ruínas submersas? É uma distopia com uma ponta de esperança… ou talvez não! Todo mundo diz que a história deve ter uma continuação, ainda estou decidindo.
Sobre continuação, a detetive Isabelle Holmes com certeza terá continuação. Onde a Verdade se Esconde é apenas o primeiro caso dela, e já estou trabalhando no segundo livro. Nele, veremos um lado mais vulnerável e, ao mesmo tempo, mais feroz dessa moça. Sinto que Isabelle tem muito mais a dizer e eu, muito a descobrir sobre ela.
E tenho muitas ideias, uma delas já em gestação avançada, não deve levar nove meses para vir à luz… Ah, ah, ah!
Lembro de algo que ouvi de um roteirista veterano e que me confidenciou, quando eu estava começando nesse trabalho (vou citar aqui, mas não lembro se foram exatamente essas palavras): “Você nunca termina uma história; apenas a abandona num ponto que parece certo a você”. Na época, achei que era filosofia barata, daquelas de livrinhos de frases que a gente comprava nas bancas de jornal – quando ainda existiam bancas de jornal. Até pode ser que ele tenha lido num desses livrinhos. Ou pode ter lido numa entrevista do George Lucas (criador de “StarWars” e que vivia sendo entrevistado porque o filme tinha sido lançado com muito sucesso): “Um filme nunca é terminado, apenas abandonado.”
Seja qual for a origem da frase, hoje eu entendo que as histórias continuam vivas na cabeça de quem lê. E que meu trabalho é dar a elas o melhor ponto de partida possível; o resto do mergulho é com o leitor.
8. Soube que um roteiro seu foi reprovado... E parece que deu maior bafafá. É verdade? Me conte.
Sim. O roteiro que foi "rejeitado" pela matriz da Disney (O Casamento do Pato Donald) e o que tentei fazer para não obedecer e o que aprendi (eu tentei subverter o universo de Patópolis com "O Casamento do Pato Donald", trazendo um tom mais maduro – com humor, claro – e definitivo que a Disney, óbvio, barrou. No começo, vi isso como censura à minha criatividade; mais tarde, entendi que era a proteção de um legado. Aprendi que, ao trabalhar com ícones, somos "curadores" de arquétipos, não apenas autores. Levei para a vida a lição de que o verdadeiro desafio do roteirista não é quebrar as regras de um mundo pronto, mas encontrar a própria voz dentro das limitações, entendendo que o "não" geralmente protege a perenidade da obra, enquanto o autor passa. Aprendi o desapego, que a ideia não era "minha". Aprendi que as grandes marcas vendem a "eterna juventude", digamos assim, e mudanças drásticas rompem o contrato com o público infantil).
Sabe, uma das lições mais duras que aprendi sobre o
mercado editorial veio de um impasse com a própria Disney. Eu escrevi um
roteiro para uma HQ que, na minha cabeça, mudaria o status quo do universo dos Patos: foi o Casamento do
Pato Donald.
Eu queria que fosse real. Queria que o Donald e a Margarida finalmente subissem ao altar, tivessem filhos e que o universo Disney evoluísse com eles. Afinal, por que os personagens precisam ficar congelados no tempo?
Mas a Disney é implacável com o seu
"cânone". Foram semanas de briga criativa. A posição deles era clara:
"O Donald não pode casar, ele é um eterno namorado". No fim, para a
história não ser engavetada, tive que ceder. Refiz o roteiro inteiro com um
artifício clássico, conforme eles ordenaram: no final da história, o Donald
acorda. Tudo aquilo — o altar, as alianças, a vida de casado — tinha sido
apenas um sonho.
Foi agridoce. Por um lado, vi a história ser publicada
no Brasil e no mundo todo; por outro, ficou aquela sensação de que o Donald
ainda me deve esse final feliz.
Esse episódio me ensinou muito sobre o equilíbrio
entre a nossa paixão criativa e as regras do jogo. No começo, vi isso como
censura à minha criatividade; mais tarde, entendi que era a proteção de um
legado. Aprendi que, ao trabalhar com ícones, somos "curadores" de
arquétipos, não apenas autores. Levei para a vida a lição de que o verdadeiro
desafio do roteirista não é quebrar as regras de um mundo pronto, mas encontrar
a própria voz dentro das limitações, entendendo que o "não" geralmente
protege a perenidade da obra, enquanto o autor passa. Aprendi o desapego, que a
ideia não era "minha". Aprendi que as grandes marcas vendem a
"eterna juventude", digamos assim, e mudanças drásticas rompem o
contrato com o público infantil.
9. Vi no seu portfólio que você aceitou O desafio de transformar “cartão de crédito” em algo divertido para uma revista de passatempos...
O desafio era fazer um jovem se
interessar e entender a fatura do cartão de crédito tanto quanto se interessa
por um game. Chegamos à conclusão que o segredo não era “ensinar”, mas
'‘desafiar’'. Em vez de um manual, usamos na revista as páginas espelhadas: de
um lado, o conteúdo; do outro, a cruzada ou caça-palavras. A mágica acontecia
no meio: para preencher a grade, ele precisava '‘caçar’' a lógica no texto.
Então, a educação bancária virou uma recompensa imediata. Entendi ali que
a inteligência narrativa é a arte de esconder o aprendizado dentro do
entretenimento, fazendo o leitor sentir que descobriu a solução sozinho.
10. É lenda urbana ou é verdade que o tradutor/escritor é solitário?
Mais ou menos... Vamos lá! Ela acontece naquele
silêncio, naquele vácuo, entre o que o autor sentiu ao escrever e o que o
leitor brasileiro vai receber. São horas em busca de uma palavra, aquela que
vai dar o tom exato de uma melancolia em um romance ou o peso técnico de uma
descoberta, em uma ficção científica. É um trabalho invisível e solitário, onde
você briga com o dicionário para não trair a intenção original, vasculha sem
parar os sinônimos para não usar palavras repetidas. Foi quando assumi que o
papel do tradutor não é apenas converter idiomas, mas ser uma ponte emocional. A solidão só acaba quando encontro a palavra
ou expressão exatas e percebo que, embora o autor e o leitor jamais venham a se
conhecer, eles finalmente estão falando a mesma língua, graças
à minha escolha.
Quer conversar com o Júlio A. Filho?
Júlio de Andrade Filho – Tradutor Inglês/Português, Escritor, Roteirista de HQ, Blogueiro
📧 jandradefilho@gmail.com | 📲 WhatsApp: +55 11 99403-2617
Blog O Treco Certo (Há muitos artigos super por lá! Vale maratonar!)
Perfil do autor na Amazon.
Sobre mim :)
Olá! Eu sou Clene Salles, Ghost Writer, Copydesk, Tradutora (Espanhol/Português), presto serviços de Mentoria Literária para Escritores/as Iniciantes.
Confesso que, de vez em quando, adoro entrevistar pessoas; e foi uma alegria e uma tremenda honra conversar com o Júlio de Andrade Filho, que aliás foi o meu grande mentor no setor editorial. Júlio, muito obrigada!
(Como freelancer prestei serviços para as seguintes editoras: Melhoramentos, Abril, Larousse, Planeta do Brasil, Prumo, Ediouro, Letraviva, Évora, Girassol, Ave-Maria entre outras; e com Projetos Especiais Editoriais no Peru, até o momento, trabalhei em mais de 150 publicações.)
Fale comigo!
WhatsApp: 11 97694-4114
E-mail: clenesalles@gmail.com
Facebook: @clenesalles @editorialclenesalles
Instagram: @editorial.clene.salles
LinkedIn: @clenesalles







Nenhum comentário:
Postar um comentário