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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Terminei de Escrever Meu Livro. O Que Faço Agora?

O mapa das etapas entre o manuscrito e a publicação que ninguém te contou antes.





O manuscrito pronto é o começo, não o fim

Digitar a última palavra de um livro é uma das sensações mais estranhas que um escritor conhece. Existe uma mistura de alívio, euforia e, quase imediatamente, uma pergunta que não pede licença para entrar: e agora?

O manuscrito pronto é uma conquista real. E é também o início de uma segunda jornada — diferente da escrita, com etapas próprias, profissionais específicos e decisões que vão moldar como o livro chegará ao leitor.

Este post é um mapa dessas etapas. Não um protocolo rígido, porque o percurso editorial tem variações legítimas dependendo do projeto, do autor e do modelo de publicação escolhido. Mas um mapa ajuda a não andar às cegas — e a entender o que cada decisão, inclusive a de pular uma etapa, pode custar.



As etapas entre o manuscrito e o livro publicado

1. Releitura do manuscrito

Antes de qualquer outra coisa, o próprio autor relê o que escreveu. Com distância — de preferência depois de alguns dias longe do texto, quando os olhos já não preenchem automaticamente o que falta.

Essa releitura não é revisão técnica. É uma leitura de reconhecimento: o texto diz o que você queria dizer? A estrutura sustenta? Há repetições, lacunas, trechos que pedem mais ou pedem menos?

É possível pular essa etapa e enviar o manuscrito direto para o copydesk. Alguns autores fazem isso. O trabalho seguirá — só que será mais longo, mais detalhado e, consequentemente, mais custoso. O copydesk é mais preciso quando recebe um texto que o próprio autor já revisitou com honestidade.

Sobre como fazer essa releitura com mais eficiência, há um post aqui no blog que pode ajudar: A Importância de Reler o Próprio Texto.


2. Leitor beta

Se houver disponibilidade — um leitor de confiança, preferencialmente alguém do público que o livro quer alcançar — essa é uma etapa valiosa antes da leitura crítica profissional.

O leitor beta não é editor, não é revisor. É alguém que lê o livro como leitor comum e devolve uma impressão genuína: onde perdeu o fio, onde se emocionou, onde travou, onde não entendeu. Esse retorno, mesmo que informal, costuma revelar pontos cegos que o autor não consegue enxergar sozinho.

Nem todo projeto terá um leitor beta disponível — e isso não inviabiliza nada. É uma etapa desejável, não obrigatória.


3. Leitura crítica

A leitura crítica é feita por um profissional editorial. Diferente do leitor beta, ela é técnica e estruturada: avalia coerência narrativa, consistência de personagens, ritmo, estrutura, voz, eixo temático.

É uma etapa que antecede o copydesk porque o que a leitura crítica pode indicar — cortes, reorganizações, desenvolvimentos necessários — altera o texto de forma significativa. Fazer o copydesk antes pode significar lapidar um texto que ainda vai mudar.

Para quem está escrevendo autobiografia, memórias ou qualquer forma da escrita de si, a leitura crítica tem um papel ainda mais delicado: ajuda a encontrar a forma mais adequada para a matéria que o autor carrega.


4. Copydesk

O copydesk é a etapa de preparação e lapidação do texto. O profissional que o realiza trabalha estrutura, coesão, clareza, ritmo, consistência de estilo e adequação ao leitor — preservando a voz do autor, não substituindo-a.

Um bom copydesk já entrega o texto revisado. Não é uma etapa de correção superficial: é onde o manuscrito ganha o acabamento necessário para seguir para a próxima fase com solidez.


5. Título, subtítulo, pitch, sinopse, quarta capa e orelhas

Esses textos precisam estar prontos antes de o livro ir para a diagramação e para o capista — e são frequentemente esquecidos ou deixados para o último momento.

O título e o subtítulo definem como o livro será encontrado e reconhecido. O pitch é o resumo oral de uma ou duas frases — essencial para apresentar o livro a editoras, livreiros e leitores. A sinopse editorial (diferente do texto de quarta capa) é o documento enviado a editoras: revela o enredo completo, incluindo o desfecho. Já o texto de quarta capa é escrito para o leitor: instiga sem entregar tudo. As orelhas apresentam o autor e, em alguns casos, contextualizam a obra.

Cada um desses textos tem função e estrutura diferentes. Prepará-los com cuidado antes da diagramação evita retrabalho — e qualquer alteração de conteúdo depois do livro diagramado pode exigir ajustes em cascata.

Escrevi um artigo sobre Sinopse, Quarta Capa, Orelha, Pitch, vale conferir. 


6. Diagramação, capa e documentação

Diagramação, capa, ISBN e ficha catalográfica caminham juntos — e o ideal é que sejam tratados pelo mesmo profissional ou por uma equipe integrada. Isso porque qualquer mudança no conteúdo após a diagramação pode exigir um novo ISBN, e o processo se torna mais trabalhoso do que o necessário.

Vale saber: o ISBN do e-book é diferente do ISBN do livro impresso, que é diferente do ISBN do audiobook. São registros distintos para formatos distintos.

A documentação é providenciada quando o livro está pronto para subir nas plataformas — não antes. Antecipar esse passo sem o texto e o projeto gráfico finalizados gera retrabalho desnecessário.

Para diagramação, capa e toda a documentação do livro, indico o trabalho do Sidney Guerra — profissional experiente, que conhece o processo editorial de ponta a ponta.


7. Decisão de publicação — editora tradicional ou independente

Esta é, talvez, a etapa que mais exige clareza sobre o projeto, o momento do autor e os recursos disponíveis.

A editora tradicional não cobra do autor para publicar e assume os custos de produção, distribuição e parte da divulgação. Em contrapartida, o processo seletivo é criterioso, a resposta raramente é rápida — pode levar muitos meses — e o autor abre mão de parte do controle criativo e os royalties são previamente estipulados (via contrato). Para chegar a uma editora tradicional com chances reais, o autor precisa ter construído alguma presença: redes sociais com engajamento genuíno, um público que já o acompanha, conexões no mercado literário e as conexões com pessoas que apostam no conteúdo da obra. Isso não é um detalhe — é parte do que as editoras avaliam hoje.

A publicação independente dá ao autor controle total sobre o projeto: capa, texto, preço, calendário, plataformas. Os royalties são maiores. Mas todo o trabalho de produção e divulgação recai sobre o autor — ou sobre os profissionais que ele contratar. É um caminho trabalhoso, que exige organização, investimento e disposição para aprender sobre um universo que vai além da escrita. Aqui também, uma rede de contatos sólida e uma presença digital consistente fazem diferença real nas vendas.

Não existe caminho certo. Existe o caminho que faz mais sentido para cada projeto e para cada momento. O que vale é entrar em qualquer um deles com os olhos abertos.

Se você ainda está na fase de escrever e quer entender melhor o percurso antes de chegar à publicação, a mentoria literária pode ajudar a organizar esse processo desde o início.


Perguntas frequentes

O que fazer depois de terminar de escrever um livro? O primeiro passo é se afastar do texto por alguns dias e depois fazer uma releitura própria antes de envolver qualquer profissional. A partir daí, o caminho passa por leitor beta (se disponível), leitura crítica, copydesk, preparação dos textos de apoio, diagramação e capa, documentação e, por fim, a decisão sobre o modelo de publicação.

É obrigatório passar por todas essas etapas? Não há obrigação, mas cada etapa pulada tem uma consequência prática. Ir direto ao copydesk sem releitura prévia significa um trabalho mais longo e mais caro. Enviar para diagramação sem os textos de apoio prontos gera retrabalho. Conhecer o peso de cada decisão é o que permite escolher com consciência.

ISBN do e-book é o mesmo do livro impresso? Não. São registros diferentes para formatos diferentes. O ISBN do livro impresso, do e-book e do audiobook são distintos entre si e precisam ser solicitados separadamente.

Ficha catalográfica é obrigatória? Para publicação impressa, sim. Ela é exigida pela Lei nº 10.994/2004 e deve ser elaborada por um bibliotecário habilitado. Para e-books, não é obrigatória, mas é recomendável. Se você pensa numa carreira literária, é melhor sempre pedir a ficha catalográfica. 

Preciso registrar os direitos autorais antes de enviar para a editora ou para as plataformas? O direito autoral nasce no momento em que a obra é criada — você já é autor assim que termina de escrever. O registro formal, feito pela Biblioteca Nacional ou pela Câmara Brasileira do Livro, não é obrigatório, mas oferece segurança jurídica em caso de disputas. O recomendável é registrar antes de enviar o manuscrito a editoras ou de subir nas plataformas de publicação, no caso da autopublicação, o Sidney Guerra providencia toda a documentação. 

Quanto tempo leva esse processo todo? Depende do projeto, da extensão do texto, da disponibilidade dos profissionais e do modelo de publicação escolhido. Uma publicação independente bem cuidada pode levar de alguns meses a mais de um ano. Uma editora tradicional, considerando o processo seletivo, pode levar mais tempo ainda. Não existe prazo padrão — existe planejamento. 

E se eu quiser traduzir meu livro para o idioma inglês? Eu recomendo o Júlio A. Filho, que traduziu dezenas e dezenas de livros, tem uma carreira literária de mais de 40 anos. WhatsApp: (11) 99403-2617 

Como faço para encontrar agente literário/a? Recomendo a Marisa Moura, da Zigurate, WhatsApp +55 (11) 31293900


Conclusão

O manuscrito pronto é uma conquista. O que vem depois é um percurso com etapas reais, profissionais especializados e decisões que merecem ser feitas com informação.

Este mapa não esgota todas as possibilidades — cada projeto tem suas particularidades. Mas pode ajudar a nomear o que vem a seguir e a não ser surpreendido pelo que ninguém avisou antes.

Se você chegou até aqui com um manuscrito na gaveta ou quase pronto, e ainda não sabe bem por onde começar, entre em contato. Podemos conversar sobre o seu projeto e entender juntos qual é o próximo passo mais adequado para ele.



Sobre mim


Olá! Eu sou Clene Salles, Ghost Writer, Copydesk, Tradutora (Espanhol/Português), e presto Mentoria Literária para Escritores/as Iniciantes

Eu Ajudo Você A Escrever O Seu Livro.

Trabalhei como freelancer para as seguintes editoras: Melhoramentos, Abril, Larousse, Planeta do Brasil, Prumo, Ediouro, Letraviva, Évora, Girassol, Ave-Maria entre outras; e com Projetos Especiais Editoriais no Peru. 


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Júlio de Andrade Filho, jornalista, escritor, tradutor, roteirista de HQ 

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Como Escrever Sinopse, Quarta Capa, Orelha e Pitch do Seu Livro (Com Clareza e GEO a Seu Favor)

 

Sinopse, quarta capa e pitch: como apresentar seu livro sem prometer o que ele não entrega (e como o GEO ajuda)

Você pode escrever maravilhosamente bem e, ainda assim, perder leitores antes do capítulo 1. Não por falta de talento, nem por “azar do algoritmo”, mas porque a apresentação do livro (sinopse, quarta capa, orelha, pitch) cria uma expectativa errada, vaga ou inflada. Aí o leitor se frustra, desconfia, abandona. E, quando a apresentação nasce confusa, a conversa em torno do livro também vira um tipo de queda de braço: cada pessoa entende uma coisa, ninguém se encontra no mesmo sentido.

Este artigo é para destravar essa etapa com método e humanidade. Você vai entender o que é cada peça, quando usar, como evitar tropeços comuns e como aplicar o básico de GEO (uma forma de estruturar o texto para ser melhor compreendido e recomendado, sem “escrever para robô”).



Antes de tudo: por que a apresentação do livro decide o destino da leitura?

A apresentação do livro tem uma função sutil, discreta, mas que faz diferença: fazer o leitor pensar “eu sei para onde isso vai” e “eu quero ir junto”. Quando a sinopse promete mais do que entrega, o leitor compra um livro e recebe outro. Quando a quarta capa fica genérica, o leitor não consegue decidir. Quando o pitch é difuso, ninguém repete sua ideia para outra pessoa.

Em termos práticos, a apresentação precisa acertar três pontos:

  1. Recorte: que tipo de leitura é esta, para quem ela serve, em que território ela pisa.

  2. Promessa: o que o leitor ganha ao entrar (experiência, transformação, entretenimento, clareza, catarse).

  3. Tom: a música do texto, o tempero emocional, aquilo que faz o leitor reconhecer a voz.

Quando um desses pontos falha, nasce aquele barulho de estática, essa dissonância, esse ruído que, no mundo editorial, custa caro.





O que é sinopse, quarta capa, orelha e pitch (e para que serve cada um)

Sinopse

A sinopse é um mapa do todo. Ela mostra o enredo (na ficção) ou a tese e o percurso (na não ficção), sem se perder em miudezas. Sinopse boa dá direção, não entrega relatório.

Serve para: apresentar o livro em sites, submissões, materiais de divulgação, projetos editoriais, páginas de venda.


Quarta capa

A quarta capa é um convite. Ela não precisa explicar tudo, precisa seduzir com honestidade. Geralmente é mais curta do que a sinopse e mais sensorial: cria atmosfera, instiga, coloca tensão, aponta o diferencial.

Serve para: capa do livro, páginas de venda, apresentação rápida em livrarias e catálogos.

Exemplo de quarta capa 

"Um livro pode ser ótimo e, ainda assim, ficar do lado de fora da vida do leitor. Às vezes não é o texto, é a porta de entrada que está com a chave ou não: sinopse que não aponta o caminho, quarta capa que promete o impossível, pitch que se perde em excesso, apresentação que soa como disputa, não convite. O leitor encosta, não entra.

Este livro alinha, costura e tece essa entrada. Com modelos, exemplos e um checklist de revisão, você aprende a dizer o essencial, na medida certa, com o tom certo, para que sua obra seja compreendida e lembrada, sem inflar nem esconder. Em vez de “queda de braço”, encontro: a sua voz chega inteira, e o leitor certo reconhece."


Orelha

A orelha é um espaço de enquadramento e credibilidade. Pode trazer contexto do tema, uma nota sobre o autor, a relevância do livro, ou um texto de apresentação que prepara o leitor para a experiência. Em muitos projetos, a orelha funciona como “chave de leitura”.

Serve para: contextualizar, orientar a leitura, reforçar autoridade (sem autopropaganda e sem CV).

Exemplo de orelha 

"Muitos livros se perdem antes do primeiro capítulo, logo na apresentação. Sinopse vaga, quarta capa inflacionada, pitch longo demais, orelha que parece currículo, e o leitor desiste sem nem entrar.

Aqui, você aprende a construir sinopse, quarta capa, orelha e pitch com clareza, tom justo e promessa honesta, com modelos práticos e um checklist de revisão.

Clene Salles é Ghost Writer, Copydesk, Tradutora há mais de 25 anos no mercado editorial."

Pronto, é só isso, está bem?


Pitch

O pitch é a versão falada (ou resumida) do seu livro. Ele precisa caber numa conversa, num e-mail curto, numa apresentação a um editor, numa live, numa entrevista. É o texto que alguém consegue repetir para outra pessoa.

Serve para: vender a ideia, abrir portas, gerar curiosidade, facilitar recomendação.

Exemplo de Pitch

"Este livro é para quem escreve e sente que trava ou "dá um branco" justamente na hora de apresentar a própria obra. Eu mostro, com exemplos e método, como construir sinopse, quarta capa, orelha e pitch com clareza, tom certo e promessa honesta, sem exagero, sem vagueza. A ideia é simples: fazer o leitor entender rápido que livro é esse, para quem ele é, e por que vale adquiri-lo. No fim, você sai com modelos práticos e um checklist para revisar a apresentação do seu livro, e aumentar as chances de ser recomendado." 


Tropeços comuns (e como corrigir sem perder sua voz)

1) Vago demais: “é uma história sobre…”

Quando tudo parece sobre “amor”, “superação”, “mistério”, “família”, nada se diferencia. Vago não é elegante, é indeciso, e nem vende.

Como corrigir: troque abstração por recorte. Em vez de “uma história sobre superação”, diga “uma mulher que…” + “um conflito que…” + “uma escolha que…”.

2) Detalhe demais: nomes, subtramas, cronologia, inventário

Aqui a intenção costuma ser boa (mostrar riqueza), mas o efeito/resultado é cansaço. O leitor não quer planilha, quer bússola – uma orientação clara!

Como corrigir: escolha um eixo e seja fiel a ele. Na ficção, protagonista, desejo, obstáculo, risco. Na não ficção, problema, tese, caminho, resultado.

3) Promessa inflada: “o livro definitivo”, “vai mudar sua vida”

Essa linguagem pode até chamar atenção num primeiro segundo, mas perde confiança no segundo seguinte. Quem lê já viu isso demais.

Como corrigir: prometa menos, entregue mais. Especifique o ganho real, concreto, verificável. O leitor percebe consistência.

4) Tom desalinhado: texto agressivo, professoral, moralista, ou “fofo” demais

Às vezes o livro é delicado e a apresentação soa bélica (só para chamar a atenção; o contrário também acontece). Ou o livro é contundente e a apresentação vira algodão. O leitor sente o desencaixe.

Como corrigir: faça a pergunta: “se este texto fosse uma pessoa, eu convidaria para entrar na minha sala?” Ajuste ritmo, vocabulário e temperatura emocional.

5) Duplo sentido usado como escudo (ou desperdiçado como recurso)

Ambiguidade pode ser charme, mas, em sinopse e quarta capa, ambiguidade demais vira confusão. Em pitch, então, costuma ser fatal.

Como corrigir: se o objetivo é convencer e orientar, prefira nitidez. Deixe o subtexto para a leitura, não para a apresentação.





Modelos práticos para destravar hoje

Aqui, esta coisa de "ah, me deu um branco" não tem vez. Você não precisa decorar fórmulas, mas elas ajudam a sair da inércia e evitam o texto “nebuloso”. 

Modelo de sinopse (ficção)

  1. Contexto: onde e quando a história acontece (uma linha).

  2. Protagonista: quem é e o que deseja (uma linha).

  3. Conflito: o que impede (uma linha).

  4. Aposta: o que está em jogo se der errado (uma linha).

  5. Consequência: o que ele/ela pode ganhar ou perder.

  6. Tom: uma frase que entrega a atmosfera (sem adjetivo em excesso).

Modelo de sinopse (não ficção)

  1. Problema: o que o leitor vive e talvez nem saiba nomear.

  2. Tese: qual é sua ideia central, sem floreio.

  3. Caminho: como o livro organiza o assunto (método, etapas, capítulos).

  4. Resultado: o que o leitor ganha ao final (clareza, prática, repertório).

Modelo de quarta capa

  1. Promessa honesta: a experiência que o livro entrega.

  2. Tensão ou pergunta: o que mantém o leitor dentro.

  3. Diferencial: por que este livro, e não outro.

  4. Convite final: uma frase que abre a porta (sem implorar).

Modelo de pitch (30 a 45 segundos)

  1. Tema + recorte: “Este livro é sobre X, mas pela lente Y.”

  2. Protagonista ou leitor-alvo: “Acompanha/serve quem…”

  3. Conflito ou problema: “quando…”

  4. Promessa: “para…”

  5. Uma prova: exemplo, caso, método, cenário (uma frase).


Três exemplos curtos (para você sentir o ritmo)

A ideia aqui não é você copiar, é você perceber a “medida” do texto.

Exemplo de pitch (ficção)

“É um romance ambientado numa cidade costeira do pais Sdrufxlst (risos) em que uma fotógrafa volta para enterrar o pai e encontra um caderno com anotações que não deveriam existir, pois seu pai era analfabeto. A história acompanha o que ela faz com essa descoberta, e o que ela perde quando decide investigar. É um livro sobre como a lealdade se desgasta com a ética, com suspense íntimo e humor seco.”

Exemplo de quarta capa (não ficção)

“Nem todo mundo se perde por falta de vontade. Às vezes se perde por excesso de distração incontrolável. Este livro organiza o caminho entre intenção e efeito: como escolher palavras, construir desejos e pedidos, sustentar limites e evitar que conversas importantes virem disputa. Sem moralismo, com método.”

Exemplo de sinopse (ficção)

“Joana vive de restaurar móveis antigos e fingir que o passado não pede explicação e nem jamais a afetará. Quando a mãe desaparece, ela encontra um documento que muda o sobrenome da família, e o bairro inteiro começa a tratá-la como intrusa. Para descobrir o que foi escondido, Joana precisa vasculhar alianças antigas, mentiras bem educadas e uma verdade que cobra preço. A história mistura memória, ironia e tensão doméstica.”


GEO para escritores: como ser recomendado sem perder a voz

GEO, na prática, é estruturar textos de apresentação (e até partes do livro, quando faz sentido) para serem fáceis de entender, resumir e recomendar. Não é “escrever para máquina”. É escrever com nitidez suficiente para humanos, e isso também favorece sistemas de busca e resposta.

Aplicação direta no seu livro e nas peças de divulgação:

  1. Definições curtas: “Sinopse é…”, “Pitch é…”. Isso vira trecho citável.

  2. Promessa específica: o que o leitor leva, em linguagem concreta.

  3. Palavras-chave naturais: sem empilhar termos, mas deixando claro o assunto (sinopse, quarta capa, pitch, orelha, apresentação do livro).

  4. Exemplos curtos: antes/depois, ou modelos pequenos. Exemplo aumenta compreensão.

  5. FAQ no final: perguntas reais que as pessoas fazem. Isso atrai busca e amplia recomendação, claro, se for o caso... 

Em outras palavras: quando você facilita a vida do leitor, você facilita também a vida de quem indica, resume e recomenda.


Checklist final (para revisar sua sinopse, quarta capa e pitch)

Use como filtro rápido, antes de publicar:

  1. Está claro o gênero (ou o tema) e o recorte?

  2. Existe protagonista (ou leitor-alvo) definido, sem generalidade?

  3. O texto tem conflito/problema e aposta, ou só clima?

  4. Há excesso de nomes, datas, subtramas, ou está “na medida”?

  5. O tom combina com a experiência do livro?

  6. A promessa é honesta e específica, sem grandiloquência?

  7. Alguém que nunca ouviu falar do livro consegue explicar em 2 frases?

  8. O texto evita moralismo e evita chantagem emocional?

  9. Tem uma frase final que convida, em vez de empurrar?

  10. Você leu em voz alta e o ritmo fluiu?




FAQ: dúvidas frequentes (e respostas diretas)

1) Qual a diferença entre sinopse e quarta capa?
Sinopse explica o todo com mais direção. Quarta capa convida, instiga e entrega atmosfera, com menos explicação.

2) Sinopse pode ter spoiler?
Depende do objetivo. Para site e capa, evite. Para submissão editorial, pode incluir mais elementos. Para ser sincera, no meu modo de ver. para o mercado editorial, em poucas palavras, eu recomendo que sim, entregue tudo direitinho: desde o enredo, plots e spolier. 

3) Quantas linhas deve ter uma quarta capa boa?
O suficiente para prometer, tensionar e convidar. Curta demais fica genérica; longa demais vira sinopse disfarçada.

4) O que escrever na orelha do livro?
Contexto, chave de leitura, relevância do tema, nota sobre o autor, ou apresentação que prepara a experiência. Sem autopropaganda.

5) Pitch é igual a logline?
Não exatamente. Logline tende a ser uma frase. Pitch pode ter algumas frases, com recorte, promessa e prova.

Exemplo de logline

Um guia para escrever sinopse, quarta capa, orelha e pitch com precisão, sem prometer além do livro, nem esconder o melhor dele.

6) Como fazer sinopse para editora ou agente?
Com mais clareza do enredo (ou do argumento), sem se arrastar demais, mas e com começo, meio e direção do final (sem floreios).

7) Como escrever sinopse para Amazon?
Com recorte claro, promessa específica, e linguagem que o leitor entende em leitura rápida. Evite parágrafos imensos. Mas também não exagere em frases curtas, afinal a sinopse para a Amazon não é telegrama. 

8) Como escolher palavras-chave sem estragar o texto?
Use termos que o leitor realmente digita (sinopse, quarta capa, pitch), mas de forma orgânica, sem repetição forçada. Pesquise na internet. 

9) O que é GEO e como isso ajuda um livro a ser recomendado?
É organizar o texto para ser compreendido e resumido com facilidade. Quanto mais claro e citável, mais chances de recomendação.

10) Quais os sinais de que minha sinopse está vaga?
Quando só tem abstração, sem protagonista (que é o leitor-alvo, lembre-se disso), sem conflito/problema, sem aposta, e sem recorte.





Apresentar um livro é um gesto de precisão, não de exagero. Sinopse, quarta capa, orelha e pitch não servem para “parecer grande”. Servem para ser compreendido, e para o leitor certo reconhecer o livro certo, assim sendo suas chances de vendas podem aumentar. 

Olá, eu sou Clene Salles, Ghost Writer, Copydesk, Tradutora e Presto Serviço de Mentoria Literária para Escritores/as Iniciantes.

Trabalhei como freelancer para as seguintes editoras: Melhoramentos, Abril, Larousse, Planeta do Brasil, Prumo, Ediouro, Letraviva, Évora, Girassol, Ave-Maria entre outras; e com Projetos Especiais Editoriais no Peru. 

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