sábado, 11 de abril de 2026

Zéfiro e Favônio: Bons Ventos na Vida e na Escrita

Zéfiro e Favônio: Uma leitura mítica-simbólica do vento

Quando ele volta a se mover e há oportunidade de encontrar uma passagem.



Zéfiro (grego) e Favônio (sincretismo romano) revelam o sentido dos Bons Ventos na vida e na escrita, mostrando como circulação, abertura e movimento transformam o que estava parado. Há divindades antigas que não pertencem apenas ao passado. Elas permanecem como imagens de grande potência para quem cria, decide e precisa se mover.

Zéfiro, na tradição grega, e Favônio, em sua correspondência romana, nomeiam um mesmo fenômeno: o vento favorável, a brisa que chega quando algo, há tempo, pede circulação. Mais do que figuras da mitologia, esses ventos oferecem uma imagem para pensar o que, sem percebermos, perdeu o fôlego, e o que pode voltar a se mover quando encontra passagem.

Para os antigos romanos, o sopro do vento era a voz dos deuses. A ideia de "bons ventos" estava selada ao destino através do conceito de Ob portus: a oportunidade sagrada de alcançar o porto. Sob a regência dos Venti, os ventos personificados, navegar com brisas favoráveis era mais que fortuna; era a manifestação de que o universo conspirava para guiar o viajante exatamente para onde ele deveria estar. E mais ainda: na agricultura, ainda para os romanos, Favônio era o "marido da flora", aquele que fertilizava a terra.

Spoiler: Embora dialogue com a escrita, este texto não se restringe a escritores e escritoras. Ele também pode interessar a quem deseja refletir sobre os Bons Ventos e o que eles significam, de forma mais ampla, na vida.

 

Na mitologia

Zéfiro é o deus grego do vento oeste, um dos Anemoi, os ventos direcionais sob o domínio de Éolo, soberano dos ventos. Filho de Eos (a aurora) e de Astreu (associado às estrelas), ele representa o sopro mais suave entre os ventos: aquele que anuncia a primavera, abertura das flores e favorece o movimento. 

Favônio é sua correspondência romana. Em latim, a raiz do nome já indica sua natureza: favere, favorecer, inclinar-se positivamente. Um vento que não impõe, mas acompanha o percurso e sinaliza que algo começou a mudar.


Etimologia

O nome Zéfiro vem do grego Zephyros, associado ao sopro suave e à direção oeste. Já Favônio carrega, no latim, a raiz favere: favorecer, inclinar-se positivamente, soprar em direção a.

Nomes distintos, mesma essência. Culturas diferentes reconhecem e nomeiam experiências semelhantes: o vento, o ar em movimento, e sua relação direta com a vida e a propagação dela.


Simbologia 

O vento, em diversas tradições, está diretamente ligado ao sopro vital. Em grego, pneuma significa vento, alento, aquilo que anima e põe em movimento. Não se trata apenas de ar — há outra importância embutida: a propagação da vida; traz consigo o atributo da renovação; simbolicamente, Zéfiro/Favônio representa a transição do estéril para o fértil. 

O que se move não é só o que está fora, mas também o que atravessa o interior: ideias, impulsos, decisões, aquilo que pede passagem.

Nesse sentido, esses ventos podem ser lidos como imagens simbólicas do que refresca por dentro. Do que circula, do que vai além, do que leva adiante algo que já estava pronto para se mover e estabelecer-se de forma a prosperar, mas ainda não havia encontrado condição.


Éolo: soberano dos ventos

Éolo não os cria: guarda, conhece e libera. Sob seu domínio estão os Anemoi, cada um com uma direção e um atributo próprio de movimento.

Bóreas, o vento norte, traz o frio — e o frio obriga o recolhimento. Convida à pausa, ao distanciamento, ao que precisa esfriar antes de seguir.

Noto, o vento sul, chega úmido, carregado. Pode pesar, desacelerar, tornar tudo mais denso. Mas também amolece o que estava endurecido, prepara o que ainda não podia receber.

Euro, o vento leste, é seco, quente, intenso. Pode tanto ressecar quanto acender. Há momentos em que impulsiona — calor criativo. Em outros, exige atenção ao excesso.

Zéfiro, o vento oeste; Favônio: o sopro favorável; a brisa que renova, o movimento que chega quando algo, há tempo, precisava circular.


A invisibilidade do vento

O vento não se vê. O que se percebe são seus efeitos: a folha que se move, o fogo que se altera, a vela que se apaga, a semente que se espalha, a embarcação que avança.

Há forças que atuam no texto sem aparecer na superfície: o ritmo, a tensão, o corte, o subentendido, aquilo que o leitor sente sem conseguir nomear.

Há momentos em que tudo circula, avança, encontra passagem. E outros em que algo emperra, mesmo sem explicação evidente. Às vezes, é apenas excesso: de informação, de repetição, de adjetivos, de insistência. Falta ar.

E então, o que se pede não é novos ares. Para ventilar, às vezes, precisamos abandonar a resistência.


Refrescar por dentro

Respiramos o tempo todo sem perceber. O ar entra, o ar sai, e raramente nos detemos no que esse movimento contínuo representa além do biológico. Esses ventos convidam a deslocar o olhar.

Há momentos em que algo se torna represado e pede circulação, outros em que há vida, pulsação, mas falta deslocamento: ideias que tentam se mover e não encontram passagem; processos criativos que se tornam densos, não por falta de empenho, mas por falta de arejamento; situações em que uma pequena abertura já seria suficiente para permitir contato, troca, continuidade.

Nesse sentido, esses ventos não dizem apenas de um sopro que chega de fora, mas da capacidade de perceber quando algo interno precisa de movimento.


Que vento eu tenho a oferecer?

Quase sempre perguntamos o que os Bons Ventos podem nos trazer. Nem sempre dobramos, desdobramos ou invertemos a pergunta.

Que sopro eu tenho a oferecer? Que circulação eu posso gerar, em mim, ao meu redor, no que ainda está parado?

Sendo ainda mais direta:

Que bons ventos eu carrego em mim, que ainda não deixei sair, que ainda não ofereci ou não consigo desfrutar? Que palavras eu solto ao ar e que o vento irá levar? Que frescor eu tenho que inserir na minha escrita? Que brisa favorável eu posso acrescentar na minha narrativa? E na minha história pessoal, qual vento favorável eu deixei escapar?

Tenho culpa nisso? Claro que não, porque os ventos e os ciclos naturais da vida são incontroláveis, nem sempre dependem de nós; talvez seja uma questão de interdependência mesmo.

E, muitas vezes, é exatamente isso que faltava para o movimento começar.


Na prática: o apoio simbólico à escrita

Nem todo escritor trabalha de forma explícita com mitologia. Ainda assim, certas imagens simbólicas oferecem uma via de percepção mais fina do próprio fazer literário, sobretudo quando o texto entra em zonas que a técnica, sozinha, não basta para esclarecer.


Na construção de personagens

Os ventos podem servir menos como tema e mais como conformidade e destino dos personagens. Há personagens que arejam uma cena apenas por entrar nela; outros deslocam o eixo de quem os cerca. Alguns chegam como brisa, mas alteram o ambiente; outros acumulam como ar pesado, interrompem a circulação, tornam tudo mais denso. Pensar assim não substitui a elaboração psicológica, mas pode aprofundar a atmosfera interna de cada figura.

Favônio, Zéfiro e os Anemoi podem inspirar personagens que: carregam um sopro interno que ainda não foi exalado; são agentes de circulação na vida de outros personagens; atravessam momentos em que o vento muda de direção e tudo se transforma.


Na estrutura de um livro

Essa composição também oferece uma leitura ou releitura. Certos capítulos pedem contenção; outros reclamam abertura. Há trechos que precisam rarefazer a linguagem para que o leitor volte a respirar, e há passagens em que o adensamento é necessário, desde que não sufoque. O problema não está na densidade em si, mas na falta de modulação.

Essas imagens podem orientar: capítulos que marcam mudanças de ritmo e de direção narrativa; momentos em que a história precisa respirar antes de avançar; a alternância entre cenas densas e cenas que arejam; passagens em que há "ares" que transformam os eventos, pessoas, circunstâncias.


No processo criativo

O escritor pode usar essas figuras como lentes simbólicas para se perguntar:

  • Meu texto está árido? Que leitura nova pode trazer novos ares?
  • Estou escrevendo sempre no mesmo tom, no mesmo ritmo, na mesma estrutura? Que brisa posso deixar entrar?
  • Há personagens ou cenas que não respiram; não por falta de técnica, mas por excesso de controle?
  • Estou segurando um texto na gaveta porque ainda não me sinto pronto? Que vento favorável eu precisaria sentir para deixá-lo circular?
  • Há algo na minha narrativa que está convulsionando, e que precisaria de Bóreas, ou seja, de um frio que esfria e reorganiza?
  • Estou pedindo inspiração ao vento ou estou esperando que ela venha sozinha, sem abrir nenhuma fresta?

Talvez seja esse um dos usos mais férteis dessa simbologia: não ornamentar a escrita com identidades e pulsares antigos, já cansados, mas oferecer uma linguagem para movimentos sutis que o escritor sente antes de conseguir nomear.


Exercícios dos Ventos Favoráveis

  • Pegue um trecho que não avança. Observe o que segura o movimento. Corte até algo começar a circular.
  • Escolha uma cena imóvel. Não mude o conteúdo; altere apenas onde ela começa e onde termina. Veja o que se desloca.
  • Pegue um parágrafo que diz demais. Retire metade. Leia o que permanece.
  • Leia um texto seu e localize onde há controle excessivo. Tente reescrever com leveza.
  • Leia em voz baixa; não para corrigir, apenas para perceber onde falta ar, onde não flui.
  • Releia este texto com o propósito de pensar, repensar, refletir, filosofar sobre ele até que você encaixe uma nova ideia — que pode ser incrivelmente distante de tudo o que está sendo tratado aqui: por exemplo, você pode pensar nos rios, chuva, terra, fogo, etc.


O vento espalha o que está pronto para se mover. Como seres humanos, geramos sopros e miniventos o tempo todo: nas palavras que falamos, nas ideias que compartilhamos, nas histórias que contamos. A questão não é apenas que vento está soprando sobre mim, mas que vento (quais ares) eu estou gerando ao meu redor.





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sábado, 4 de abril de 2026

A importância de reler o próprio texto

Reler o que você escreveu parece simples. Mas o autor e o leitor raramente enxergam o mesmo texto. Entenda como desenvolver esse olhar com mais precisão.



Existe um momento importante no processo da escrita: o momento de voltar ao que foi escrito e, de fato, enxergar o que está ali.

Não o que você pretendia escrever ou o que você lembra de ter escrito. Ás vezes há algo um tanto etéreo no meio disso tudo. 

O que é essencial aqui:

Ler, reler o que está, de fato, na página.

Essa diferença parece pequena. Raramente é.


A distância que o texto precisa — e que você também precisa

Antes de qualquer releitura útil, há uma condição que precisa estar presente: distância. E ela tem pelo menos três camadas que costumam ser tratadas como uma só.

A primeira é a distância cronológica — o tempo entre escrever e reler. Horas não bastam. Um dia é pouco para a maioria dos textos. Quanto mais carregado emocionalmente for o que você escreveu, mais tempo o texto precisa ficar fora do seu alcance. Uma semana muda o olhar. Um mês, às vezes, muda tudo.

A segunda é a distância energética. Sair do modo criativo não é só parar de escrever — é mudar de frequência. Fazer outra coisa, de preferência algo que não envolva linguagem: caminhar, cozinhar, dormir, ouvir música; se for ler ou assistir filmes ou séries, tente gêneros e temas que não estejam conectados com o livro que você está escrevendo. O cérebro que acabou de criar precisa desocupar aquele espaço antes de conseguir avaliar o que criou.

A terceira, e talvez a mais difícil, é a distância emocional e psíquica. Todo texto carrega um grau de apego. Você escolheu aquelas palavras, aquela estrutura, aquela abertura. Parte de você está ali. E essa presença, que é o que dá vida ao texto, é também o que dificulta enxergá-lo com clareza. Reler com apego é reler com parcialidade — você tende a defender o que escreveu antes mesmo de avaliá-lo.

Não existe fórmula para construir essa terceira distância. Mas reconhecê-la já muda a postura.  Talvez... Trabalhar a autopercepção pode colaborar no processo... Talvez... 


Reler não é revisar — e misturar os dois atrapalha os dois

Quando você relê e já quer corrigir ao mesmo tempo, o olhar fica dividido e a mente confusa, aflita. Uma parte tenta entender o fluxo, a outra já quer consertar a frase do segundo parágrafo. O resultado é que você nem acompanha o todo nem melhora as partes.

Separe as leituras.

Só leia. Sim, apenas leia. Mas tenha um bloco de notas ao lado — pode ser papel, pode ser digital, o suporte não importa. Anote apenas o essencial, não interrompa o processo de leitura ou releitura. Escreva somente o que fisgou, o que emperrou, onde sentiu uma cacofonia, onde uma frase abriu um entendimento que você não queria abrir, onde o ritmo tropeçou. Não se demore nisso, está bem? Avance. Não corrija nada ainda. O bloco existe exatamente para isso: guardar a percepção sem deixar que ela vire intervenção antes da hora.

Esse registro é mais honesto do que a memória. O que você anotou logo depois de sentir é diferente do que você vai lembrar na hora de revisar.


O leitor interno tem vícios — e pontos cegos

Há uma armadilha específica de quem relê o próprio texto: você lê o que está escrito e também o que pretendia escrever. As lacunas do texto são preenchidas automaticamente pelo que você já sabe — e o leitor real não tem essa informação.

Isso não é descuido. É estrutura cognitiva. O cérebro completa o que falta com o contexto que tem disponível. No caso do autor, esse contexto é enorme: a intenção por trás de cada frase, o que veio antes e depois no processo criativo, o que ficou de fora do texto mas ainda está na cabeça.

O problema é que esse preenchimento automático mascara exatamente os pontos onde o texto precisa de mais trabalho.

Por isso, o leitor interno — por mais treinado que seja — carrega vícios. Ele pula o que já conhece. Ele aceita o que faz sentido para ele, mesmo que não faça sentido para mais ninguém. Reconhecer isso não elimina o vício, mas coloca você em alerta para não confiar cegamente na primeira impressão que a releitura produz.


O engasgo mental como informação/referência — não como falha

Existe o tropeço interno que acontece quando o cérebro encontra algo que não consegue processar de forma automática. Nem sempre é um erro de pronúncia. É um sinal: algo ali ofereceu resistência ou o pensamento foi longe e percebeu que algo está faltando ou em excesso. 

Quando você lê em voz alta e engasga, não é o seu português que falhou. É, possivelmente, o texto avisando que aquela construção pede mais esforço ou deve ser reparada. 

Esses pontos de resistência são dados de leitura; e futuros dados de reescrita no futuro. 

Onde você precisou reler uma frase para entender, onde a respiração não coube dentro do período, onde uma palavra soou estranha ao ouvido — tudo isso vai para o bloco de notas. Não como lista de erros, mas como mapa do que merece atenção na próxima passagem.

Há também outro tipo de engasgo: o de quem lê e não acredita no que está escrito. Um diálogo que não ressoa com as características do personagem. Uma emoção declarada em vez de vivida. Uma explicação que parece estar ali para convencer o próprio autor e que está esquecendo o envolvimento do possível futuro leitor.   


FAQ
Quanto tempo devo esperar antes de reler? 

Depende do texto e do quanto você está emocionalmente envolvido com ele. Para textos mais curtos, um ou dois dias costumam ser suficientes. Para projetos mais longos ou carregados, uma semana ou mais faz diferença real. O critério não é o calendário; é quando você conseguir abrir o documento sem lembrar imediatamente de tudo que quis dizer ou se dar conta, por exemplo, que conseguiu ficar dois dias sem pensar nele. 

Bloco de notas em papel ou digital? 

O que responder mais rápido à mão. O papel tem a vantagem de não estar na mesma tela do texto, o que ajuda a manter a separação entre leitura e intervenção. Mas o que importa é anotar na hora: a percepção que não é registrada imediatamente tende a desaparecer ou a se distorcer.

Como sei quando o texto está pronto para uma mentoria ou copydesk profissional? 

Quando você já fez o que conseguia fazer sozinho e passou a encontrar os mesmos pontos sem conseguir resolvê-los. Esse travamento é um bom sinal: significa que o texto já tem estrutura suficiente para se beneficiar de um olhar externo treinado. 

O leitor interno melhora com o tempo? 

Sim, e muito. Leitura constante de textos variados, atenção ao próprio processo e, especialmente, a experiência de ter o próprio texto trabalhado por outra pessoa — tudo isso vai afinando a percepção. O leitor interno nunca será neutro, mas pode se tornar muito mais preciso.








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sexta-feira, 27 de março de 2026

O que acontece quando o texto não avança — mesmo havendo ideias

Há textos que não avançam mesmo com boas ideias... Entenda como identificar o que impede a escrita de estruturar e desenvolver aquilo que já existe dentro de você.




Sabe aquele momento em que você não sabe se está mergulhado no caos ou se é o vazio atrevido que começa a se insinuar? A confusão parece ocupar cada espaço? 

Fique aqui: vamos dar nome e direção ao que lateja na hora de escrever; quando os dedos na tela ou no caderno (como se tivessem vontade própria) se recusam a corresponder.

Não é falta de assunto, nem ausência de repertório. A ideia existe, às vezes até com nitidez: você sabe o que quer dizer, reconhece o ponto central, enxerga cenas, argumentos ou imagens. Ainda assim, o texto não avança.

Ele começa. Primeiras palavras. Para. Duvida. Passa a dúvida. Retorna. Escapa.

E, quanto mais se tenta insistir, mais ele se contorce e resiste.


Quando a dificuldade não está na ideia, mas na construção

Possivelmente o problema não está no que se quer dizer, mas em como isso se sustenta, se organiza, se desdobra por escrito.

A ideia pode estar clara internamente, mas ainda não se organiza no papel. Falta sequência, encadeamento, continuidade. As frases não se apoiam, os parágrafos não se desenvolvem, e o texto não ganha corpo.

Isso costuma gerar uma sensação específica: a de estar sempre começando, sem conseguir avançar de fato.

Talvez falte chão. Mas o que seria esse chão, aqui?

Pode ser estrutura mínima. Pode ser um esboço que ainda não foi feito. 

Uma sugestão: Fichas de personagens, um rascunho do universo, anotações mais organizadas — às vezes, não é a ideia que precisa de mais força, é o terreno que ainda não foi preparado.


O excesso também interrompe

Existe uma ideia (pré-concebida) meio repetida — quase automática — de que travamento vem da falta: seja de ideia, inspiração, repertório… o tal “bloqueio criativo”. 

Pode ser que sim. Pode ser que não. Mas nem sempre.

Há textos que não avançam justamente porque há demais:

  • caminhos possíveis
  • interpretações que se abrem sem parar
  • variações que não chegam a se fixar

O texto não para por ausência, mas talvez... esteja sendo difícil decidir.

Provavelmente, o ponto aqui seja a coragem de escolher. 

Escolher um caminho. Sustentar essa escolha e o caminho. E aceitar que, ao fazer isso, outras possibilidades ficam de fora. E está tudo bem! 


Quando a expectativa interfere

E, quando isso acontece, escrever deixa de ser um gesto mais solto, mais divertido e começa a ganhar uma espécie de tensão. 

Você escreve um parágrafo e já olha para ele com desconfiança. Volta. “Não, não está perfeito.” Ajusta. Procura no dicionário. Revisa. Edita. Entra um calor pela mandíbula e, na impaciência, você decide apagar.

Por favorzinho, não apague. Deixe como está e reinicie o parágrafo. Às vezes, ele pode se completar em outro espaço.

É como se algo ali precisasse de um cuidado especial… Por outro lado, o cuidado excessivo, justo no momento criativo, pode virar trava. Fique de olho e seja mais complacente com a sua escrita.

Se fizer assim, o texto avança.


O texto ainda não encontrou o seu ritmo

Alguns textos precisam de um certo tempo até engrenar. Não é sobre ter ou não ter ideias, é sobre encontrar um jeito de seguir: mais direto, mais sinuoso, mais fragmentado, mais contínuo… cada texto irá responder num andamento próprio.

Novamente, voltamos para a questão: decida, escolha. Pelo menos até deslanchar um pouco. Depois você pode des-decidir ou des-escolher (risos) e tente novos rumos. 

Enquanto isso não se mostra, tudo parece meio desalinhado mesmo. 

E aí vem aquela sensação incômoda de que tem algo errado. E, quero deixar claro aqui, que não tem nada errado não, combinado? Talvez seja bacana lembrar: pensar e escrever é o primeiro passo; repensar e reescrever é a jornada. 

Às vezes, o texto só ainda não encontrou o seu jeito de acontecer.


Quando o autor já sabe demais

Faz alguns dias, estive conversando com uma advogada e, logo depois, chegou outra profissional da mesma área. Nem preciso dizer que, depois de 10 minutos de conversa entre elas, eu não entendia absolutamente nada. Em seguida, li os textos delas e brinquei: “Onde está a tecla SAP?” (risos)

Vamos ao caso do escritor/a que ama o mundo da leitura e os assuntos editoriais. Posso até afirmar que quem se dedica à escrita também desenvolve uma linguagem própria entre seus pares.

Quando há consciência técnica, referências, noções de estrutura, de estilo, de efeito, tudo isso pode interferir no fluxo inicial. A escrita deixa de ser tentativa e expressão criativa e passa a ser uma construção monitorada desde o primeiro momento.

Importante lembrar que, como em todo processo de construção, para caminhar é preciso ter a consciência de que o desenvolvimento é inerente antes da edificação final. O texto vai sendo elaborado, encaixado…


Há um ponto em que é preciso escrever mesmo sem certeza

Nem todo avanço vem da clareza. Talvez seja interessante permitir-se escrever alguns textos para nada, por nada — afinal, a única pessoa que irá ler, pelo menos na fase inicial, é você mesma.

Há um estágio em que a escrita só se revela enquanto acontece. Esperar que tudo esteja no ápice da inspiração criativa, que tudo ao redor esteja na mais perfeita harmonia (sorry, aqui tem um pouco de ironia, para descontrair), que tudo esteja resolvido antes de escrever, pode manter o texto eternamente em estado de intenção.

Em alguns momentos, avançar significa aceitar (de verdade!) a imperfeição provisória:

  • sustentar frases ainda instáveis
  • permitir que o texto exista antes de ser compreendido por completo

É uma etapa. E ela também é importante.


Um deslocamento possível

Em vez de perguntar “por que não consigo escrever?”, talvez seja mais honesto perguntar:

O que, aqui, ainda não estou conseguindo estruturar?

Essa pequena mudança não resolve imediatamente o travamento. Mas muda a forma de olhar.

E, às vezes, é isso que permite que o texto volte a avançar — não por insistência, mas porque algo começa, aos poucos, a se organizar.








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domingo, 22 de março de 2026

Diferença entre autoestima, amor-próprio e autoconfiança (entre outros) — e o que isso tem a ver com a escrita

Autoestima, autorrespeito, amor-próprio, autoconfiança… por que confundimos tanto essas ideias?



Diferenças entre autoestima, amor-próprio, autorrespeito (entre outros) e como esses conceitos influenciam a forma de viver, conviver e escrever.


Antes de falar em autoestima, amor-próprio, autoconfiança, e os demais....

Existe algo mais básico e, ao mesmo tempo, mais difícil: perceber a si mesmo com alguma clareza. 

Autopercepção é a capacidade de notar como reagimos, como pensamos, como nos posicionamos diante das situações.

Autoconhecimento é o passo seguinte, quando aquilo que foi percebido começa a fazer sentido, revela padrões, mostra limites, revela também forças que nem sempre sabíamos que estavam ali.

Sem esses dois pontos de apoio, as palavras que usamos para falar de nós mesmos se tornam imprecisas. 

A pessoa diz que precisa de mais autoestima quando, na verdade, sente que talvez o direito de ocupar um espaço esteja sendo (todo dia, toda hora) deslocado, onde o espaço que lhe pertence parece se desfazer. 

Fala em amor-próprio quando o problema é não saber (talvez) estabelecer limites. 

Busca autoconfiança, mas provavelmente esteja com dificuldades de assumir responsabilidades. Em outros casos, acredita estar se respeitando, quando apenas repete regras que nunca chegou a examinar ou questionar.

Existem dois outros conceitos que é oportuno revisarmos: autoaceitação — que não é resignação abatida, pálida: é o ponto de partida para ajustar novos caminhos; autocrítica — quando é construtiva funciona como uma bússola para o aperfeiçoamento pessoal e na escrita; ao focar em soluções e aprendizado, mas torna-se "estranhamente delicada" quando se transforma em um julgamento constante, severo e punitivo que paralisa a ação e corrói a autoestima.

Outro motivo para tanta confusão é que essas qualidades não existem isoladas. 

Elas se formam na relação com o mundo, com o grupo e com as experiências que acumulamos ao longo da vida. 

Podem se enfraquecer, podem se tornar rígidas, podem se distorcer, podem até se transformar no oposto daquilo que deveriam ser. O mesmo traço que sustenta alguém em certas circunstâncias, em outras pode deixar a pessoa/personagem sem energia, confusa... 

Por isso, distinguir alguns desses conceitos não é um exercício teórico. Ajuda a compreender por que reagimos como reagimos (e os personagens também) — e colabora com quem escreve para construir personagens menos esquemáticos e mais humanos.

A seguir, organizo (porque fiz uma demorada pesquisa) algumas dessas ideias, não como definições fechadas, mas como pontos de referência; levando em conta também que além de escritora, ghost writer, copydesk, tradutora, por muitos anos atuei também na área de terapias complementares. 




Autoestima: o lugar que eu sinto que ocupo

A autoestima costuma ser entendida como o valor que damos a nós mesmos, mas esse valor não nasce no/do vazio. Ele se forma sempre em relação ao ambiente, às pessoas com quem convivemos, às expectativas que nos cercam, com tudo o que conseguimos desenvolver (em termos de capacitação (também!)). 

Há momentos em que nos sentimos adequados, capazes, pertencentes. Em outros, a sensação é de deslocamento, como se estivéssemos fora do lugar. Essa oscilação faz parte da própria natureza da autoestima, e é inerente a experiência humana.

Quando ela se fragiliza, qualquer comparação parece desfavorável; e se infla demais, surge a necessidade de provar superioridade ou de disputar espaço o tempo todo.

Em um ponto mais estável, a pessoa consegue reconhecer suas qualidades sem perder a noção de que faz parte de um conjunto maior.

Autoestima não é sentir-se melhor que os outros, nem pior. É conseguir situar-se e ao localizar-se sentir-se bem com isso e diante disso.



Autorrespeito: o limite interno e que, quando necessário, deve reverberar no externo 

Trata-se de algo mais silencioso: a percepção de que existe um ponto além do qual não devemos ir contra nós mesmos.

Esse limite nem sempre é fácil de identificar, porque muitas vezes ele se mistura com normas aprendidas, crenças herdadas ou expectativas externas. 

Há pessoas que se dizem firmes em seus princípios, quando na verdade apenas repetem regras "adquiridas" e nunca pararam para refletir se isso realmente tem conexão com sua essência pessoal. 

Há outras que, com medo de parecerem duras, acabam cedendo onde não deveriam.

Quando o autorrespeito se enfraquece, a pessoa tolera o que a fere, e no momento em que se torna rígido demais, transforma-se em inflexibilidade, orgulho ou incapacidade de rever posições.

Entre a submissão e a rigidez existe um ponto mais difícil, onde a pessoa consegue manter a própria dignidade sem precisar endurecer.


Amor-próprio: não se abandonar, mesmo quando falha

Amor-próprio costuma ser confundido com autoestima, mas não é a mesma coisa.

A autoestima varia conforme o que acontece; o amor-próprio aparece justamente quando as coisas não saem como gostaríamos.

Ele se revela na maneira como tratamos a nós mesmos depois de errar, perder, decepcionar ou fracassar.
Algumas pessoas se atacam sem piedade. Outras se protegem tanto que deixam de reconhecer qualquer responsabilidade.

O amor-próprio não está nem na autocrítica cruel nem na indulgência permanente. Está na capacidade de continuar do próprio lado, sem negar o erro, mas sem transformar o erro em condenação.

Quem não desenvolve esse cuidado interno passa a depender demais da aprovação alheia — ou, no extremo oposto, se fecha em uma defesa constante.


Autoconfiança e autoeficácia: acreditar, agir, responder pelas consequências

Autoconfiança diz respeito à sensação de ser capaz de realizar algo.

Ela costuma variar conforme a área da vida, a experiência e o contexto. Alguém pode sentir segurança no trabalho e hesitar diante de situações afetivas, ou o contrário.

Já a autoeficácia tem uma nuance diferente. Está ligada à percepção de que nossas ações produzem efeitos, de que aquilo que fazemos interfere no resultado, mesmo quando não controlamos tudo.

Quando essa percepção falta, surge a sensação de impotência: nada depende de mim, nada adianta, nada muda.

E na fase onde há exagero, aparece a ilusão de controle absoluto, como se tudo fosse consequência exclusiva da própria vontade.

Entre esses extremos está a responsabilidade pessoal, que não significa carregar o mundo nas costas, mas reconhecer onde podemos agir e onde precisamos aceitar limites.

Para quem escreve, isso é muito visível: há quem espere inspiração, e há quem escreve mesmo assim.





Autovalor: a sensação de dignidade que não depende de comparação

Autovalor é mais profundo do que autoestima. 

Não se baseia em desempenho, aprovação ou reconhecimento, mas na sensação de que a própria existência tem consistência, há relevância em relação a algum contexto e merece consideração, validação.

Quando esse fundamento é instável, a pessoa precisa demonstrar (exaustivamente) o tempo todo que merece estar onde está.

E se distorce, pode surgir a crença de que apenas ela tem valor, e que os outros são descartáveis.

Há um aspecto pouco comentado aqui: o autovalor dificilmente se sustenta quando não conseguimos perceber valor no/do outro. 

Quem só enxerga defeitos ao redor costuma viver em permanente ameaça, como se o próprio valor estivesse sempre em risco.

O escritor/a pode se empenhar  em reconhecer dignidade fora de si não diminui a própria. Ao contrário, costuma fortalecê-la.


Autoconceito 

Imagine que alguém te pergunta, diretamente: quem você é? A resposta que você daria — em voz alta ou só dentro de si — é o seu autoconceito. Ele é feito de palavras, de crenças, de memórias que se solidificaram em identidade. É a frase que começa com "eu sou": criativa, tímido/a, forte, difícil de amar, capaz.

O autoconceito é relativamente estável. Ele não muda a cada manhã ruim ou a cada elogio recebido. É uma estrutura — às vezes libertadora, às vezes traz o sentimento de estarmos enlatados num conceito ou pré-conceito. 

Escritores conhecem bem esse fenômeno: personagens com autoconceitos rígidos são personagens que precisam ser sacudidos pela história para crescerem.


Autocompaixão e autocuidado: sustentar-se sem se poupar de viver

Autocompaixão é a capacidade de olhar para a própria dor sem transformá-la em sentença.

Não se trata de fazer-se de vítima, mas de não acrescentar mais violência ao que já machuca, ou de uma experiência que deu errado. 

Algumas pessoas se tratam com uma dureza que jamais usariam com alguém querido. Outras se protegem tanto que evitam qualquer confronto com a realidade. Nenhum dos dois extremos ajuda muito.

Autocuidado, por sua vez, não é um sentimento, mas um conjunto de atitudes concretas: preservar a própria energia, respeitar limites físicos e emocionais, saber quando parar, quando pedir ajuda, quando insistir.

Sem esse cuidado, a pessoa se desgasta; já em demasia, pode acabar se afastando da vida e talvez enfraquecendo a história ou até mesmo o arco narrativo; o bacana é quando o personagem, por si próprio percebe essas diferenças. 

O ponto de sustentação não está na perfeição, mas na continuidade. Compreendo que é bom ter em conta a força da interdependência.  


Por que isso importa, na vida e na escrita

Na prática, raramente dizemos, sentimos, percebemos com precisão o que está acontecendo. 

Chamamos de insegurança aquilo que é medo de perder o lugar. Falamos em amor-próprio quando o problema (às vezes) é orgulho ferido. Atribuímos (em alguns momentos) à falta de confiança o que, na verdade, tem a ver com responsabilidade que ninguém quer assumir, e que cá entre nós, tanto na escrita como na vida, responsabilidade é algo que aprendemos (passo a passo) a construir — não nascemos e nem nos tornamos responsáveis do dia para a noite.

Quando esses conceitos se confundem, as relações ficam tensas sem que saibamos exatamente por quê.

Na literatura acontece o mesmo. Personagens se tornam rasos quando tudo se resume a “baixa autoestima” ou “excesso de ego”. Histórias ganham outra dimensão quando conseguimos perceber se alguém está lutando por reconhecimento, tentando preservar a própria dignidade, fugindo de si mesmo ou tentando provar que merece existir.

Te deixo um link aqui para criar fichas de personagens — o que pode ajudar bastante no processo.

Autopercepção e autoconhecimento não resolvem todas as contradições, mas tornam possível enxergá-las com menos ilusão. E, muitas vezes, é só a partir daí que alguma mudança começa. 

Por fim, um ponto importante para compartilhar com você que está aqui lendo (obrigada!): bem, seja na realidade ou na ficção, tais conceitos podem demandar investigação médica. Alguém que enfrente baixa autoeficácia, por exemplo, talvez apresente desequilíbrios fisiológicos que um profissional deva avaliar — visto que diversos distúrbios afetam a produtividade. Essa dinâmica enriquece a narrativa; uma personagem constantemente exausta na faixa dos 50 ou 60 anos pode, na verdade, estar atravessando os efeitos da menopausa.


Sobre mim :) 

Olá! Eu sou Clene Salles, Ghost Writer, Copydesk, Tradutora (Espanhol/Português); Presto Serviços de Mentoria Literária para Escritores Iniciantes; também trabalho com AstroEscrita. 

Além disso, para quem não sabe, eu sou Astróloga, Orientadora de Feng Shui e Litoterapeuta (segundo a tradição da MTC) há mais de 40 anos (sim, eu comecei bem jovenzinha (risos)).

Trabalhei como freelancer para as seguintes editoras: Melhoramentos, Abril, Larousse, Planeta do Brasil, Prumo, Ediouro, Letraviva, Évora, Girassol, Ave-Maria entre outras; e com Projetos Especiais Editoriais no Peru. 

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Fontes consultadas:

https://hospitalsantamonica.com.br/fortalecendo-o-amor-proprio-a-crescente-busca-por-autoestima-e-autoaceitacao/ 

https://www.scielo.br/j/estpsi/a/Zk6jY3PcvQYG5tZdXKg8fsk/?format=html&lang=pt

https://www.eca.usp.br/noticias/crp-departamento-de-relacoes-publicas-propaganda-e-turismo/como-e-construida-autopercepcao 

https://www.uniacademia.edu.br/blog/o-que-e-autoconhecimento 

https://www.psychologytoday.com/us/blog/the-main-ingredient/202303/self-confidence-vs-self-esteem

https://www.psicologossaopaulo.com.br/blog/autocompaixao/

https://es.wikipedia.org/wiki/Respeto 


 


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