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segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Dicas Para Escrever Biografias

Passo a Passo Para Escrever Uma Biografia 




Escrever uma biografia é como entrar no universo de outra pessoa e traduzir suas experiências, sentimentos e conquistas para o papel. Para os escritores iniciantes, essa pode parecer uma tarefa desafiadora, mas com algumas orientações práticas, segredos e insights, você pode criar um texto cativante que inspire seus leitores. Vamos às dicas:






1. Conheça profundamente o biografado

Antes de começar a escrever, mergulhe na vida da pessoa cuja história será contada. Faça entrevistas detalhadas, converse com familiares e amigos, pesquise documentos e materiais relevantes. Quanto mais informações você tiver, mais rica será a biografia.

Dica extra: Tente captar não apenas os fatos, mas também as emoções e motivações que guiaram o biografado ao longo de sua jornada.




2. Defina o foco da narrativa

Uma biografia não precisa ser uma lista exaustiva de eventos. Escolha os momentos mais significativos da vida do biografado que melhor representem sua essência e suas realizações.

Pergunte-se: Qual é a mensagem principal que essa biografia deve transmitir?





3. Dê voz à história

Uma biografia deve soar autêntica, como se o leitor pudesse ouvir a pessoa falando diretamente com ele. Use uma linguagem que combine com o estilo de vida e a personalidade do biografado.

Dica prática: Incorpore falas diretas, memórias e expressões próprias do biografado para aproximar o leitor da história; outra dica, faça um minidicionário do/a biografado/a das palavras e expressões mais usada por ele/ela e sempre que estiver escrevendo, recorra aos seus apontamentos.





4. Crie uma linha do tempo envolvente

Organize os eventos de forma lógica e fluida, mas não se prenda ao formato cronológico rígido. Você pode iniciar com um momento impactante e, depois, voltar no tempo para contar a origem da história.

Segredo dos escritores: Use o ritmo da narrativa para manter o interesse do leitor, alternando momentos de tensão e alívio. 






5. Humanize o biografado

Mostre as imperfeições, os erros e os desafios enfrentados pelo biografado. Isso cria uma conexão emocional com o leitor e torna a história mais realista e inspiradora.





6. Invista na ambientação

Contextualize os acontecimentos. Descreva a época, os cenários e as circunstâncias sociais que influenciaram a trajetória do biografado.

Insight especial: Detalhes vívidos ajudam o leitor a "viver" a história.






7. Revise e refine

Depois de concluir o rascunho, revise o texto com cuidado. Verifique a coerência, a precisão dos fatos e a fluidez da escrita. Se possível, peça feedback a alguém próximo ao biografado para garantir que a essência foi capturada.

Dica extra

Elabore o sumário, não somente por título de capítulo, mas também com algo que já prepare o/a leitor/a sobre o que encontrará na obra. 







Sobre Temas Irrelevantes

Um tema irrelevante em uma biografia é aquele que não contribui significativamente para a compreensão da vida, das ações ou do legado do indivíduo em questão. É importante lembrar que a relevância de um tema é relativa e pode variar dependendo do foco da biografia.


Exemplos de temas que podem ser considerados irrelevantes em determinadas biografias:

Detalhes excessivos sobre a rotina diária: A menos que esses detalhes revelem algo importante sobre a personalidade ou os hábitos de trabalho do indivíduo, eles podem ser considerados desnecessários.

Informações sobre parentes distantes: A família extensa pode ser mencionada, mas detalhar a vida de parentes que não tiveram um impacto significativo na vida do biografado pode desviar a atenção do foco principal.

Anedotas sem relevância: Histórias engraçadas ou curiosidades podem ser incluídas, mas apenas se elas contribuírem para a construção da personalidade do indivíduo ou se relacionarem com eventos importantes de sua vida.

Informações sobre hobbies ou interesses pessoais: A menos que esses hobbies ou interesses tenham tido um impacto significativo na vida ou na obra do indivíduo, eles podem ser considerados irrelevantes.


Por outro lado, temas que podem ser considerados relevantes incluem:

Infância e formação: Como a infância e a educação moldaram a personalidade e os valores do indivíduo?

Relações pessoais: Quais foram as relações mais importantes da vida do indivíduo e como elas o influenciaram?

Conquistas e desafios: Quais foram os maiores feitos do indivíduo e como ele superou os obstáculos?

Legado: Qual foi a contribuição do indivíduo para a sociedade e como ele é lembrado?


Para determinar se um tema é relevante ou não, pergunte-se:

Esse tema contribui para a compreensão da vida do indivíduo?

Esse tema revela algo importante sobre a personalidade ou os valores do indivíduo?

Esse tema conecta-se com outros eventos ou temas importantes da biografia?

Lembre-se: A relevância de um tema é uma decisão que o biógrafo deve tomar, com base em sua pesquisa e no objetivo da biografia. O que pode ser irrelevante para um biógrafo pode ser crucial para outro.





Transforme vidas em páginas inesquecíveis

Escrever uma biografia é uma forma de honrar histórias e inspirar outras pessoas. Com dedicação e sensibilidade, você pode dar voz a narrativas que ecoarão por gerações.

Gostou das dicas? Compartilhe suas dúvidas ou experiências nos comentários! Vamos juntos transformar histórias em livros inesquecíveis. ✍️✨









Olá! Eu sou Clene Salles, Ghost Writer, Copydesk e Tradutora, e ofereço Mentoria Literária para Escritores Iniciantes. 

Se você deseja aprimorar sua escrita ou começar a dar vida ao seu livro, entre em contato!

📚 Eu Ajudo Você a Escrever o Seu Livro!

📲 Fale comigo pelo WhatsApp: 11 97694-4114 ou e-mail: clenesalles@gmail.com




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Tradução Inglês/Português, Roteiro de HQ

Júlio de Andrade Filho

WhatsApp: +55 11 994032617 

E-mail: jandradefilho@gmail.com


Capa, Diagramação, Documentação do livro

Sidney Guerra

https://www.sguerra.com.br/sidney-guerra/ 


Leitura Crítica, Edição, Mentoria para autores de não ficção

Laura Bacellar

Laurabacellar@escrevaseulivro.com.br 


YouTube

Canal Escreva Seu Livro 

https://www.youtube.com/@escrevaseulivro 


Créditos das Imagens

Night Café

https://creator.nightcafe.studio/



quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Etapas de Produção de um Livro

 

Etapas de Produção de um Livro 📚✍️

Produzir um livro é uma jornada tão desafiadora quanto recompensadora. Cada etapa é fundamental para garantir que o texto chegue ao público com qualidade e impacto. Vamos explorar o processo completo, desde a concepção até a divulgação. 🚀✨







1. Definição do Gênero Literário e Estrutura Inicial 📝

Antes de escrever, é essencial saber onde sua obra se encaixa:

  • Gênero Literário: Romance, contos, poesia, autobiografia, fantasia, etc.
  • Categorias e Subcategorias: Exemplo: Um romance pode ser histórico, policial, romântico, realista, psicológico, autocura, espírita, etc. 

Esse planejamento inicial ajuda a definir o tom, o público e o propósito da sua obra. Lembre-se sempre e sempre: leia muito, pesquise muito. 🎯






2. Revisão Pós-Escrita 🔍✍️

Depois de escrever o manuscrito, é hora de polir!

  • Revise a gramática, ortografia e fluidez do texto.
  • Identifique trechos que precisam de mais clareza ou coesão.




3. Leitura Beta e Leitura Crítica 👥📖

  • Leitura Beta: Compartilhe seu texto com leitores confiáveis para obter feedback inicial. Eles podem apontar lacunas na história ou incoerências.
  • Leitura Crítica: Um especialista avalia o texto profundamente, considerando estrutura, personagens, ritmo e narrativa.





4. Edição e Copydesk ✂️🖋️

  • Edição: Ajustes mais técnicos e estruturais, garantindo que o conteúdo seja claro e envolvente.
  • Copydesk: Refinamento do texto, trabalhando estilo, tom e escolhas de palavras.






5. Revisão Ortográfica e Gramatical ✅🔤

Uma etapa minuciosa para corrigir quaisquer erros remanescentes. Aqui, cada vírgula e acento são revisados com atenção.







6. Diagramação 📐📖

Organizar o texto para que ele fique visualmente atraente no formato do livro, seja ele impresso ou digital. Isso inclui margens, fontes e espaçamentos; dê preferência, se possível, a um profissional gabaritado. 





7. Revisão de Prova da Diagramação 🧐🖹

Após a diagramação, é necessário verificar se o texto não sofreu cortes, quebras de linha inadequadas ou outros problemas visuais.





8. Formatação da Capa 🎨📕

A capa é o cartão de visitas do seu livro! Trabalhe com um designer para criar algo que traduza a essência da obra e atraia o leitor.






9. Publicação e Pós-Publicação 🌟📢

Depois que o livro estiver pronto, começa outra etapa essencial:

  • Divulgação nas Redes Sociais: Use plataformas como Instagram, Facebook e TikTok para falar sobre sua obra.
  • Eventos de Lançamento: Faça Lives, sessões de autógrafos ou palestras.
  • Marketing Digital: Invista em anúncios, parcerias com influenciadores e resenhas.






Gostou deste conteúdo?
Conseguiu compreender (direitinho!) as Etapas de Produção de um Livro?
Me conte nos comentários :) 
Ficou com dúvidas?
Eu aqui feliz em poder colaborar para que você tenha bem claro as Etapas de Produção de um Livro! Envie sua mensagem! Eu responderei o mais rápido possível :) 

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Indicações De Profissionais Que Valem Ouro

Sidney Guerra, Diagramação, capas, eBooks e distribuição
Site: sguerra.com.br
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Youtube: Canal Escreva Seu Livro

Laura Bacellar, Tarô para Escritores e Consultoria sobre o Mercado Editorial
Escreva Seu Livro
Laurabacellar@escrevaseulivro.com.br
WhatsApp +55 11 99801-3090
YouTube: Canal Escreva Seu Livro

Júlio de Andrade Filho, jandradefilho@gmail.com
WhatsApp +55 11 99403-2617
Blog O Treco Certo

Marisa Moura, Agente Literária, Obras Sob Tutela
WhatsApp +55 11 31293900
Marisa.moura@zigurate.net.br

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Gêneros Literários - para escritores iniciantes

Entenda as bases da criação literária – os fundamentos para sua jornada de escrita criativa




Gêneros Literários – explicação para escritores iniciantes

Textos Narrativos (Romance, Conto, Crônica, Fábula, Parábola, Lenda)
A narração é um dos gêneros literários mais conhecidos e apreciados, abrangendo uma variedade de formas que cativam leitores ao longo do tempo. Entre suas principais variantes, encontramos o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula, a parábola e a lenda. Cada uma dessas categorias possui características únicas que enriquecem a experiência narrativa.

O principal objetivo do texto narrativo é contar uma história, um fato que pode ser real ou imaginário. Essa narrativa não apenas relata eventos; ela busca proporcionar ao leitor uma experiência rica em informação, aprendizado ou entretenimento. A narração, portanto, tem sempre um receptor em mente, convidando-o a mergulhar em universos distintos, refletir sobre situações e, muitas vezes, se conectar emocionalmente com os personagens e suas vivências. 

Seja por meio de personagens cativantes, enredos envolventes, conflitos, obstáculos inimagináveis, problemas, confusões ou lições valiosas, a narração tem o poder de tocar a vida das pessoas, fazendo com que se sintam parte das histórias contadas. Ao explorar as diferentes variantes da narração, somos lembrados de que cada história tem seu próprio ritmo e tom, mas todas têm em comum a capacidade de nos transportar para novas realidades e nos fazer refletir sobre nossa própria existência.




Quais as diferenças básicas entre esses tipos de narração?

Conto, Crônica, Fábula, Parábola, Lenda e Romance: Diferentes Formas de Narrativa


Conto: O conto é uma narrativa curta, caracterizada por um tempo reduzido e por um número limitado de personagens que existem em função de um núcleo central. Geralmente, ele relata uma situação que pode ocorrer na vida das personagens, embora não seja comum a todos. Essa forma narrativa pode ter um caráter real ou fantástico, e o tempo pode ser abordado de maneira cronológica ou psicológica. Um exemplo notável é “O homem que sabia javanês”, de Lima Barreto; "A vez de Outubro", por Neil Gaiman; "Missa do Galo", por Machado de Assis. 

Crônica: Muitas vezes confundida com o conto, a crônica se distingue por sua abordagem dos fatos do dia a dia, relatando o cotidiano das pessoas e situações que presenciamos, frequentemente prevendo o desenrolar dos eventos. Este gênero se utiliza da ironia e, em alguns casos, do sarcasmo. As crônicas têm uma duração curta, geralmente de minutos ou horas. Um renomado cronista é Rubem Braga.

Fábula: Semelhante ao conto em extensão e estrutura, a fábula se destaca principalmente pelo seu objetivo educativo, buscando transmitir uma lição ou moral. As personagens são geralmente animais que representam comportamentos humanos. Um exemplo clássico é “A lebre e a tartaruga”, de Esopo.

Parábola: A parábola pode ser vista como a versão da fábula com personagens humanas, mantendo o mesmo propósito de ensinar. Utilizando situações cotidianas, as parábolas comunicam valores e lições. Um exemplo famoso é “O Filho Pródigo”, presente na Bíblia.

Lenda: A lenda é uma narrativa fictícia que aborda personagens ou lugares reais, entrelaçando realidade e fantasia. Essas histórias são frequentemente transmitidas por meio da oralidade, ganhando notoriedade antes de serem registradas por escrito. Um exemplo conhecido é a lenda do Curupira.

Romance: O romance, por sua vez, é uma narrativa longa que apresenta um núcleo central, mas se desdobra em múltiplas tramas que se entrelaçam ao longo do enredo. Com um grande número de personagens, o romance permite uma exploração profunda das relações humanas e dos conflitos internos. A ação é rica e variada, e a obra pode ter um caráter realista ou fantástico. Entre os elementos que compõem um romance, destacam-se a ação, o lugar, o tempo (que pode ser cronológico ou psicológico), as personagens (que podem ser planas ou redondas), a trama e o ponto de vista narrativo. Um exemplo emblemático de romance é “Dom Casmurro”, de Machado de Assis.

Cada um desses gêneros literários oferece uma rica diversidade de narrativas, permitindo aos leitores explorar diferentes aspectos da condição humana, da moralidade e da cultura em que estão inseridos.






O Romance: Estruturas e Subtópicos


O romance é um tipo de texto que, embora possua um núcleo principal, pode ter mais de um conflito, se desdobra em várias outras tramas que se entrelaçam enquanto a narrativa avança. É uma forma extensa de literatura, tanto pela quantidade de acontecimentos que narra quanto pelo tempo em que se desenrola seu enredo.

A estrutura do romance pode ser dividida em vários elementos fundamentais:


Ação: Refere-se à série de eventos que se combinam para formar o enredo da obra. É o coração pulsante da narrativa, que mantém o leitor engajado.

Lugar: São os espaços físicos onde a ação se desenrola. O ambiente pode influenciar diretamente o desenvolvimento da trama e a vida das personagens.

Tempo: Diz respeito ao “quando” da ação, incluindo as datas dos acontecimentos e a duração dos eventos narrados. O tempo pode ser visto de duas maneiras:

Tempo cronológico: Neste caso, a narrativa respeita o tempo físico, ou seja, a sequência de segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos. Assim, a ação transcorre de maneira regular e lógica.

Tempo psicológico: Aqui, o foco está no interior das personagens, em suas mentes. Este tempo mental permite que presente, passado e futuro se inter-relacionem de maneiras complexas, às vezes até se anulando.







Personagens: São os agentes da ação. Elas podem ser classificadas em:

Personagem plana, superficial, estereotipada: Comum e previsível, apresentando características limitadas; 

Personagem complexa, profunda, multidimensional: É capaz de surpreender o leitor com suas nuances e desenvolvimento.

Trama: Refere-se à história narrada, ao enredo que se desenrola ao longo do texto.

Ponto de vista: Indica o foco narrativo, ou seja, a perspectiva a partir da qual a história é contada. Existem diferentes tipos:

Narrador personagem (primeira pessoa): Participa da história, oferecendo uma visão pessoal e subjetiva dos eventos.

Narrador observador (terceira pessoa): Relata apenas o que observa, mantendo uma certa distância dos personagens.

Narrador onisciente ou onipresente (terceira pessoa): Tem total conhecimento dos fatos e das emoções das personagens, proporcionando uma visão abrangente da narrativa.

O romance, como forma narrativa, abriga uma diversidade de subgêneros, cada um com suas particularidades. A seguir, vamos explorar os principais subtópicos que compõem este gênero fascinante.






1. Romance Clássico

São enredos românticos e idealizados, ambientados em épocas passadas. Exemplos: "E o vento levou" de  Margaret Mitchell  e “Romeu e Julieta” de William Shakespeare, "Dom Quixote" de Miguel de Cervantes. 

2. Romance Contemporâneo

Ele retrata relações amorosas atuais e problemas do mundo moderno. Exemplo “O Amor nos Tempos do Cólera” de Gabriel García Márquez.

3. Romance de Época

Por definição, ele se passa em determinado período histórico e costuma envolver personagens aristocráticos. Como “Orgulho e Preconceito”, Jane Austen.

4. Romance Paranormal

Ele mistura elementos sobrenaturais com romance, como vampiros e lobisomens. Exemplo: “Crepúsculo” de Stephenie Meyer.

5. Romance de Aventura

O romance de aventura combina elementos de romance com ação e emoção. Exemplos: “Jurassic Park” de Michael Crichton e “O Conde de Monte Cristo” de Alexandre Dumas.

6. Romance Histórico

Ele se passa em períodos históricos reais e busca retratar com precisão a época. Exemplos: “A Sombra do Vento” de Carlos Ruiz Zafón e “O Pianista” de Władysław Szpilman.





7. Romantasia

Romantasia é um termo que combina elementos do romance e da fantasia. Ele se refere a obras de ficção que mesclam características típicas dos romances, como desenvolvimento de personagens, enredos complexos e temas emocionais, com os elementos da fantasia, que podem incluir mundos imaginários, criaturas mágicas, e eventos sobrenaturais.

Em uma romantasia, o foco frequentemente está nas relações interpessoais e na evolução dos personagens em um contexto fantástico. Esse gênero permite que os autores explorem questões humanas profundas e dilemas emocionais, ao mesmo tempo em que criam cenários e situações que desafiam as leis da realidade, proporcionando uma experiência de leitura rica e envolvente.

Um exemplo famoso de romantasia é a série "Coração de Tinta" de Cornelia Funke, onde personagens de um livro ganham vida e interagem com o mundo real.

8. Romance Jovem Adulto: Protagonizado por personagens adolescentes, lidando com questões típicas da juventude. Exemplo: “A Culpa é das Estrelas”, de John Green.


9. Romance de ficção científica
Ele combina elementos de ciência e tecnologia avançada, criando mundos e realidades alternativas. Um exemplo famoso é “Duna” de Frank Herbert.

10. Romance policial

Os romances policiais envolvem mistérios, investigações e crimes a serem solucionados. Talvez seja a mais popular entre suas variantes. O romance policial tem alguns elementos clássicos encontrados em todas as narrativas:

um crime (roubo ou assassinato, por exemplo);
o mistério em torno da identidade do criminoso;
um detetive (ou personagem que decide fazer a investigação);
pistas e descobertas no decorrer da obra;
a revelação, ao final da história, da autoria e do motivo do crime."

A autora mais conhecida é Agatha Christie.

11. Romance de terror

Este tipo de romance explora o medo, o sobrenatural e o suspense. Um exemplo popular é “Drácula” de Bram Stoker.

12. Romance de mistério

Os romances de mistério envolvem enigmas e segredos a serem desvendados. Um exemplo é “O Código Da Vinci” de Dan Brown. Ou “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco







13. Romance autobiográfico

Os romances autobiográficos são aqueles que revelam informações sobre a vida do autor. O escritor inclui elementos de sua vida e os mistura com o enredo do romance. 

Embora esse tipo de romance e a autobiografia tratem da vida do autor, a autobiografia é um relato factual e cronológico dos eventos da vida, enquanto o romance autobiográfico permite uma abordagem mais livre e artística. Na autobiografia, o foco está na precisão dos fatos e na linearidade da narrativa. Por outro lado, o romance autobiográfico pode distorcer a linha do tempo, criar personagens fictícios inspirados em pessoas reais e explorar temas universais, como amor, perda e identidade, de maneira mais poética e subjetiva.

Um exemplo desse gênero é “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. Ele narra a vida de Brás Cubas, um defunto que conta sua história de forma irônica e crítica, abordando temas como a hipocrisia da sociedade.  


14. Romance Autoficção: A autoficção é um gênero literário que mescla elementos autobiográficos e ficcionais, permitindo que o autor explore sua própria vida e experiências de maneira criativa. Nesse tipo de narrativa, o escritor utiliza sua própria identidade e vivências como base, mas reinterpreta e transforma esses fatos em uma obra de ficção. Isso resulta em um texto que pode ser tanto um reflexo da realidade quanto uma construção artística, desafiando as fronteiras entre verdade e imaginação. A autoficção permite uma exploração profunda da subjetividade do autor, trazendo à tona questões como memória, identidade e a natureza da narrativa, enquanto proporciona ao leitor uma experiência íntima e reflexiva. 



15. Romance Espírita: O romance espírita é um gênero literário que integra a narrativa ficcional com os princípios do espiritismo, explorando temas como reencarnação, evolução espiritual, vida após a morte e a influência dos espíritos na vida humana. Essas obras geralmente buscam não apenas entreter, mas também educar o leitor sobre as leis espirituais e morais que regem a existência, proporcionando reflexões profundas sobre a vida, a morte e as relações interpessoais. Autores como Chico Xavier, através de obras como "Nosso Lar", e André Luiz, são representantes notáveis desse gênero, que utiliza a ficção para abordar questões espirituais e filosóficas, incentivando uma compreensão mais ampla da vida e do propósito humano. O romance espírita, portanto, serve como um meio de disseminar ensinamentos espirituais de maneira acessível e envolvente, convidando os leitores a refletir sobre sua própria jornada espiritual.



16. Romance de Autoajuda ou Ficção de Cura: O romance de autoajuda é um gênero literário que combina elementos de ficção com lições e ensinamentos práticos voltados para o desenvolvimento pessoal e emocional do leitor. Essas obras costumam contar histórias envolventes, nas quais os personagens enfrentam desafios, superam dificuldades e realizam transformações em suas vidas, transmitindo mensagens de motivação, autoconhecimento e resiliência. Autores como Paulo Coelho e Elizabeth Gilbert são conhecidos por incorporar princípios de autoajuda em suas narrativas, proporcionando reflexões sobre temas como amor, propósito de vida e superação de adversidades. O romance de autoajuda, assim, não apenas entretém, mas também oferece ferramentas e inspirações para que os leitores possam aplicar em suas próprias vidas, incentivando um caminho de autodescoberta e crescimento pessoal.



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sábado, 15 de junho de 2024

Costurando fragmentos, escrevendo biografias / Palestra Gratuita / Biblioteca Raul Bopp / 19.06.2024


A palestra/aula, "Costurando fragmentos, escrevendo biografias", tem como propósito abordar a importância de registrar a própria história (autobiografia) ou de terceiros (biografia) interconectando de maneira inteligente e divertida os “capítulos” das histórias que podem transmitir importantes elementos de conhecimento, evolução pessoal, superação, resiliência, informações relevantes no campo profissional ou estudos, etc. 

Na palestra, compartilharei dicas e ferramentas para escrever uma biografia autêntica e envolvente, desde a pesquisa e organização da narrativa até a escolha do tom e estilo da escrita. Abordarei também os desafios e as recompensas de revisitar a história de vida pessoal, além de oferecer insights positivos sobre como somos; como cada um de nós, de maneira direta ou indireta, estamos interconectados com tudo e todos – mesmo que não tenhamos consciência disso.

Acredito que a palestra "Costurando fragmentos, escrevendo biografias" será uma oportunidade enriquecedora para todos os participantes, despertando a reflexão sobre a importância do registro das memórias e da autoexpressão.




"Costurando fragmentos, escrevendo biografias", por Clene Salles

Dia 19 de junho de 2024, às 10h, na Biblioteca Raul Bopp
Rua Muniz de Sousa, 1155 - Aclimação, São Paulo - SP, 01534-001
Aguardo você!
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sexta-feira, 26 de abril de 2024

Palavra (Reflexões)

 



Palavra
Falada, Ouvida, Escrita
Uma reflexão sobre o nascimento e os desejos da linguagem

 

Num dado momento esquecido ou perdido, os pensamentos se avolumaram, se inflacionaram e não havia mais como suportar os chamados insistentes da coerência.

No ar se ajeitaram essas formas, pouco a pouco.

Talvez imitássemos os sons dos animais, lá no seu início... É apenas um talvez, uma ideia furtiva.

Na complexa humanidade das elaborações, característico do bicho Homem, as palavras começaram a soltar seus cheiros e gostos, inquietudes e soluções.

Os sumérios, cerca de 3.500 anos antes da nossa era, moldaram sua escrita cuneiforme, lá na Mesopotâmia (terra entre dois rios), onde hoje é o Iraque, em tabuletas de argila. Diz a lenda que fomos moldados pela argila úmida tocada pelos deuses e deusas, e curiosamente, a escrita também. Simultaneamente, os hieróglifos no Egito, talvez um pouco antes.

Tal como a argila que moldou o homem com suas características mutáveis, as palavras seguiram o mesmo caminho (até hoje). Tanto quanto o ser humano é inconstante, os pensamentos e palavras também são.

No começo, apenas apontavam coisas mundanas (fatores econômicos e administrativos), depois as leis “morais” advindas da religiosidade cultivada.

E desde quando as palavras foram usadas como condutoras da “magia” ou instrumento “medicinal”? Como saber? Talvez uns 500.000 anos?

Palavras são medicinais? Elas curam? Como qualquer remédio, tem efeitos colaterais? Elas informam (in-forma)? Caracterizam e indicam direções da realidade? Elas querem contexto?

Configuram.

Tenho uma dúvida, ou melhor, confesso que tenho várias.

Palavras amam e são amadas? São educadas, reconhecidas e recolocadas? Quais serão seus desejos ocultos? Elas ocupam, destinam e definem lugares e querem conforto em suas mais diversas formas?

Sinto que elas pedem tempo e espaço quando são lidas ou ouvidas. Por que é tão delicado e difícil dar tempo para a palavra por nós pronunciada? Por que será que temos tanta pressa para falar e responder?

Os interlocutores, em alguns momentos, mais parecem espadachins. O que acontece conosco quando nos comunicamos? Erguemos a espada em riste e o duelo estala e insistimos em vencer a disputa verbal.

Entretanto, as palavras sonhadas, idealizadas... querem ser encontradas, almejam disponibilidade, buscam por realização – mesmo sendo fiéis aos jogos do caleidoscópio e da multifacetação.

Mesmo que a bússola da palavra insista em não mostrar o norte verdadeiro, ela quer ser respeitada por seu aspecto randômico nascida do aleatório das letras. Sabe? Aí eu começo a pensar que a palavra tem uma fantástica autoestima…

Meneio a cabeça e giro o olhar para o lado esquerdo, vejo que algumas palavras confusas pedem repouso e descanso; precisam de algo de tempo para se libertar do medo e da vergonha.

Num momento de introspecção e durante contato com o Sagrado elas pedem que as mãos possam suportar sua leveza. Que voz seja expediente.

Afinal, elas são códigos instáveis da História.

O som dela é a Era da Origem.

A palavra se espreguiça na geração dos começos.

Ela se move livremente no Caos.

E a ordem dela é o Verbo?

Ela desconhece o tempo.

Por: Clene Salles






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A importância do mistério para escritores e para a vida

Por que a busca pelo desconhecido ou a conexão com o mistério ainda molda quem escreve, quem lê e quem vive, mesmo na era das respostas pron...