Mostrando postagens com marcador conto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conto. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Gêneros Literários - para escritores iniciantes

Entenda as bases da criação literária – os fundamentos para sua jornada de escrita criativa




Gêneros Literários – explicação para escritores iniciantes

Textos Narrativos (Romance, Conto, Crônica, Fábula, Parábola, Lenda)
A narração é um dos gêneros literários mais conhecidos e apreciados, abrangendo uma variedade de formas que cativam leitores ao longo do tempo. Entre suas principais variantes, encontramos o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula, a parábola e a lenda. Cada uma dessas categorias possui características únicas que enriquecem a experiência narrativa.

O principal objetivo do texto narrativo é contar uma história, um fato que pode ser real ou imaginário. Essa narrativa não apenas relata eventos; ela busca proporcionar ao leitor uma experiência rica em informação, aprendizado ou entretenimento. A narração, portanto, tem sempre um receptor em mente, convidando-o a mergulhar em universos distintos, refletir sobre situações e, muitas vezes, se conectar emocionalmente com os personagens e suas vivências. 

Seja por meio de personagens cativantes, enredos envolventes, conflitos, obstáculos inimagináveis, problemas, confusões ou lições valiosas, a narração tem o poder de tocar a vida das pessoas, fazendo com que se sintam parte das histórias contadas. Ao explorar as diferentes variantes da narração, somos lembrados de que cada história tem seu próprio ritmo e tom, mas todas têm em comum a capacidade de nos transportar para novas realidades e nos fazer refletir sobre nossa própria existência.




Quais as diferenças básicas entre esses tipos de narração?

Conto, Crônica, Fábula, Parábola, Lenda e Romance: Diferentes Formas de Narrativa


Conto: O conto é uma narrativa curta, caracterizada por um tempo reduzido e por um número limitado de personagens que existem em função de um núcleo central. Geralmente, ele relata uma situação que pode ocorrer na vida das personagens, embora não seja comum a todos. Essa forma narrativa pode ter um caráter real ou fantástico, e o tempo pode ser abordado de maneira cronológica ou psicológica. Um exemplo notável é “O homem que sabia javanês”, de Lima Barreto; "A vez de Outubro", por Neil Gaiman; "Missa do Galo", por Machado de Assis. 

Crônica: Muitas vezes confundida com o conto, a crônica se distingue por sua abordagem dos fatos do dia a dia, relatando o cotidiano das pessoas e situações que presenciamos, frequentemente prevendo o desenrolar dos eventos. Este gênero se utiliza da ironia e, em alguns casos, do sarcasmo. As crônicas têm uma duração curta, geralmente de minutos ou horas. Um renomado cronista é Rubem Braga.

Fábula: Semelhante ao conto em extensão e estrutura, a fábula se destaca principalmente pelo seu objetivo educativo, buscando transmitir uma lição ou moral. As personagens são geralmente animais que representam comportamentos humanos. Um exemplo clássico é “A lebre e a tartaruga”, de Esopo.

Parábola: A parábola pode ser vista como a versão da fábula com personagens humanas, mantendo o mesmo propósito de ensinar. Utilizando situações cotidianas, as parábolas comunicam valores e lições. Um exemplo famoso é “O Filho Pródigo”, presente na Bíblia.

Lenda: A lenda é uma narrativa fictícia que aborda personagens ou lugares reais, entrelaçando realidade e fantasia. Essas histórias são frequentemente transmitidas por meio da oralidade, ganhando notoriedade antes de serem registradas por escrito. Um exemplo conhecido é a lenda do Curupira.

Romance: O romance, por sua vez, é uma narrativa longa que apresenta um núcleo central, mas se desdobra em múltiplas tramas que se entrelaçam ao longo do enredo. Com um grande número de personagens, o romance permite uma exploração profunda das relações humanas e dos conflitos internos. A ação é rica e variada, e a obra pode ter um caráter realista ou fantástico. Entre os elementos que compõem um romance, destacam-se a ação, o lugar, o tempo (que pode ser cronológico ou psicológico), as personagens (que podem ser planas ou redondas), a trama e o ponto de vista narrativo. Um exemplo emblemático de romance é “Dom Casmurro”, de Machado de Assis.

Cada um desses gêneros literários oferece uma rica diversidade de narrativas, permitindo aos leitores explorar diferentes aspectos da condição humana, da moralidade e da cultura em que estão inseridos.






O Romance: Estruturas e Subtópicos


O romance é um tipo de texto que, embora possua um núcleo principal, pode ter mais de um conflito, se desdobra em várias outras tramas que se entrelaçam enquanto a narrativa avança. É uma forma extensa de literatura, tanto pela quantidade de acontecimentos que narra quanto pelo tempo em que se desenrola seu enredo.

A estrutura do romance pode ser dividida em vários elementos fundamentais:


Ação: Refere-se à série de eventos que se combinam para formar o enredo da obra. É o coração pulsante da narrativa, que mantém o leitor engajado.

Lugar: São os espaços físicos onde a ação se desenrola. O ambiente pode influenciar diretamente o desenvolvimento da trama e a vida das personagens.

Tempo: Diz respeito ao “quando” da ação, incluindo as datas dos acontecimentos e a duração dos eventos narrados. O tempo pode ser visto de duas maneiras:

Tempo cronológico: Neste caso, a narrativa respeita o tempo físico, ou seja, a sequência de segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos. Assim, a ação transcorre de maneira regular e lógica.

Tempo psicológico: Aqui, o foco está no interior das personagens, em suas mentes. Este tempo mental permite que presente, passado e futuro se inter-relacionem de maneiras complexas, às vezes até se anulando.







Personagens: São os agentes da ação. Elas podem ser classificadas em:

Personagem plana, superficial, estereotipada: Comum e previsível, apresentando características limitadas; 

Personagem complexa, profunda, multidimensional: É capaz de surpreender o leitor com suas nuances e desenvolvimento.

Trama: Refere-se à história narrada, ao enredo que se desenrola ao longo do texto.

Ponto de vista: Indica o foco narrativo, ou seja, a perspectiva a partir da qual a história é contada. Existem diferentes tipos:

Narrador personagem (primeira pessoa): Participa da história, oferecendo uma visão pessoal e subjetiva dos eventos.

Narrador observador (terceira pessoa): Relata apenas o que observa, mantendo uma certa distância dos personagens.

Narrador onisciente ou onipresente (terceira pessoa): Tem total conhecimento dos fatos e das emoções das personagens, proporcionando uma visão abrangente da narrativa.

O romance, como forma narrativa, abriga uma diversidade de subgêneros, cada um com suas particularidades. A seguir, vamos explorar os principais subtópicos que compõem este gênero fascinante.






1. Romance Clássico

São enredos românticos e idealizados, ambientados em épocas passadas. Exemplos: "E o vento levou" de  Margaret Mitchell  e “Romeu e Julieta” de William Shakespeare, "Dom Quixote" de Miguel de Cervantes. 

2. Romance Contemporâneo

Ele retrata relações amorosas atuais e problemas do mundo moderno. Exemplo “O Amor nos Tempos do Cólera” de Gabriel García Márquez.

3. Romance de Época

Por definição, ele se passa em determinado período histórico e costuma envolver personagens aristocráticos. Como “Orgulho e Preconceito”, Jane Austen.

4. Romance Paranormal

Ele mistura elementos sobrenaturais com romance, como vampiros e lobisomens. Exemplo: “Crepúsculo” de Stephenie Meyer.

5. Romance de Aventura

O romance de aventura combina elementos de romance com ação e emoção. Exemplos: “Jurassic Park” de Michael Crichton e “O Conde de Monte Cristo” de Alexandre Dumas.

6. Romance Histórico

Ele se passa em períodos históricos reais e busca retratar com precisão a época. Exemplos: “A Sombra do Vento” de Carlos Ruiz Zafón e “O Pianista” de Władysław Szpilman.





7. Romantasia

Romantasia é um termo que combina elementos do romance e da fantasia. Ele se refere a obras de ficção que mesclam características típicas dos romances, como desenvolvimento de personagens, enredos complexos e temas emocionais, com os elementos da fantasia, que podem incluir mundos imaginários, criaturas mágicas, e eventos sobrenaturais.

Em uma romantasia, o foco frequentemente está nas relações interpessoais e na evolução dos personagens em um contexto fantástico. Esse gênero permite que os autores explorem questões humanas profundas e dilemas emocionais, ao mesmo tempo em que criam cenários e situações que desafiam as leis da realidade, proporcionando uma experiência de leitura rica e envolvente.

Um exemplo famoso de romantasia é a série "Coração de Tinta" de Cornelia Funke, onde personagens de um livro ganham vida e interagem com o mundo real.

8. Romance Jovem Adulto: Protagonizado por personagens adolescentes, lidando com questões típicas da juventude. Exemplo: “A Culpa é das Estrelas”, de John Green.


9. Romance de ficção científica
Ele combina elementos de ciência e tecnologia avançada, criando mundos e realidades alternativas. Um exemplo famoso é “Duna” de Frank Herbert.

10. Romance policial

Os romances policiais envolvem mistérios, investigações e crimes a serem solucionados. Talvez seja a mais popular entre suas variantes. O romance policial tem alguns elementos clássicos encontrados em todas as narrativas:

um crime (roubo ou assassinato, por exemplo);
o mistério em torno da identidade do criminoso;
um detetive (ou personagem que decide fazer a investigação);
pistas e descobertas no decorrer da obra;
a revelação, ao final da história, da autoria e do motivo do crime."

A autora mais conhecida é Agatha Christie.

11. Romance de terror

Este tipo de romance explora o medo, o sobrenatural e o suspense. Um exemplo popular é “Drácula” de Bram Stoker.

12. Romance de mistério

Os romances de mistério envolvem enigmas e segredos a serem desvendados. Um exemplo é “O Código Da Vinci” de Dan Brown. Ou “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco







13. Romance autobiográfico

Os romances autobiográficos são aqueles que revelam informações sobre a vida do autor. O escritor inclui elementos de sua vida e os mistura com o enredo do romance. 

Embora esse tipo de romance e a autobiografia tratem da vida do autor, a autobiografia é um relato factual e cronológico dos eventos da vida, enquanto o romance autobiográfico permite uma abordagem mais livre e artística. Na autobiografia, o foco está na precisão dos fatos e na linearidade da narrativa. Por outro lado, o romance autobiográfico pode distorcer a linha do tempo, criar personagens fictícios inspirados em pessoas reais e explorar temas universais, como amor, perda e identidade, de maneira mais poética e subjetiva.

Um exemplo desse gênero é “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. Ele narra a vida de Brás Cubas, um defunto que conta sua história de forma irônica e crítica, abordando temas como a hipocrisia da sociedade.  


14. Romance Autoficção: A autoficção é um gênero literário que mescla elementos autobiográficos e ficcionais, permitindo que o autor explore sua própria vida e experiências de maneira criativa. Nesse tipo de narrativa, o escritor utiliza sua própria identidade e vivências como base, mas reinterpreta e transforma esses fatos em uma obra de ficção. Isso resulta em um texto que pode ser tanto um reflexo da realidade quanto uma construção artística, desafiando as fronteiras entre verdade e imaginação. A autoficção permite uma exploração profunda da subjetividade do autor, trazendo à tona questões como memória, identidade e a natureza da narrativa, enquanto proporciona ao leitor uma experiência íntima e reflexiva. 



15. Romance Espírita: O romance espírita é um gênero literário que integra a narrativa ficcional com os princípios do espiritismo, explorando temas como reencarnação, evolução espiritual, vida após a morte e a influência dos espíritos na vida humana. Essas obras geralmente buscam não apenas entreter, mas também educar o leitor sobre as leis espirituais e morais que regem a existência, proporcionando reflexões profundas sobre a vida, a morte e as relações interpessoais. Autores como Chico Xavier, através de obras como "Nosso Lar", e André Luiz, são representantes notáveis desse gênero, que utiliza a ficção para abordar questões espirituais e filosóficas, incentivando uma compreensão mais ampla da vida e do propósito humano. O romance espírita, portanto, serve como um meio de disseminar ensinamentos espirituais de maneira acessível e envolvente, convidando os leitores a refletir sobre sua própria jornada espiritual.



16. Romance de Autoajuda ou Ficção de Cura: O romance de autoajuda é um gênero literário que combina elementos de ficção com lições e ensinamentos práticos voltados para o desenvolvimento pessoal e emocional do leitor. Essas obras costumam contar histórias envolventes, nas quais os personagens enfrentam desafios, superam dificuldades e realizam transformações em suas vidas, transmitindo mensagens de motivação, autoconhecimento e resiliência. Autores como Paulo Coelho e Elizabeth Gilbert são conhecidos por incorporar princípios de autoajuda em suas narrativas, proporcionando reflexões sobre temas como amor, propósito de vida e superação de adversidades. O romance de autoajuda, assim, não apenas entretém, mas também oferece ferramentas e inspirações para que os leitores possam aplicar em suas próprias vidas, incentivando um caminho de autodescoberta e crescimento pessoal.



Olá! Eu sou Clene Salles, Ghost Writer, Copydesk e Tradutora, e ofereço Mentoria Literária para Escritores Iniciantes. Se você deseja aprimorar sua escrita ou começar a dar vida ao seu livro, entre em contato!

📚 Eu ajudo você a escrever o seu livro!
📲 Fale comigo pelo WhatsApp: 11 97694-4114


Indicações de outros profissionais (excelentes!) que também ajudam (muito!) para que você publique o seu livro:

Tradução Inglês/Português, Roteiro de HQ

Júlio de Andrade Filho

WhatsApp: +55 11 994032617


Capa, Diagramação, Documentação do livro

Sidney Guerra

https://www.sguerra.com.br/sidney-guerra/ 


Leitura Crítica, Edição, Mentoria para autores de não ficção

Laura Bacellar

Laurabacellar@escrevaseulivro.com.br 


quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Exemplo de MiniCrônica

Esta minicrônica é verdade.

"A resposta do Pedrinho"


#ÉVerdadeEstaMiniCrônica





***

"A resposta do Pedrinho"


Biblioteca, uma caminhada no parque... Isso mesmo! Eu vou!

Na imaginação sempre as coisas são fáceis. Até ficar dentro da biblioteca por algumas horas pesquisando, tudo bem, lá dentro é agradável, fresquinho. Delícia!

Como eu tinha me programado para andar e não gosto de voltar atrás quando me autocomprometo, saí da biblioteca e segui em frente rumo ao parque, mesmo no baita calorão.

Comprei uma água e fui.

Pensei: "Não basta o sol quase que ocupar todo o céu, ele tem que reverberar aqui por estas bandas e nos entorpecer. Parece que ele invade todas as coisas, todas as frestas, até o nada do átomo. A ardência dos raios solares provoca um som meio diferente aqui no parque. Que estranho... Até o ar tem cheiro de calor!"

Na minha piada interna ei fiquei imaginado o spin do átomo pedindo ventilador. Ri comigo mesma.

Bem, piadas bobas de lado, é fato, fatérrimo: Essa quentura está me deixando zonza.

Depois de andar por mais alguns minutos, comecei a olhar por todos os lados em busca de um banco para sentar e, quem sabe, com algum descanso ajudasse a lidar com a temperatura. Tive a sorte de encontrar um banco que recebia a sombra de uma árvore.

A mãe com seus dois filhos se dirigem na minha direção e logo vou criando espaço para que eles sentem ao meu lado. Um deles ainda bebê no carrinho, dormia. O outro (deve ter uns 6 ou 7 anos) suado, carregando brinquedos não parava um segundo. Que tanta energia!

A mãe aflita, começa:

— Pedrinho, você não para. Como pode? Você tem que parar com isso... Não deve mais fazer aquilo... Não fale assim... Olha como você está... Assim não dá... E tem mais... E isso... E mais aquilo... Você não tem jeito mesmo... Blá, blá, blá, blá...

Eu calada estava, muda fiquei. Mas, ela seguia:

Blá, blá, blá, blá....

De repente, o menino Pedrinho olhou profundamente para os olhos da mãe e ela magicamente calou-se. Em seguida, ele soltou:

— Mãe. Eu acho que está na hora de limpar o umbigo. O meu e o seu.

Eu não me contive e comecei a rir. Não, não comecei a rir, eu cai na gargalhada mesmo. E em seguida, a mãe também não se conteve e começou a rir também.

— Desculpe — disse eu. Não tive como controlar minha gargalhada.

E quase como transmissão de pensamento, nós duas falamos simultaneamente...

— Freud explica!

Pensei comigo: "Errado, o menino não está."

***

É sério, nunca imaginei que um dia fosse testemunhar algo assim.

***

Quando eu falo para os #escritores #escritoras
"Um olho no livro, outro na vida, e os dois na escrita - eu sei o que estou falando."

***

Imagine que bacana, você escrever um livro de minicrônicas!


Olá, eu sou Clene Salles, Ghost Writer, Copydesk, Tradutora

Dou aulas particulares ou em grupo: "Eu quero escrever um livro... E agora?" - passos iniciais para escrever um livro; "Costurando fragmentos, escrevendo biografias" - sugestões para escrever biografias, autobiografias e autoficção; "Eros e Psiquê - o arquétipo do amor" - um ajuda para quem quer escrever um romance romântico ou como instrumento de autoconhecimento. 


Redes Sociais

Facebook: @clenesalles @editorialclenesalles 

Instagram: @clene.salles @editorialclenesalles

LinkedIn: @clenesalles

Contato

WhatsApp: +55 11 976944114

E-mail: clenesalles@gmail.com




Indicações de outros profissionais tudo de excelentes, que também irão lhe ajudam (muito!) para que você publique o seu livro:

Júlio de Andrade Filho

Tradução Inglês/Português, Edição de Textos, Roteirista de HQ

WhatsApp: +55 11 994032617


Sidney Guerra

Capa, Diagramação e Documentação do Livro, Cursos

https://www.escrevaseulivro.com.br/


Laura Bacellar

Leitura Crítica, Edição, Mentoria para Livros de Não ficção

Laurabacellar@escrevaseulivro.com.br 


Marisa Moura

Agente Literária / Obras sob tutela

WhatsApp: 11 3193900


A importância do mistério para escritores e para a vida

Por que a busca pelo desconhecido ou a conexão com o mistério ainda molda quem escreve, quem lê e quem vive, mesmo na era das respostas pron...