sexta-feira, 17 de maio de 2024

Como lidamos com os nossos desejos?

 



"Não corrompa e nem degrade o que você deseja, afinal, você ainda não o possui. Lembre-se de que aquilo que você tem hoje já foi algo que um dia você apenas desejava."

A frase oferece uma reflexão profunda sobre a atitude em relação aos desejos e às conquistas. Vamos dividi-la em partes para uma análise mais detalhada: Primeira Parte: "Não corrompa e nem degrade o que você deseja, afinal, você ainda não o possui." Parecer: Este trecho aconselha a cuidar e respeitar o que se deseja, mesmo antes de alcançá-lo. A utilização dos termos "corrompa" e "degrade" sugere que nossas ações e intenções podem prejudicar o valor ou a integridade daquilo que almejamos, mesmo antes de obtê-lo. Análise: A frase parece sugerir que o caminho para a realização de um desejo deve ser íntegro. Se quiser pensar na ética do seu propósito, também é muito válido. Corromper ou degradar pode ser interpretado tanto literal quanto metaforicamente, podendo se referir a práticas antiéticas para alcançar um objetivo ou à deterioração do próprio desejo devido a uma obsessão desmedida ou um resmungar interior denso ao pensar no objeto do desejo. Interpretação: É um lembrete de que o respeito e a consideração pelo objeto do desejo devem ser mantidos, pois a forma como tratamos nossos objetivos antes de alcançá-los pode impactar a satisfação e o valor que eles terão quando finalmente os possuirmos. Segunda Parte: "Lembre-se de que aquilo que você tem hoje já foi algo que um dia você apenas desejava." Parecer: Este trecho evoca a importância da gratidão, retrospectiva e da perspectiva. Ele nos lembra que os atuais bens ou conquistas que possuímos já foram, em algum momento, desejos não realizados naqueles momentos. Análise: A frase nos leva a refletir sobre a transição e dos desejos ao longo do tempo. O que antes era um sonho ou um objetivo agora faz parte da nossa realidade, sugerindo que o reconhecimento pelo que já temos é fundamental para manter uma visão saudável sobre novos desejos. Interpretação: A ideia central é identificar, reconhecer e valorizar as conquistas passadas (e atuais também), pois elas foram alvos de nossos desejos. Curiosamente, o desejo vive no passado, presente e futuro (comento isso de uma forma simbólica, metafórica). Essa identificação e reconexão pode nos ajudar a apreciar mais plenamente o presente e a buscar nossos objetivos futuros de maneira mais amena, equilibrada e consciente. Síntese: A frase completa oferece uma mensagem sobre a importância de manter a integridade e o respeito em relação aos nossos desejos e objetivos. Como tratamos os nossos desejos? Sim, isso mesmo que você leu... Como tratamos os nossos desejos? O que estamos fazendo com os nossos desejos? Sabe aquela máxima, "o importante é querer sem desejar"? A obstinação pode inclusive (em alguns casos) desvirtuar o alvo do nosso desejo. O significativo nisso tudo é termos uma conexão real, fazer a nossa parte e seguir em frente. Passos diários equilibrando desejos e o viver/sobreviver no cotidiano. Que a consciência esteja presente na caminhada. A isso me refiro. Algumas vezes não colaboramos "exatamente" com os nossos desejos. Claro, estamos vivendo um momento que jamais pensávamos que seria tudo tão repleto de imediatismo. E é compreensível, afinal precisamos levar comida à mesa, pagar as contas e tudo o mais. Há momentos também que a vida se mostra dura, áspera, sufocante - mas em meio a tudo isso, é oportuno resgatar aquele ponto dentro de nós onde mora a organização e inteireza - lá é possível encontrar aquilo que já quisemos e que conquistamos e uma sinalização clara de uma perspectiva equilibrada dos desejos atuais. Sim, no meu mundo ficcional como escritora, sempre desconfiei que a Organização e a Inteireza moram juntas e estão por trás da arquitetura e realização dos nossos desejos.

Em tempo: este texto foi elaborado/inspirado a partir de um aforismo de Epicuro de Samos, filósofo, nascido na ilha grega de Samos por volta de 340 a.C.: "No dañes lo que tienes deseando lo que no tienes, sino que recuerda que lo que hoy tienes estuvo una vez entre las cosas que solo anhelabas."

Cuide bem dos seus desejos!

😊😉😇

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Indicação profissional


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quinta-feira, 9 de maio de 2024

O que existe além do cotidiano?



O que existe além das coisas do cotidiano, sejam elas simples ou complexas, são palavras que sonham em ser lidas.


Essa frase evoca uma reflexão profunda sobre o papel da linguagem e da literatura na nossa compreensão do mundo. 

Vamos analisar em partes:

"O que existe além das coisas do cotidiano": Aqui, a frase sugere uma busca por algo mais profundo, algo além das trivialidades e rivalidades do dia a dia. Pode-se interpretar como uma chamada à reflexão sobre os aspectos mais abstratos da vida, capturá-los e registrá-los, além das atividades e preocupações cotidianas.

"sejam elas simples ou complexas": Essa parte destaca que essa busca não se limita às grandes questões existenciais ou a assuntos complexos, mas também abrange as coisas simples, as pequenas maravilhas que muitas vezes passam despercebidas.

"são palavras que sonham ser lidas": Aqui está a essência da frase. Ela sugere que, além do mundo tangível e das experiências vividas, há um mundo de significados e emoções contido nas palavras - há que saber identificá-las dar-lhes existência. As palavras têm o desejo intrínseco de serem lidas, de serem interpretadas e compreendidas, pois é através delas que podemos acessar outros mundos, outras perspectivas, outras realidades - e a consideração e o devido respeito à diversidade (diversidades internas e externas).



Interpretação


A frase ressalta o poder transformador da literatura e da escrita. Ela sugere que, ao ler ou escrever, somos transportados para além da realidade imediata, mergulhando em universos criados pela imaginação e pela linguagem.

Além disso, a frase destaca a importância da comunicação e da troca de ideias - e o quanto é significativo a socialização para a escrita e o desenvolvimiento literário. As palavras são veículos para a expressão de pensamentos, emoções e experiências, e é através da leitura que essas palavras ganham vida e significado.

Há também uma sugestão de que a verdadeira essência das coisas está encapsulada nas palavras. Elas não apenas descrevem a realidade, mas também a reinterpretam e a reinventam, permitindo-nos ver o mundo de novas maneiras.

A ideia de que as palavras "sonham ser lidas" pode ser interpretada como uma metáfora para a busca pelo significado e pelo entendimento. Assim como os sonhos são manifestações do inconsciente, as palavras nos revelam camadas mais profundas de significado que podem não ser imediatamente óbvias.

Em suma, essa frase nos convida a refletir sobre o poder da linguagem e da literatura em nossa compreensão do mundo, destacando a importância de olhar além das aparências e mergulhar nas palavras para descobrir novos significados e perspectivas.






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terça-feira, 7 de maio de 2024

Observar para compreender e desenvolver



Você não pode compreender, muito menos desenvolver, aquilo que não observa

A frase em questão apresenta uma profunda conexão entre a observação, a compreensão e o desenvolvimento. Ela nos convida a refletir sobre a importância da experiência sensorial, emocional, espiritual e intelectual como base para o aprendizado e a evolução.

Desvendando os níveis da frase:

  • Observação: O ponto de partida fundamental. Sem observarmos atentamente o mundo ao nosso redor, seja através dos sentidos físicos, seja através de análises e reflexões, não conseguimos captar informações, padrões e nuances. É como se estivéssemos em um quarto escuro, sem conseguir enxergar o que nos cerca.

  • Compreensão: A observação abre as portas para a compreensão. Ao observarmos com atenção, reunimos dados e os processamos em nosso interior. Buscamos entender o que estamos vendo, buscando conexões, significados e relações entre os diferentes elementos. É como acender uma luz no quarto escuro, permitindo que enxerguemos os objetos e suas características.

  • Desenvolvimento: A compreensão, por sua vez, alimenta o desenvolvimento. Ao entendermos o que observamos, podemos aplicar esse conhecimento para agir, criar, solucionar problemas e evoluir em nossas habilidades. É como usar a luz do quarto para nos movimentarmos com segurança e realizarmos tarefas.


A frase como um lembrete nos convida a:

  • Sermos observadores ativos: Buscar observar o mundo com atenção, curiosidade e mente aberta, captando detalhes e nuances.
  • Nutrir nossa capacidade de compreensão: Dedique tempo para refletir sobre o que observa, buscando entender os "porquês" e as relações entre as coisas.
  • Usar a compreensão para o desenvolvimento: Aplique o conhecimento adquirido para tomar decisões, solucionar problemas, criar e inovar.

Ampliando a perspectiva:

A frase também pode ser interpretada em um sentido mais amplo, indo além da observação sensorial:

  • Observação emocional: Perceber e compreender nossas próprias emoções e as dos outros, desenvolvendo inteligência emocional.
  • Observação espiritual: Ter um outro olhar sobre o mundo sutil, tentar esquadrinhar o energético e identificá-lo, desenvolve um senso de respeito e compreensão de que há um tempo certo para tudo.  
  • Observação social: Atentar às dinâmicas sociais, os valores e as culturas que nos rodeiam, promovendo empatia e interculturalidade.
  • Observação reflexiva: Observar nossos próprios pensamentos e comportamentos, buscando autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

Em síntese:

A frase "Você não pode compreender, muito menos desenvolver, aquilo que não observa" nos convida a sermos observadores perspicazes, buscando compreender o mundo ao nosso redor em suas diversas nuances. Essa compreensão, por sua vez, é a base para o desenvolvimento pessoal, intelectual e social.

Lembre-se: observar, compreender e desenvolver são processos contínuos e interligados, exige paciência, foco, empatia e disponibilidade pessoal. Quanto mais observarmos, mais compreenderemos, e quanto mais compreendermos, mais poderemos desenvolver nossas habilidades e contribuir para o mundo.



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segunda-feira, 6 de maio de 2024

Qual a diferença entre nanoconto, microconto e miniconto?

 



Conheça aqui a diferença entre nanoconto, microconto e miniconto e veja o exemplo de cada um deles!


Antes, vou comentar sobre... 

Objetivo: O nanoconto busca provocar impacto com a brevidade, enquanto o microconto explora a concisão narrativa e o miniconto se aproxima (levemente) da estrutura do conto tradicional.

Leitura: O nanoconto e o microconto exigem leitura atenta e reflexão, devido à sua brevidade. Já o miniconto permite uma leitura mais fluida.

Formatos: O nanoconto pode ser encontrado em tweets, piadas ou frases curtas. O microconto pode ser publicado em sites, revistas ou livros. Já o miniconto possui maior flexibilidade, podendo ser publicado em diversos formatos. 

Utilidade: Estimula a imaginação, criatividade, curiosidade, pesquisas; ajuda no desenvolvimento da escrita criativa; é ótimo para ajudar estrangeiros que estão aprendendo a Língua Portuguesa e o contrário também, quando estamos estudando outro idioma. 

O principal? Podemos nos divertir bastante! 

Lembre-se:

Tanto o nanoconto, como o microconto, e miniconto precisam ser impactantes. 




Nanoconto

(Uma narrativa com até 50 letras sem contar espaços e caracteres espaciais.)

 

Exemplos:

"Digitou: “Quero me perder”; abriu-se o Google Maps."

"Fui ler um livro e o livro me leu."

 


Microconto

(Uma narrativa com até 150 letras sem contar espaços e caracteres espaciais.)

 

Exemplos:

"NEWS! Vampiro muda estilo de vida: arrancou os caninos, só come vegetais ao alho e óleo, e decidiu ser cientista. Seu projeto? Desenvolvimento de um protetor solar eterno." 

"O punho direito cerrado. Com o espelho recém quebrado, pôde ver a realidade estilhaçada e sua imagem destorcida. A alma agora duvida sua própria identidade."



Miniconto

(Uma narrativa que contenha entre 300 e 600 letras sem contar espaços e caracteres espaciais.)

 

Exemplo:

"Com a chegada inesperada da noite, estranhamente todos adormeceram profundamente.

Na manhã seguinte, os sons da natureza, dos equipamentos e das vozes humanas sumiram por completo.

O imperioso, tão autoritário silêncio tornou-se absoluto. 

Confusos e inconformados, todos corriam de um lado para outro. Inclusive os objetos.

O artista sentado no chão de terra, resiliente e bastante otimista, decidiu pintar. A garotinha triste tocou com o dedinho indicador uma pequena estrela que ele acabara de colorir.

Curiosamente ela podia ouvir: “Estou bem atrás de você tocando harpa”.

Voltou-se e nada viu."

 

E, me conte... Gostou?

E que tal escrever seu livro ou e-book com nanocontos, microcontos e minicontos? Ou quem sabe, junte uns amigos/as e façam uma divertida coletânea?

 

 

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segunda-feira, 29 de abril de 2024

Nisaba, Nidaba, Nanibigal - deusa sumeriana da escrita e do aprendizado

 


Nidaba, Nisaba, Nanibigal - deusa sumeriana da escrita e do aprendizado 


Nidaba, Nisaba, Nanibigal - deusa sumeriana da escrita e do aprendizado era a deusa suméria da fertilidade, protetora dos grãos, em particular da palma e da cana. Durante a dominação assíria, ela passou a ser a deusa da escrita, aprendizado e astrologia; da alfabetização; deusa da literatura e das canções e todos os instrumentos e objetos correlacionados.  

Seu santuário era o templo É-zagin em Uruque e em Uma. Em uma representação encontrada em Lagas, a deusa apresenta um cabelo que flui como um rio, coroada com uma tiara de chifres, orelhas que eram espigas de milho e um crescente lunar. Sua cabeleira densa e farta evoca comparações com a Enquidu, que possui uma descrição similar na Epopéia de Gilgamés.

De acordo com vários textos, acreditava-se que Nisaba estava equipada com uma placa de lápis-lazúli com a inscrição "escrita celestial", um termo relacionado a comparações poéticas entre sinais cuneiformes e estrelas. Também foi sugerido que poderia estar ligada à prática comprovada de consultar as constelações para determinar a melhor época para o cultivo de culturas específicas.


Mitologia

Apesar de ter sido considerada principalmente a deusa da fertilidade, ela foi primariamente venerada como deusa do aprendizado. Nidaba é a patrona da escrita e atua como instrutora e guardiã do conhecimento para homens e deuses igualmente. 

Nidaba foi tutora do deus babilônio Nabu, o filho de Marduque. Nos contos antigos, Nidaba era a escriba chefe de Nanse, a deusa da justiça social. Nidaba tinha como tarefa vigiar todos os que entravam no templo procurando auxilio, determinando se eles eram ou não permitidos de continuar no templo após a decisão de Nanse. Como deusa da escrita, ela foi venerada em escolas de escribas. Era costume finalizar a composição com uma oração a Nisaba, e em muitos tabletes existe uma linha final no texto em honra a deusa.

Nidaba olhou ternamente para Enqui, a quem assistiu em estabelecer um lugar de aprendizado. Seu parentesco é disputado ou disputado, mas como às vezes é apontada como irmã de Nanse, pode ser que seja filha de Enqui e Ninursague, a deusa da terra, sua mãe. Alguns textos ocasionalmente apontam Enlil como seu pai. Essas ligações de parentesco são incertas, não se sabe se representam relações sanguíneas ou mera associação, pode ser que se referir a um deus como pai nada mais é do que um título de honra e respeito.

Ela declinou após o período da Antiga Babilônia devido à ascensão do novo deus escriba, Nabu, embora ela não tenha desaparecido completamente da religião mesopotâmica e sejam conhecidos atestados tão recentes quanto o período neobabilônico.

Os epítetos de Nisaba incluem "senhora da sabedoria", "professora de grande sabedoria", "deusa cheia de pureza". 


By Osama Shukir Muhammed Amin FRCP(Glasg) - Own work, CC BY-SA 4.0, 
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=90584665



Arte literária

Em 2020, foi publicada a primeira tradução da tabuinha que contém as nove primeiras linhas do Hino a Nisaba/Nin-mul-an-gimdatada do período de Ur III (c. 1900-1600 a.C.), encontrada na antiga cidade suméria de Guirsu.


Fonte:

Wikipédia

Crédito da imagem superior: 

Por Osama Shukir Muhammed Amin FRCP(Glasg) - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=75047430





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A descoberta na Polônia de livros da biblioteca dos Irmãos Grimm pode dar pistas sobre o método de seleção dos contos de fadas


Por Hermann Biow - [1], Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=78917236

A descoberta na Polônia de livros da biblioteca dos Irmãos Grimm pode dar pistas sobre o método de seleção dos contos de fadas

https://www.labrujulaverde.com/2024/04/el-hallazgo-en-polonia-de-libros-de-la-biblioteca-de-los-hermanos-grimm-puede-dar-pistas-sobre-su-metodo-de-seleccion-de-los-cuentos-de-hadas 

Tradução espanhol/português: Clene Salles

Os irmãos Jacob e Wilhelm Grimm são conhecidos por seus contos de fadas, que entraram no cânone da literatura. No entanto, dedicaram quase toda a sua vida ao desenvolvimento da filologia germânica. Novas descobertas de livros que até então poderiam estar perdidos de sua biblioteca particular podem ajudar na pesquisa de seu trabalho em suas obras. 

By Elisabeth Baumann - SMB Digital, Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=213388



Vinte e sete livros, que aparentemente eram tidos como perdidos após a Segunda Guerra Mundial, foram encontrados na Biblioteca Universitária da Universidade Adam Mickiewicz, em Poznan, informou a universidade em um comunicado à imprensa. A busca foi liderada pela professora Eliza Pieciul-Karmińska, da Faculdade de Nefilologia da UAM, e Renata Wilgosiewicz-Skutecka, da Biblioteca Universitária.

Crédito da imagem: https://ausstellungen.deutsche-digitale-bibliothek.de/grimm/items/show/32
Estúdio de pesquisa, trabalho e escrita de Jacob Grimm na Linkstrasse 7 em Berlim, aquarela de Moritz Hoffmann.


"Os volumes encontrados na Biblioteca da Universidade de Poznan provenientes da coleção particular de livros dos Irmãos Grimm, considerados perdidos desde o final da Segunda Guerra Mundial, podem contribuir significativamente para o desenvolvimento dos estudos contemporâneos sobre os Grimm e, além disso, dar esperanças de que o acervo do BUP contenha também outros objetos da biblioteca particular de Jacob e Wilhelm, que foram considerados perdidos, escrevem os pesquisadores em artigo publicado na revista universitária Biblioteka."


Como recordaram, já em 2002, no Catálogo de Incunábulos da Biblioteca da Universidade de Poznan, o Professor Wiesław Wydra incluiu informações sobre seis volumes (oito incunábulos(*) e uma gravura antiga do século XVI) da biblioteca privada de Jakub e Wilhelm Grimm. 

(*) Incunábulo é um livro impresso nos primeiros tempos da imprensa com tipos móveis. A popularização da imprensa começa a ser mais percebida em 1450, com Gutenberg. Refere-se às obras impressas entre 1455, data aproximada da publicação da Bíblia de Gutenberg, até 1500. Essas obras imitavam os manuscritos. Assim, demorou-se 50 anos para que o livro impresso passasse a ter suas próprias características, abandonando, paulatinamente, as características do livro manuscrito.

Em fevereiro de 2023, as professoras Eliza Pieciul-Karmińska e Renata Wilgosiewicz-Skutecka decidiram fazer uma busca e verificar se nos fundos da biblioteca universitária poderiam haver outros livros da coleção de livros Grimm, que foram apontados como cópias perdidas no catálogo alemão de Ludwig Denecke. A busca continuou até junho de 2023, e a coleção de achados foi ampliada em vinte e sete artigos.

Em seu artigo, os pesquisadores lembram que os Irmãos Grimm, apesar da formação jurídica, dedicaram-se ao estudo da história da língua e hoje são considerados pioneiros da filologia germânica. A isso dedicaram quase toda a sua atividade, entre outras coisas, recolhendo gravuras antigas, manuscritos e livros sobre vários temas e em várias línguas. "Eles não estavam tão preocupados com os corvos brancos, mas sim com uma ampla seleção de edições raras sobre a história, literatura e cultura dos chamados povos indo-europeus", afirmam. 

Os Irmãos Grimm não apenas colecionavam livros, mas também trabalhavam com eles. "Os Grimm tratavam a sua biblioteca, sobretudo, como uma ferramenta de trabalho, razão pela qual deixaram nos livros – mesmo os mais antigos e raros – vestígios da sua leitura atenta: sublinhados, anotações e marcas", escrevem os investigadores.

Além disso, os livros encontrados em Poznan contêm (geralmente) belas anotações com a caligrafia de Jacob e Wilhelm. "Personagens ou localidades de interesse dos pesquisadores estão sublinhadas, às vezes um trecho mais longo do texto é destacado. Por outro lado, Jacob fez um índice das passagens sublinhadas, por exemplo, anotando os próprios nomes e as páginas em que foram encontrados", dizem os pesquisadores.

Como apontam os investigadores, estas notas são de grande valor para o estudo do legado Grimm, pois podem dar uma ideia do seu método de trabalho e escolha de motivos (por exemplo, nos contos de fadas). Para saber mais, salientam, seria necessário iniciar uma investigação conjunta germano-polaca sobre a descrição e compilação das notas. 



Contra capa da «La Conqueste du Grand Charlemaigne» con notas de Jacob Grimm. Crédito: Biblioteca de la Universidad de Poznan


As coleções da biblioteca particular que Wilhelm e Jacob acumularam ao longo de 60 anos de trabalho criativo incluíam mais de 8.000 volumes. A coleção de livros dos Irmãos Grimm é objeto de estudo independente na Alemanha e é exibida na biblioteca de Berlim de uma forma que se assemelha tanto quanto possível à coleção de livros que Jacob e Wilhelm usaram durante sua vida. O catálogo de obras foi compilado por Ludwig Denecke.

Conforme afirmado no artigo, acredita-se que os livros tenham chegado à Biblioteca da Universidade de Poznan no período pós-guerra, como resultado da transferência da coleção da biblioteca durante a guerra e no pós-guerra. No entanto, perceberam que houve também uma segunda forma pela qual alguns dos volumes foram transferidos de Berlim (incluindo a coleção de livros dos Irmãos Grimm) para Poznan – dois livros foram transferidos entre 1898 e 1899 para a Biblioteca Kaiser-Wilhelm em Poznan, que estava em construção na época, como cópia da Königliche Universitätsbibliothek de Berlim.

Mais tarde, em 1919, a recém nascida Universidade de Poznan assumiu esses fundos, que se tornaram a base da coleção de livros da Biblioteca da Universidade de Poznan.


¡Gracias! Guillermo Carvajal 
Muchos saludos dede Brasil, São Paulo
¡Gracias! 


Fontes:
La Brújula Verde 

Nauka w Polsce | Eliza Pieciul-Karmińska, Renata Wilgosiewicz-SkuteckaPrywatna biblioteka braci Grimm i odnaleziony fragment księgozbioru w Bibliotece Uniwersyteckiej w Poznaniu. Biblioteka Nr 27 (36) (2023), doi.org/10.14746/b.2023.27.4 


Estarei aqui atenta aguardando o resultado e a publicação das pesquisas. 
Tão logo tenhamos novidades, compartilharemos. 

Um abraço literário
Clene Salles




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Todas as mortes que vivi, por Adriana Miranda (livro/e-book)

 


Todas as mortes que vivi, por Adriana Miranda


Sinopse

O que fazer quando você é atingido pelas circunstâncias da sua vida ao ponto de acreditar que não vai aguentar mais? 


Por onde você escapa quando não está enxergando a luz, nem a porta de saída? O que fazer quando você perde quase tudo? Nesse caso, só resta um caminho: se aferrar ao "quase". Esse "quase" pode ser nossa tábua de salvação. Quando a gente diz "perdi tudo", na maioria das vezes não é bem assim; isso é só maneira de dizer. Sempre sobra alguma coisa. Por mínimo que seja, sempre sobra algo. E é esse algo o que deve ser encontrado, recuperado.


Resenha

No dia 21 de maio de 2008, Adriana Miranda tinha saúde, tinha emprego, tinha planos, tinha mãe. Dez dias depois, não tinha mais nada. Tudo isso havia desaparecido.


Aos quarenta e três anos, Adriana enfrentou de forma consecutiva três eventos devastadores, que alteraram o rumo de sua vida. No dia 21 de maio, perdeu seu emprego de forma injusta, após meses de muita luta; no dia 24 de maio, sua mãe faleceu de maneira chocante e inesperada; e uma semana depois, 31 de maio, sofreu um Acidente Vascular Cerebral que deixou a metade direita do seu corpo quase totalmente paralisada. Foi demais. Ela entrou numa depressão profunda, sentindo-se derrotada, perdida, sem saída.


Este livro é sobre sua jornada; seu antes, durante e depois. 

Aqui relata de forma emocionante como, depois de viver um tempo no piloto automático, conseguiu superar as dificuldades e cicatrizar as feridas, emergindo do fundo do poço para colocar sua vida novamente nos eixos, encontrando a serenidade.





Pense numa autobiografia muito bem escrita? É esta! 

Já está à venda tanto na versão impressa como no formato e-book, lá na Amazon. Abaixo, o link está pronto para seu clique: 

"Todas as mortes que vivi", por Adriana Miranda


sexta-feira, 26 de abril de 2024

Palavra (Reflexões)

 



Palavra
Falada, Ouvida, Escrita
Uma reflexão sobre o nascimento e os desejos da linguagem

 

Num dado momento esquecido ou perdido, os pensamentos se avolumaram, se inflacionaram e não havia mais como suportar os chamados insistentes da coerência.

No ar se ajeitaram essas formas, pouco a pouco.

Talvez imitássemos os sons dos animais, lá no seu início... É apenas um talvez, uma ideia furtiva.

Na complexa humanidade das elaborações, característico do bicho Homem, as palavras começaram a soltar seus cheiros e gostos, inquietudes e soluções.

Os sumérios, cerca de 3.500 anos antes da nossa era, moldaram sua escrita cuneiforme, lá na Mesopotâmia (terra entre dois rios), onde hoje é o Iraque, em tabuletas de argila. Diz a lenda que fomos moldados pela argila úmida tocada pelos deuses e deusas, e curiosamente, a escrita também. Simultaneamente, os hieróglifos no Egito, talvez um pouco antes.

Tal como a argila que moldou o homem com suas características mutáveis, as palavras seguiram o mesmo caminho (até hoje). Tanto quanto o ser humano é inconstante, os pensamentos e palavras também são.

No começo, apenas apontavam coisas mundanas (fatores econômicos e administrativos), depois as leis “morais” advindas da religiosidade cultivada.

E desde quando as palavras foram usadas como condutoras da “magia” ou instrumento “medicinal”? Como saber? Talvez uns 500.000 anos?

Palavras são medicinais? Elas curam? Como qualquer remédio, tem efeitos colaterais? Elas informam (in-forma)? Caracterizam e indicam direções da realidade? Elas querem contexto?

Configuram.

Tenho uma dúvida, ou melhor, confesso que tenho várias.

Palavras amam e são amadas? São educadas, reconhecidas e recolocadas? Quais serão seus desejos ocultos? Elas ocupam, destinam e definem lugares e querem conforto em suas mais diversas formas?

Sinto que elas pedem tempo e espaço quando são lidas ou ouvidas. Por que é tão delicado e difícil dar tempo para a palavra por nós pronunciada? Por que será que temos tanta pressa para falar e responder?

Os interlocutores, em alguns momentos, mais parecem espadachins. O que acontece conosco quando nos comunicamos? Erguemos a espada em riste e o duelo estala e insistimos em vencer a disputa verbal.

Entretanto, as palavras sonhadas, idealizadas... querem ser encontradas, almejam disponibilidade, buscam por realização – mesmo sendo fiéis aos jogos do caleidoscópio e da multifacetação.

Mesmo que a bússola da palavra insista em não mostrar o norte verdadeiro, ela quer ser respeitada por seu aspecto randômico nascida do aleatório das letras. Sabe? Aí eu começo a pensar que a palavra tem uma fantástica autoestima…

Meneio a cabeça e giro o olhar para o lado esquerdo, vejo que algumas palavras confusas pedem repouso e descanso; precisam de algo de tempo para se libertar do medo e da vergonha.

Num momento de introspecção e durante contato com o Sagrado elas pedem que as mãos possam suportar sua leveza. Que voz seja expediente.

Afinal, elas são códigos instáveis da História.

O som dela é a Era da Origem.

A palavra se espreguiça na geração dos começos.

Ela se move livremente no Caos.

E a ordem dela é o Verbo?

Ela desconhece o tempo.

Por: Clene Salles






Olá, eu sou Clene Salles, Ghost Writer, Copydesk, Tradutora

Dou aulas particulares ou em grupo: "Eu quero escrever um livro... E agora?" - passos iniciais para escrever um livro; "Costurando fragmentos, escrevendo biografias" - sugestões para escrever biografias, autobiografias e autoficção; "Eros e Psiquê - o arquétipo do amor" - um ajuda para quem quer escrever um romance romântico ou como instrumento de autoconhecimento. 

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